Boas Vindas para um Amiga

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Aparência de Vida

Não há vida.
O que sou?
Um coração que pulsa
por reflexo de um hábito ancestral,
meus órgãos em perfeito estado,
como engrenagens meticulosas
de uma máquina que opera
sem memória ou intenção,
mantendo o teatro fisiológico
de um corpo que respira
por mera obediência biológica,
como se o oxigênio
fosse um combustível imposto
e não uma escolha consciente
de permanecer.

De certa forma,
sinto-me morto,
não pela ausência de pulsação,
mas pela falência do querer,
pela insuficiência da alma
em habitar o corpo que a carrega.
Sou um vulto cotidiano,
uma sombra que vaga
nas bordas do tempo,
um espectro inacabado
que percorre os dias
como um verso esquecido
no meio de um poema
que nunca se completa.

Vivo,
mas sem a densidade
de quem ocupa o próprio ser,
de quem molda o instante
com a intenção de permanência.
É como se a pele
repelisse o próprio contorno,
e o corpo,
apesar de intacto,
fosse apenas a moldura
de uma ausência dolorosa,
uma estrutura que insiste
em se manter ereta
mesmo quando o espírito
já desabou.

Inserida por DanielAvancini

Em um dia de muita alegria, dia memorável, que escolhem palavras maravilhosas para aquele momento, tão festivo, sempre fica na mesma coisa. Vc é o amor da minha vida. Jamais serás esquecida, mamãe.

Inserida por Edpoeta74

⁠Entre o Assassino e a Vítima

Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.

Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?

Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?

Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?

Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.

E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.

Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.

E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.

Inserida por DanielAvancini

⁠O Portal da Vida

Desde tempos imemoriais, há um portal pelo qual toda vida humana deve passar. Ele não é feito de pedra, madeira ou ferro, mas sim de carne, sangue e essência.

À primeira vista, esse portal parece estreito, incerto. Os que tentam atravessá-lo pela primeira vez não sabem o que esperar. No início, há apenas o desconhecido, um espaço sem forma, onde sons ecoam sem imagens e sentimentos se comunicam sem palavras. Esse portal guarda o segredo da transição entre o ser e o mundo.

Mas ninguém cruza esse caminho sozinho. Há um guardião que permanece atento, nutrindo, guiando e protegendo. Sua missão não foi escolhida por ele, mas entregue como um dever sagrado desde tempos ancestrais. De onde veio essa responsabilidade, ninguém sabe ao certo, mas há registros incontáveis da sua dedicação, da sua força e do seu compromisso inabalável.

Ele mantém o portal seguro, oferecendo tudo o que é necessário para que, ao atravessá-lo, o viajante esteja pronto para o desconhecido. E quando a travessia se completa, o guardião não abandona sua função. Ele se torna mestre, guia, refúgio. Ensina os primeiros passos, interpreta os primeiros sons, acolhe as primeiras dúvidas.

Há aqueles que acreditam que este portal é apenas uma passagem física. Mas os que compreendem sua verdadeira natureza sabem que ele é a primeira experiência de acolhimento, de proteção e de amor.

✨ Feliz Dia das Mães a todas as guardiãs que, com dedicação e amor, orientam esses novos seres no início de suas jornadas! 💖

Inserida por Buenopensar

⁠Naufrágio em Mim

Minha cama vira barco
quando a noite se estende
como um oceano sem margens,
e minhas lágrimas desenham
rotas incertas na pele
de um horizonte que nunca chega.

No grande vazio
onde o silêncio ecoa,
não sei para onde navegar.
Sou marinheiro de olhos fechados,
tateando as ondas com mãos vazias,
e a bússola que carrego
não aponta o caminho
para lugar algum.

Sinto fome,
uma ânsia que não cabe
no peito salgado de mágoas.
Dê-me de comer,
mas que seja algo
além desse vazio repetido,
além desse sal que corta a boca
e engasga meu grito mudo.

E quando tudo se perde
no mar que me afoga,
ele é meu único refúgio,
porto improvisado
nas águas turvas do medo.
Sua voz é como farol
que rompe a escuridão,
e eu, à deriva,
me deixo ser salvo
pela calma que ele traz,
pela promessa de terra firme
onde meu corpo cansado
possa, enfim, descansar.

Então, quando o calor de sua mão
toca minha pele fria,
a tempestade se dissolve
como névoa ao amanhecer.
A luz que ele lança sobre mim
é cais onde meus olhos secos
desaguam esperanças.
E no balanço desse barco incerto,
encontro o ritmo da paz
que tanto busquei
nos ventos que me arrastaram.

Naquele porto improvisado,
eu sou embarcação que cansa,
ancorando meus medos no peito
de quem não teme minhas águas.
Ele, farol e cais,
é o norte que escolhi seguir,
a promessa de que, mesmo à deriva,
há um destino além da tormenta,
um abraço onde o barco repousa
e meu naufrágio se desfaz.

