Boas Vindas para um Amiga
A Peça da Minha Vida
Às vezes sinto fome de vida, sabe? Sinto um enorme desejo de realizar meus sonhos, ganhar o mundo. Às vezes, até penso em alongar meu tempo, mas tenho receio de que toda essa dor física, que piora conforme a idade avança, me leve à loucura, ou pior, me impeça de ser dona da minha vida, assim como da minha morte.
A morte assistida não é sobre desistir da vida, mas sim não aceitar desistir dela! Não aceitar viver uma vida sem propósito ou possibilidade. Não aceitar, justamente por se amar muito, sentir tantas dores físicas a mais, além do risco de estar sozinha no pior, sem ter uma mão a quem recorrer no desespero, seja físico, emocional, ou ambos. É sobre não aceitar perder a minha autonomia, tornando a vida, verdadeiramente, insuportável a cada segundo.
A minha decisão não tem haver com tristeza, apesar de sentir tanta dor física afetar sim o nosso emocional em algum nível, ainda que sutil. Tem haver com razão, com racionalidade, além de verdadeiro amor, empatia, respeito e carinho por mim. Não quero correr o risco de viver um insuportável ainda pior do que todos os já vividos até aqui. Não quero sofrer tantas perdas, o que, infelizmente, é tão inevitável na vida. Não quero o sofrimento, porque já sofri demais. E não quero uma morte dolorosa como a vida foi, mas sim digna, humana, indolor. Me recuso a ter uma vida não vivida, infeliz.
Quero realizar, viver! A vida não é medida, ao menos por mim, pela quantidade. Para mim, o mais importante, e a única coisa que vale medir, que vale a pena, literalmente, é a qualidade, não a quantidade. Às vezes vivemos uma eternidade em pouquíssimos anos, e não vivemos nada em mais de um século. Se sou apenas eu por mim, que eu tenha a melhor e mais épica vida! Que nos poucos anos que me restam, eu tenha uma eternidade de realizações, conquistas, e deixe o meu legado. Que eu me orgulhe ao ver o fechar das cortinas, e possa me despedir das pessoas que mais amo. Que seja um sucesso a peça da minha vida!
- Marcela Lobato
Toda vez que vejo um desconhecido
Um perfil fake, uma conta estranha
Lá no fundo, torço pra ser você
Descobrir que está me acompanhando
Que comentou algo
Que de alguma forma se lembra
Do presente e do passado
Que escuta as milhões de músicas
Meus versos dramáticos, exagerados
Onde não há exagero ou drama.
Apenas a verdade.
- Marcela Lobato
A única vantagem de ter um corpo físico é a capacidade de sentir prazer. Nós vivemos para isso. Espíritos não sentem os prazeres que a carne proporciona, então já que é pra estar nesse inferno que chamamos de mundo, universo, existência, que gozemos de todas as formas possíveis! Inclusive, cozinha e saúde não se misturam!
Aproveite, porque depois acaba, e aí já era, independentemente de se houver ou não vida após a morte. Então, faça o que deseja e não perca tempo! Seja você, deixe a sua marca nesse mundo, ainda que seja e deseje ser uma pessoa anônima. Faça a diferença apenas por existir em sua mais deslumbrante autenticidade. Seja uma pessoa única, não por querer ser, mas por ser. Não perca o que é bom e não aceite o que não quer. Transforme este inferno no seu paraíso.
- Marcela Lobato
A música é vital, e tem um poder absoluto em nossas vidas, principalmente para quem compõe com a alma. Ela tem um jeito único de nos fazer, em momentos decisivos, naqueles mais difíceis, onde estamos mais bagunçados emocionalmente, de nos impedir de afundar em nosso próprio abismo. De naufragar em nossos oceanos internos. De sufocar com as palavras não ditas.
E mais do que isso, a música, muitas vezes, nos mostra o que nem mesmo nós sabíamos haver no nosso peito. Nos revela a nós mesmos. É a ferramenta mais poderosa de autoconhecimento quando você se permite desnudar através dela, sem censura, apenas deixando fluir. Ela escancara o que machuca, o que dói, o que não superamos, não suportamos, as mentiras que nos contamos, o que mais nos importa, e até o que mais amamos. Tira a nossa máscara e fotografa sem que nenhum filtro possa esconder as marcas, cicatrizes e feridas abertas ainda sangrando. Ela nos leva em uma viagem interna, ao centro do nosso coração. Nos vemos no espelho em carne viva, e descobrimos tudo o que somos e sentimos quando ninguém pode nos ver ou ouvir. Nesse momento, gritamos ao universo, e nesse grito mudo, até as estrelas tremem.
