Bonito Mesmo

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Sabe o que importa mesmo? É ser feliz! Hoje acordei com uma vontade de viver, ser feliz, sorrir, dançar, amar, fazer loucuras.

Elogiar a si mesmo desagrada a todos.

⁠Eu poderia cuidar de você a vida toda...
Eu poderia viver ao seu lado para sempre, mesmo sabendo que a vida não é para sempre.

Mesmo se queremos evitar a dor e esquecer tudo, oque nos espera é a destruição nos arrastando vagarosamente

“As almas dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria!”

(trecho extraído do livro em PDF: Se eu pudesse viver minha vida novamente)

A língua que calunia mata 3 pessoas ao mesmo tempo: a que profere a calúnia, a que escuta e a pessoa sobre a qual se fala.

Me deixe ter ciúmes, raiva ou até mesmo nojo. Mas não me deixe sentir ódio de você, porque quando eu odeio, eu odeio mesmo. O ódio não é igual ao amor, que às vezes temos que deixar de lado e esquecê-los.

⁠⁠O desejo é um contrato que você faz consigo mesmo para ser infeliz até conseguir o que deseja.

Bom mesmo é estar com quem sabe nos ler, nos desenhar, nos amar! Prazer maior não há que um encontro pleno, almas conectadas, corações colados, corpos sincronizados, tudo num mesmo sentir!

⁠Seja você mesmo do jeito que se sinta à vontade, seja uma pessoa autêntica.
Do seu jeitinho.
Quem gostar de você reconhecerá sua essência e estará ao seu lado.

O amor é complicado. Ele é a única coisa no mundo, que do mesmo jeito que te ergue e do mesmo jeito que te enaltece, pode te destruir e pode te causar dor.

Deixa mesmo de ser importante
Vai deixando a gente pra outra hora
E quando se der conta, já passou
Quando olhar pra trás, já fui embora

E quando se der conta, já passou
Quando olhar pra trás, já fui embora

Quem engana, na verdade, está enganando a si mesmo. Na arte de enganar, há sempre uma perda de si mesmo no processo. Seja verdadeiro!

A UM SUICIDA

À memória de Tomás Cabreira Júnior

Tu crias em ti mesmo e eras corajoso,
Tu tinhas ideais e tinhas confiança,
Oh! quantas vezes desesp'rançoso,
Não invejei a tua esp'rança!

Dizia para mim: — Aquele há-de vencer
Aquele há-de colar a boca sequiosa
Nuns lábios cor-de-rosa
Que eu nunca beijarei, que me farão morrer

A nossa amante era a Glória
Que para ti — era a vitória,
E para mim — asas partidas.
Tinhas esp'ranças, ambições...
As minhas pobres ilusões,
Essas estavam já perdidas...

Imersa no azul dos campos siderais
Sorria para ti a grande encantadora,
A grande caprichosa, a grande amante loura
Em que tínhamos posto os nossos ideais.

Robusto caminheiro e forte lutador
Havias de chegar ao fim da longa estrada
De corpo avigorado e de alma avigorada
Pelo triunfo e pelo amor

Amor! Quem tem vinte anos
Há-de por força amar.
Na idade dos enganos
Quem se não há-de enganar?

Enquanto tu vencerias
Na luta heroica da vida
E, sereno, esperarias
Aquela segunda vida
Dos bem-fadados da Glória
Dos eternos vencedores
Que revivem na memória —
Sem triunfos, sem amores,
Eu teria adormecido
Espojado no caminho,
Preguiçoso, entorpecido,
Cheio de raiva, daninho...

Recordo com saudade as horas que passava
Quando ia a tua casa e tu, muito animado,
Me lias um trabalho há pouco terminado,
Na salazinha verde em que tão bem se estava.

Dizíamos ali sinceramente
As nossas ambições, os nossos ideais:
Um livro impresso, um drama em cena, o nome nos jornais...
Dizíamos tudo isso, amigo, seriamente...

Ao pé de ti, voltava-me a coragem:
Queria a Glória... Ia partir!
Ia lançar-me na voragem!
Ia vencer ou sucumbir!...

Ai! mas um dia, tu, o grande corajoso,
Também desfaleceste.
Não te espojaste, não. Tu eras mais brioso:
Tu, morreste.

Foste vencido? Não sei.
Morrer não é ser vencido,
Nem é tão pouco vencer.

Eu por mim, continuei
Espojado, adormecido,
A existir sem viver

Foi triste, muito triste, amigo, a tua sorte —
Mais triste do que a minha e malaventurada.
... Mas tu inda alcançaste alguma coisa: a morte,
E há tantos como eu que não alcançam nada...


Lisboa, 1° de outubro de 1911
(aos 21 anos)

Eu não quero que minha mulher seja nem mesmo objeto de suspeita.

Júlio César
Plutarco, Vidas Paralelas, cap. X

Você pode enganar uma pessoa por muito tempo, mas enganar a sí mesmo, dificilmente.

⁠Mesmo a conversa com um amigo só produzirá bons frutos de conhecimento quando ambos pensarem apenas na questão e esquecerem que são amigos.

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Você de lá e eu de cá, olhando o mesmo céu, que distância cruel.

Sinto falta de mim mesmo. O velho eu, o eu feliz, o eu brilhante, o eu sorridente, o riso de mim, o eu que não tinha essa dor.

⁠Se não houvesse sofrimento, o homem não conheceria o seu limite, não conheceria a si mesmo.

Leon Tolstói
Guerra e paz. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.