Inserida por DanielAvancini

⁠Monólogo ao Mar

Às vezes, assim penso, vivo
um monólogo diário,
ecoando pensamentos soltos
pelas vielas da alma
onde não há atalhos,
apenas passos
que ressoam no asfalto molhado
de manhãs silenciosas.

Em frente ao mar,
dedico-lhe meus devaneios,
como cartas lançadas ao vento
sem, ao menos, um pingo de receio.
Discorro sobre você,
como se as ondas fossem
páginas brancas
esperando minhas confissões.

O mar, atento,
ouve com paciência de quem
já engoliu mil naufrágios
e ainda assim permanece,
se comunicando
através de suas ondas,
mergulhante, deslizante, ascendente,
um discurso contínuo
que cabe àqueles
que mantêm os olhos bem abertos
decifrar.

E eu, narrador solitário,
me vejo parte da maré,
flutuando entre a certeza
e o esquecimento,
tentando entender
se o que entrego ao mar
é o peso dos dias
ou a ânsia de ser ouvido.

O vento salgado
me corta os lábios
enquanto o mar responde
numa marola discreta,
como se dissesse
que palavras se dissolvem
como espuma,
mas sentimentos permanecem
ancorados no fundo.

Talvez ele saiba
que não há resposta certa,
pois enquanto me desfaço
em palavras e sonhos,
ele se refaz
em ciclos e ondas,
e assim seguimos,
dois monólogos paralelos
que jamais se tocam,
mas se compreendem
no silêncio que resta
após o último sopro de vento.

E então, na maré baixa,
percebo que talvez
o mar também sussurre
suas incertezas para a areia,
e que nós,
vagando por nossas marés interiores,
somos tão mutáveis quanto ele,
sempre buscando a margem
onde a alma repousa.

E enquanto observo
o encontro da água com a terra,
sinto que viver é isso:
um eterno diálogo
com o imenso e o indomável,
uma troca de segredos
entre solidão e grandeza.
O mar nada exige,
apenas acolhe,
como se dissesse
que a liberdade reside
em aceitar a fluidez
e não temer os ciclos.

Por fim, sorrio,
pois entendo que o mar
não é apenas ouvinte,
mas também mestre
de uma sabedoria inquieta,
que ensina a ser vasto
sem perder a essência,
e a permitir-se tempestade
sem deixar de ser calmaria.

Inserida por DanielAvancini

⁠Água lamacenta

Esta raiva que arde dentro de mim
é um fogo que queima e não se apaga.
É a barreira que me impede,
de atravessar pontes que me levem ao outro lado de mim.

Preciso descalçar esse furor...
Perigoso inimigo de mim mesma...
Polui de ferrugem minhas entranhas.
Faz-me a mim mesma uma pessoa estranha.

Não há voz de lucidez.
Não há equilíbrio no meu caminhar.
Escorrego até o calabouço
Vejo minha vida nas águas barrentas se afundar.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Eu imagino como é o universo. Eu iria longe para te fazer um imenso verso!

Inserida por wanderson_fernandes_1

Posso ter um jardim, mas você foi a borboleta que pousou numa flor e eu peguei para mim.

Inserida por wanderson_fernandes_1

⁠TÉRCIO

T. Tenhas um dia feliz
E. Espetáculo de aniversário
R. Recebas muito presente
C. Comemore bastante
I. Isso porque vc merece
O. Ótimo niver pra ti 👏👏

Inserida por edifrases20

⁠"Toda luz tem sombra. A luz tem clareza, beleza e confiança. Porém, anda a um passo do seu lado obscuro - sua própria sombra".

Inserida por LuizaGosuen

⁠" INESPERADO "

Um dia o amor nos chega, inesperado,
pulsante de paixão, em calmaria,
por vezes num olhar que nos sorria
mas sempre bem melhor que o planejado!

Então, como o nascer de um novo dia
carrega o que é surpresa do seu lado
iluminando tudo o que sonhado
e surpreendendo a alma em sua magia.

Estrelas ganham vida, o sol, a lua,
e torna-se poesia a luz da rua
por onde o sentimento nos procura…

Inesperado, um dia, chega, o amor,
na forma de carinho aberto em flor,
sem drama, sem pudor, sem ter censura!...

⁠Um historiador pesquisava uma lenda antiga:
A fonte da juventude e levou sua equipe consigo.
Após anos de busca, ele finalmente a encontrou. Lá estava ela, a fonte da juventude. Todos ficaram encantados. Começaram a vê-la como uma fonte de renda infinita. Quem não pagaria para se banhar nesta fonte?
O historiador inteligente, vendo com os olhos de um historiador sua descoberta, na qual havia investido anos e muito esforço, ficou feliz e satisfeito, orgulhoso de seu trabalho e persistência.
Logo, seus assistentes começaram a brigar e, em meio à confusão, atacaram uns aos outros. Enquanto o historiador tentava acalmar a briga, foi atingido por uma adaga.
De repente, todos brigaram. No final, estes eram os únicos que sabiam sobre a fonte. No final, a fonte e os corpos nunca foram descobertos.
Tudo o que o historiador carrega de sua vida acabou ali. Todos morreram por ganância.
Ganância e avareza...