O artista não pode fugir de si mesmo, pois vive a beira do abismo, nos raros momentos onde não está imerso nele. Há sempre um lembrete para nós, de que jamais seremos iguais. Jamais seremos de plástico. Jamais nos encaixaremos! Jamais viveremos a mentira, pois a nossa arte sempre jogará em nossas caras a verdade nua e crua, sem dó nem piedade. Isso é ser um artista de alma. O preço é a nossa alma. A recompensa é a mais pura e cruel realidade, escondida em uma pedra que lapidamos sangrando até se tornar um diamante, sem pintar, esconder ou enfeitar o que foi antes, assim como o nosso sangue, se fundindo ao brilho transparente da matéria prima. O tesouro escondido na escuridão da noite mais escura.
- Marcela Lobato
Animais valem mais do que qualquer pessoa poderia valer. Se tivesse que escolher entre salvar um animal ou um ser humano, se o humano fosse uma boa pessoa, torceria pra alguém chegar pra salva-lo, porque não conseguiria viver com o fato de ter deixado um animal pra qualquer coisa ruim acontecer, mesmo sabendo que não teria como salvar os dois. Já um ser humano, poderia me sentir mal, mas seria bem mais fácil lidar com isso.
Animais são totalmente inocentes e são mais vulneráveis até do que crianças. São totalmente dependentes em situações de risco, além de serem os mais leais, fiéis e saberem amar como um ser humano nunca foi e nem será capaz. Tem gente que fala como se a vida animal valesse menos, porém a verdade é que ela vale mais. Vale muito mais!
- Marcela Lobato
Fé sem questionamento é fanatismo cego e frágil. Um castelo de areia na beira da praia. O questionamento traz os tijolos para construir um castelo de verdade, ainda que, ao longo do processo, decida modificar alguns pontos, pintar de outra maneira, ou retirar algumas áreas já projetadas.
- Marcela Lobato
Ser emo nunca foi uma fase ou um mero modismo pra mim. Mesmo antes de conhecer essa palavra, já era a personificação do seu significado. O emo, tanto o original, enquanto vertente do rock, como no aspecto do estilo, assim como modo de ser, sempre me agradaram e foram parte de mim. Conheci um pouco antes de se tornar um modismo, e nunca neguei ser e gostar.
Quando gosto de algo, não me importa se ninguém conhece, se ninguém gosta, se é uma "moda do momento" ou se é extremamente popular. Pra mim, a única coisa que sempre importou foi se eu gostei ou não. Se me identifico, se aquilo conversa com o meu mundo particular, se me agrada.
Lembro de uma amiga que dizia que quando eu estivesse um pouco mais velha, veria como não gostaria mais do emo e nem me afirmaria como tal. Bom, ela se enganou. Fui, sou e sempre serei emo. Keep emo alive! Mantenha o emo vivo! Viva a cena alternativa!
- Marcela Lobato
Às vezes, queria mais
Só um pouco mais
Me bastaria enxergar
Mas parece que tudo o que tenho
É o que não posso ver
E sigo me agarrando
Ao que não posso tocar
Porque a verdade é que isto
Nunca foi suficiente pra mim
O que jamais quis
Jamais pôde me bastar.
- Marcela Lobato
Sou um ser que não me aventuro,
mas carrego oceanos de energia por dentro.
Não salto de pontes, nem me lanço ao acaso,
meu risco é silencioso,
é vibrar intenso em um mundo que anda disperso.
Sou estrada que parece reta,
mas por dentro sou corrente elétrica contida.
Não me aventuro por medo do abismo,
e sim porque aprendi que energia profunda
não se desperdiça com qualquer tomada.
Há quem viaje o mundo inteiro;
eu viajo frequências.
Há quem escale montanhas;
eu elevo atmosferas.
E, ainda assim,
sou inteiro tempestade,
não de caos,
mas de força concentrada
Na verdade, sou um paladino do invisível.
Um romântico que ainda caminha de armadura leve, não de ferro, mas de esperança.
Carrego no peito não uma espada,
mas a coragem de sentir.
Acredito no amor como quem acredita no nascer do sol:
mesmo depois da noite mais escura, ele volta.
Sou desses que ainda escrevem versos no silêncio,
que veem eternidade em um olhar sincero
e que entendem que a vida não é batalha para ser vencida,
mas jardim para ser cuidado.
Sim, sou um paladino,
não dos castelos de pedra,
mas dos sentimentos verdadeiros.
E enquanto muitos desacreditam,
eu permaneço,
porque quem ainda acredita no amor
já venceu metade da guerra.
