Boa Noite minha Querida
no silencio de cada noite ouço a voz da escuridão perturbando meus sonhos mais incertos, tento adormecer e não consigo pois meus pensamentos insanos com as loucuras de uma vida de solidão que jogo contra o vento mas o vento a trás de volta sem eu ao menos ter a condição de reagir meus Deus grito suspiro e adormeço tendo os piores sonhos já vividos de uma noite de agonia e desespero sera que mereço tal citação condições de destino incerto que logo veem a me tortura o que me resta então é chora.
Então, me apaixono pela noite. Quando a música irrompe a inércia provocada pela impossibilidade de meus olhos serem abertos, me apaixono pela noite. Começo a dançar cegamente a desordem de minhas ideias, como um choque. Elas me contorcem, distorcem, até que se arrancam. Deixam em mim um mal-estar, a paixão pela noite.
O dia escureceu a noite
A noite escureceu o dia
O dia me mostrou o que é noite
E a noite me mostrou o que é dia
Hoje aqui fora eu vus digo
Que eu conheci mais a noite do que o dia
Pois o dia é feroz, é quente, é descontente
Já a noite é de repente
Passa de repente, sem dor, sem lamento
Mas depende muito do sentimento
Que faz a noite ficar lenta
Que faz o dia ficar distante
Daquilo que te contenta.
A noite traz de volta
Aquilo que o dia matou
A noite traz de volta
Aquilo que o dia
Um dia se apaixonou
A noite traz de volta
Aquele meu amor
Que estava perdido
Na montanha do dia
Mas não estava perdido
Foi o dia, que um dia o sequestrou.
Hoje o dia se declarou pra noite
Mas só que a noite
Não gosta de coisa quente
Nem coisa de repente
A noite é muito lenta
Gosta de coisas frias
Gosta de coisas lentas
Gosta de namorar ela mesma
Não gosta de namorar o dia
Pois a noite não namora o dia
A noite namora os poetas."
Estou de volta
Nesse lugar sereno
Onde tudo era veneno
Onde não se passava vento
Onde o vento tem casa
E não saia dela, se tranca até a janela
Mas ninguém o vê fora
O vento se incomoda
Quando ele vem quente
Bate na testa gente
Queimando tudo de repente
Não é como beijo quente
Que deixa a solidão triste
Que mata o lado do verso
Aquele lado mais triste.
Hoje a noite matou o verso do dia
E o dia perdoou o verso da noite
Pois a noite tinha o verso da lua
Que iluminava o velório do dia
Pois agora não haverá mais dia
Pois quando o dia morre, se enterra de noite
Pois a noite é o melhor dia.
Quando a tarde cai calada
A noite estende um vestido
As nuvens o veste
para ficar de lembraça, de uma noite
Queiria acontecer.
As nunves derraram lagrimas sem saber
Aa lagrimas de lembranças passadas
De um passado lindo
Quando o dia era lindo
Quando tarde não se cansava.
Hoje a noite dá voltas em casa
A procura do vestido
Que caiu da noite fechada
O vestido lavou a minha alma
O vestido lavou o meu presente
Jogou fora, de repente
Toda a dor que dava voltas
Nessa alma quase morta
Mas ao vestir esse vestido
Se tornou tão viva, quanto a dona
Essa dama, mulher de preto
Que escurece noites vencidas
Mas não joga seu veneno
Mas a amente dela joga o veneno
Que é a chuva que banha meu sereno
O dia então chegou ao fim.
Um dia comum,
Com um céu azul.
A noite então veio
Trazendo em seu leito
O som suave
De sua voz a despertar.
Voz doce,
Voz suave.
Que acalma a mente,
E encanta a alma.
A noite se vai,
Mas eu jamais,
Esquecerei a voz
Que me trouxe a paz
Olhou a noite, a lua e as estrelas e notou que outra noite, outra lua, outras estrelas surgiam das sombras de seu ser
A NOITE
Almas circulam nas ruas
Sonhos regozijam seus donos
Passa oculta em meus medos
Questiona o que somos
A sombra, pretume das cores, enaltece o luar
Vela, adormece, retarda o meu despertar
Faz o disfarce das dores, me perder sem notar
No sentimento, confundo
No teu silêncio, o barulho
Transcrita oculta em meus dedos
Num sono profundo
Uns dizem que ela resguarda
Outros, porém, que ela é tara
Do apaixonado poeta
Na noite que vara.
Noite.
No céu, Lua.
Na Terra, música.
Corpos se misturam.
Um só.
Sentidos.
Aguçados.
Desejo.
Fulgor.
Ardente.
Chama.
Explosão.
Calmaria.
Um só.
Sublimação.
Amor.
Te amo!
No sopro da noite
No embalo das estrelas
Ela adormeceu com aquela melodia
No sopro da noite
Suava lentidão
Tocava mais cansada
Mais lenta
Mais baixa
Mais abaixo do magma
Brotando de fontes eufóricas
O mais belo despertar
Negro abismo
O embalo do ar
A lentidão mais cansada
A fonte adormecida
E ela se fez, então, a sonhar
SAUDADE
Desviei o que pude das esquinas da noite,
Porém, na encruzilhada da saudade,
Me deparei com a madrugada triste, solitária, fria e embriagada.
(Arnaldo Toni)
Não acho que às noites são para dormir, na verdade elas existem para que nossos pensamentos possam viajar.
Dentro dela tudo estava tão negro quanto a noite insone que se estendia a sua frente.
Um tanto ébria pelo excesso de sentimento etílico, tropeça nas palavras ao debruçar -se sobre o balcão daquele bar sombrio.
Ao som de de Belchior, pede ao garçom mais uma dose de gim barato sem gelo, e num único gole entorna o líquido amargo, como único lenitivo que poderia oferecer ao corpo.
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