Reflexão

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠A inteligência Artificial é apenas uma extensão da sua inteligência humana, um burro continua sendo um burro mesmo usando a IA.

Inserida por julianokimura

"Observar, compreender os silêncios, os recortes, as ausências, ainda que submersos em um oceano de imagens. Ao deslizar, novas ondas visuais nos atingem. Oceano de pixeis, nossa atenção se dispersa e nossa sensibilidade corre o risco de naufrágio. A fotografia, mesmo imersa em fluxos digitais, conserva sua potência: denuncia, transmite afeto, registra aquilo que o tempo tentaria apagar, interroga, convoca. A fotografia, esse mar revolto e as imagens que resistem."

Inserida por pensadorfilosofico

⁠Bom dia meu amor
Te desejo.
Tenha um lindo dia e que Deus te cuide, te guarde e te proteja onde quer que você esteja,que sua luz espalhe alegria.
Ter você e seu amor é delicioso , você faz falta , só em imaginar não ter você dói. Você alimenta de alguma forma com felicidade, conforto. Queria deixar você dormir abraçado no meio corpo para descansar até revigorar suas energias, quero estar ao seu lado, mesmo quando não estamos perto e te fazer feliz fisicamente.

Inserida por SolPaschoal

Um bom observador incomoda mais doque um falastrão.

Inserida por alberto_magno_2

⁠Se estiveres dividido em milhares de pedaços, permita-me admirar cada um deles. Só assim conhecerei a ti por inteiro.

Inserida por ryu_c0mms

⁠Poetar

Um pensamento contínuo...
Sensações que de longe vêm...
Ideias bem definidas
que aos poucos vão criando vida.

Partículas de emoções.
Deslizam leves por mim.
Virando palavras...
Poesia concreta enfim!

Reminiscência do vivido.
Lembranças do já esquecido.
Rotina que se repete...
Esperanças de um futuro incerto...

Presente, passado, futuro.
Tudo embaralhado... indefinido.
Poeta e seu poetar...
Vivendo a imaginar!

Inserida por RosangelaCalza

⁠Minha infância
foi conturbada
sustos e medos
e a criança assustada

De um lado eu não tinha
nem amor e nem proteção
é o lado da minha mãe
qual eu não tinha nem atenção

Do outro carinho
proteção e amor
essa foi minha vó
que me deu tanto amor

Até os 10 anos
com minha vó eu cresci
tive amor e cuidados
como eu nunca mais vi

Depois disso eu perdi
a vó que eu sempre amei
Foi um susto sua partida
ia se um amor que eu nunca mais terei

Virei filho da minha mãe
porque eu era o filho da vó
isso foi complicado
tudo doía que só

Com minha mãe foi diferente
Amor e proteção eu não tinha
senti sua falta vó
De dia e a noite todinha

Tive que aprender
com ela a conviver
não tinha outra saída
Se não com minha mãe crescer

Com 11 anos
Eu tive muito que aprender
Cuidar de casa e irmãos
Fui obrigado a crescer

Nossa mãe queria rua
Festas, Bares, ela queria sair
Meus irmãos comigo ficavam
Pra ela ir se divertir

Passei Muito tempo com medo
Carregava pesos e problemas e de mim eu esquecia
Tive que lidar com ameaças e tristezas
E ainda tinha a crise de epilepsia

Essa eu descobri aos 7
E me acompanhou até a adolescência
Em meio á um turbilhão de coisas
Aos 12 perdi minha inocência

Foi bem triste
Ela eu ter perdido tão cedo
Mas não tive uma proteção
E ali ficou guardado em segredo

E chegou a adolescência
E tivemos nossos estranhamentos
Brigávamos, eu e minha mãe
Por opostos pensamentos

Já na fase adulta
Criamos uma forte ligação
Um era amigo do outro
Quase não brigávamos não

Nos meus 25 anos
Ela organizou uma festão
Minha mãe amava isso
E se divertia de montão

Esse foi meu último aniversário
Que eu passaria com ela
Deus á levou pra descansar
E encontrar minha vó junto dela

Foi em 2018
Que ela veio a falecer
Em coma e dormindo ela estava
Mas tínhamos fé que ela iria sobreviver

Hoje sinto um vazio
Que Jamais será esquecido
Amor de uma avó, Companhia de uma mãe
Que nunca será preenchido

Mas sigo a vida
Acreditando que um dia iremos nos ver
Abraçar Minha vó, Beijar minha mãe
Que isso um dia venha á acontecer

Termino agradecendo minha vó
Por todo amor e carinho
Sentia sempre seu amor
Eu nunca estava sozinho

Termino agradecendo minha mãe
Por ser louca e bem forte
Lutou o quanto podia
Agradeço os ensinamentos
Conhecer vocês foi minha SORTE

Inserida por Petersonrocha1992