A Língua Portuguesa não é apenas um conjunto de regras alinhadas no papel;
é ponte que liga silêncios a vozes,
é semente que floresce em consciência.
Nela, cada palavra é possibilidade,
cada leitura é descoberta,
cada escrita é um ato de coragem.
Ensinar Português é ensinar a existir com sentido,
a nomear o mundo para compreendê-lo,
e compreendê-lo para transformá-lo.
Porque quando alguém aprende a dizer sua própria história,
deixa de ser espectador
e torna-se autor do próprio destino.
O mundo se tornou um lugar muito perigoso para se viver,
onde as ruas engolem passos sem eco,
e o ar carrega o peso de olhares que não se encontram.
Sombras alongam-se como garras no asfalto rachado,
e o coração, esse pássaro preso,
bate forte em ritmo de sirene distante.
Mas no meio do breu,
uma vela teimosa pisca,
não para banir a noite inteira,
só para sussurrar:
ainda há luz que resiste,
ainda há quem ouse acender outra chama
com mãos trêmulas,
e sonhar com um amanhã menos afiado.
Mesmo enfrentando o desrespeito e a violência de um mundo que ainda precisa aprender a respeitá-las, são as mulheres que continuam movendo e colorindo a vida com coragem, sensibilidade e esperança
Que o amor de Deus fortaleça, proteja e ilumine sempre a todas as guerreiras.
O julgamento precipitado talvez seja um dos maiores males do mundo.
Ele nasce da pressa de rotular, da incapacidade de ouvir e da facilidade de apontar o dedo sem conhecer a história que cada pessoa carrega.
Muitas vezes julgamos apenas um capítulo da vida de alguém, sem saber quantas páginas de dor, luta e superação vieram antes. É como olhar para uma ferida e ignorar a batalha que a causou.
Por isso, antes de julgar, é preciso lembrar que todos somos imperfeitos, todos temos quedas e todos carregamos nossas próprias sombras.
Um pouco mais de empatia e um pouco menos de julgamento talvez tornassem o mundo um lugar mais humano.
No fim, quem aprende a compreender mais e julgar menos, acaba também vivendo com o coração mais leve.
Não foi apenas uma escolha,
foi um chamado silencioso
que nasceu no coração.
Educar é mais que ensinar palavras,
é acender luz em pensamentos,
é tocar almas com cuidado.
Entre livros, sonhos e perguntas,
aprendi que a verdadeira vocação
é acreditar todos os dias
que uma mente despertada
também pode transformar um coração.
Aniversário é um marco do tempo,
um convite silencioso para agradecer a vida.
É lembrar de quem caminhou ao nosso lado,
de quem esteve presente nos dias bons
e também nos dias difíceis.
Mas quando a celebração vira vitrine do ego,
e a festa existe apenas para exaltar quem nasceu,
algo se perde no caminho.
Pedir que cada convidado pague o preço da festa
para que alguém seja o centro de todas as luzes
não é celebração…
é vaidade disfarçada de comemoração.
Porque a beleza do aniversário
não está em ser servido,
mas em reconhecer quem esteve ali.
Celebrar a própria vida é bonito,
mas mais bonito ainda
é ter gratidão suficiente
para não transformar carinho em obrigação.
Às vezes a festa mais elegante
não é a que exige algo dos outros…
é a que oferece presença, simplicidade
e um coração humilde.
A política é como uma peça de teatro... Os políticos são um conjunto de atores que interpretam, falam e agem conforme os diretores e roteiristas querem. E os diretores e roteiristas são os banqueiros, investidores, megaempresários, financiadores de campanha, que não se expõem ao público, que estão atrás da cortina, nas sombras, no escuro, apenas escrevendo, ditando e orientando o que os políticos, os atores, devem fazer para entreter e fantasiar a peça para o público. E o público somos nós, que pagamos para ver essa peça diariamente, influenciados pelos cartazes que divulgam essa peça: a mídia. Uma peça que nos distrai, distorce e muda a realidade, para que fiquemos abobalhados, assistindo ao teatro e comentando, intelectualizando apenas o que estamos vendo, que são os atores, esquecendo que quem escreveu, ditou e orientou esses atores, está atrás das cortinas, planejando, investindo, financiando, chantageando e criando novas peças para fantasiar, iludir, enganar, superficializar e imbecilizar o público cada vez mais com um teatro barato, visando o lucro à custa dos seus espectadores.
A verdadeira amizade implica também um esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhar nem aceitá-las.
Nunca permitas que cresça a erva ruim no caminho da amizade: sê leal.
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