Boca
É boca com boca é mão com mão,
É a gente com a gente, roupa no chão.
É mente com mente, nós no coxão.
É aquilo com aquilo e muita paixão!
Quando
tu fores partir...
Vás...!
Mas deixas comigo
teus beijos.
Beijos de língua.
Beijos lambidos.
Beijos avassaladores...
Deixas comigo...
Para que eu não
sinta saudade
da tua boca!
Essa boca,
que me deixa louca.
E que faz o
meu corpo tremer!
O beijo
é um gesto
tão forte!
Que nasce da boca...
Do mesmo
lugar,
onde usamos
para nos alimentar
e falarmos
palavras de amor,
como: _eu te amo!
O Brilho do olhar dela misturado com aquele belo sorriso me deixa alucinado. Sua boca é minha perdição, é um portal fatal para o coração.
Mesmo que tentasse, era impossível resistir ao impulso repentino de admirar os olhos dela, analisar a boca e cair em amor.
"Ao olhar para a sua boca o meu único desejo é poder sentir os seus lindos lábios macios tocando os meus, com uma intensidade jamais sentida em qualquer outro beijo.”
Não vale a pena ter tanto orgulho, as vezes aquilo que temos medo de dizer é aquilo que o outro reza e implora pra ouvir da nossa boca.
Que meus olhos estejam atentos e meus ouvidos sempre abertos mas que minha boca só se abra para a alegria.
O passo da conversa
Iniciar uma conversa despretensiosa é quase sempre um prenúncio de tragédia. Já reparou como o passo da conversa distrai?
Mal começa-se uma conversa e pronto, distrai-se! Perde-se o último ônibus, tropeça-se, cai no buraco.
O passo da conversa parece ter a função de ninar a nossa atenção. Você está atento, mas a sua atenção foca no diálogo, esquece do mundo ao redor, transforma-o em cenário para que o diálogo se desenrole. E um bom papo desarma a gente não é mesmo?
Nos transforma em poetas, em filósofos, em heróis ou em vilões, em seres mortais ou imortais, transforma-nos em expectadores de nossa própria realidade. Desperta em nós toda humildade ou arrogância contida na mais profunda e insubstancial dimensão de nossa alma, e as fazem aflorar num regozijo de palavras fugitivas,que saltam de nossos lábios, feito prisioneiros escalando em fuga muralhas robustas quase intransponíveis, na busca por uma liberdade falseada e efemeramente transitória.
A verdade é que o passo da conversa deixa a gente mais lento mesmo, parece diminuir a marcha do tempo, conspirando para otimizar o instante que antecede a despedida, que nos torna novamente à realidade, onde distrair-se pode ser muito oneroso.
E por fim...Cessa-se a conversa, os passos aceleram, a distração desaparece, ouve-se as buzinas dos carros e sente-se o cheiro da fumaça produzida por seus motores embrutecidos, a poluição invisível faz arder os olhos e secar a garganta. Tudo volta a sua normalidade habitual. Até logo, até amanhã!
Se você pode perdoar e não consegue ficar próximo dessa pessoa, então a perdoe novamente, porque seu coração necessita deste consentimento e não a sua boca
