Boa Noite minha Querida
Eu sei que algum dia vou conseguir sair daqui
Mesmo que demore a noite toda ou cem anos
Preciso de um lugar para me esconder, mas não consigo encontrar nenhum por perto
Quero me sentir vivo, lá fora não consigo enfrentar meu medo
Pedido de um menino pobre
Meu paizinho lá do céu
To ajoelhado, sem chapéu
Nesta noite de natal
E daqui do meu ranchinho
Vô lhe fala bem baixinho
Pra ninguém não me escutar
Eu sei que Papai Noel
Não esquece os que têm fé
E os que não são pecador
Mais não sei qual a razão
Papai Noel que é tão bão
De mim nunca se lembrou
Meu coleguinha do lado
Neste Natal passado
Ganho bastante presente
Uma bola um trenzinho
Um pião bem bonitinho
Ele sorriu de contente
Eu também fiquei contente
Com todo aquele presente
Que o menino recebeu
Porque ele foi bãozinho
Viu que eu era pobrezinho
Um brinquedo ele me deu
Apesar do esquecimento
Não guardo ressentimento
Papai Noel eu adoro
Pra mim ele é inocente
E se não me deu presente
Talvez não saiba onde eu moro
Por isso estou aqui
Ajoelhado pra pedi
Pra que sempre me ajuda
Pra que eu seja um homem forte
Até na hora da morte
Nunca me falte saúde
E se eu for merecedor
Lhe, peço um grande favor
Sé o senhor me ajuda
Peço-lhe de coração
Um livro de religião
Pra toda noite eu estuda
Se eu receber o livrinho
Leio-o com carinho
Neste rancho solitario
Eu juro em teu nome sagrado
Quando eu for homem formado
Hei de ser um missionario
Quero andar pra cidade
Praticando a caridade
De todo meu coração
Quero abraçar as coitadinhas
Inocentes criancinhas
Esquecido no sertão
Por este Brasil gigante
Quero ser um caminhante
De cidade em cidade
Ensinando mulher e homem
Relembro seu santo nome
Com toda sinceridade
Quando tudo terminar
E meu corpo repousar
Por debaixo de uma cruz
So quero o maior presente
Com minha alma em tua frente
Meu querido e bom Jesus.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.
Quando você é criança, a noite é assustadora. Porque existem monstros escondidos debaixo da cama. Quando você cresce os monstros são diferentes. Desconfiança, solidão, arrependimento. E embora você seja mais velho e mais sábio, você ainda se vê com medo do escuro.
Dormir é a coisa mais fácil de se fazer. Você só fecha os olhos. Mas para muitos de nós, dormir parece estar fora de nossa compreensão. Nós queremos! Mas não sabemos como conseguir. Mas, uma vez que enfrentamos os nossos demônios, os nossos medos. E pedimos ajuda uns aos outros…
A noite não é tão assustadora assim porque... Nós percebemos que não estamos totalmente sozinhos na escuridão.
A medida que a noite se aproxima,
faz-me de novo lembrar
que a alma que caminha no amor,
não descansa nem se cansa.
Há uma hora certa,
no meio da noite, uma hora morta,
em que a água dorme.
Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d'água,
nos grotões fundos
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir...
Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas da folhagem
e adormece.
Até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes...
Mas nem todas dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono...
Amor perdido
Na calada da noite
ouço uma coruja a piar
será um canto de horror
ou só um clamor a soar
Com seus olhos no horizonte
uma sombra surge ao longe
sobre a lua na clareira
essa sombra que vagueia
A coruja se apavora
e a sombra vai embora
Será uma alma perdida
que vive a vagar
Por ter perdido um amor
que não soube dar valor
e hoje vive a procurar
NIX
A Noite mais escura pinta nas sombras
Os retratos das insólitas penumbras
Com matiz carmesim-mórbido e trevas
Sobre fúnebre perfume de suas lágrimas
Lágrimas que escorrem frias e mortas
Pelos cumes da loucura à um solo atroz
Fluindo águas de profundas incógnitas
Evocando rios dentre negros espectros
Corvos bardos cantam tristes trovas
Alto no céu esquecido em nigredos
Observando as dores dos desanimados
Que cavam na terra úmida suas covas
Abismos fundos que tecem sepulturas
Feitas do labor dos ossos de seus dedos
Aventuro-me a dizer nesta noite que todas as aflições podem ser consideradas desta mesma maneira: oferecem oportunidades para a obra de misericórdia de Deus. Sempre que você vê um homem envolto em tristezas e aflições, a maneira certa de considerar essa situação não é culpar a ele e querer saber como chegou a esse ponto, mas dizer: "Aqui temos uma abertura para o amor onipotente de Deus. Trata-se de uma ocasião para a demonstração da graça e bondade do Senhor."
Enquanto chove...
É uma noite tão fria...
E eu voltei pra casa sozinha,
enquanto a chuva caia,
E molhava minha roupa...
E tudo estava tão escuro
E vazio...
E triste...
E não havia ninguém pra me escutar...
O silêncio permanecia,
Mesmo se eu tentasse gritar...
Não iria ouvir as palavras que eu queria...
Cada gota de chuva que caía,
Juntava-se a uma lágrima,
De medo...
De dor...
De ódio por todas as coisas erradas...
E após rolar, as gotas partiam...
Como todas as coisas,
Como todas as pessoas
Como todos os momentos...
E já diziam que não há nada permanente...
A não ser a mudança...
Ou talvez algum indício de dor...
E eu sou apenas uma criança...
Que tenho medo de tudo,
que choro quando perco a esperança
e quando vejo que tudo termina,
quando tudo e todos se vão...
Restam apenas as lembranças,
Resta apenas eu contra eu mesma...
E a tempestade lá fora...
Gosto de dormir tranquila à noite e acordar me reconhecendo. Autocontrole é pra poucos, chame a falta dele como quiser.
O silêncio da noite é meu refúgio, sou filho da escuridão, sou uma criança perdida e tristes. Já não sinto mais nada, somente medo.
Mas medo do quê?
Medo de mim mesmo?
Ou medo de tentar ser o que na realidade abominamos?
Não sei, hoje não procuro mais a felicidade, e sim a paz, acho que isto vai me consolar, saber que não sou feliz, mas saber que tenho paz em minha vida, paz e felicidade, seria bom juntas, mas me contento, aaaahhhhh como eu queria nossa, como queria, cara, falar o que eu acho, mostrar o que eu quero, viver o que eu sonho... mas algumas coisas me confortam...
O primeiro passo foi dado, resta seguir andando, começar de novo, antes que eu mergulhe novamente em minhas próprias tentações, em meu próprio vício... às vezes acho que sonho demais... acho que estou no caminho errado... porque acredito que meus sonhos são somente sonhos... enquanto vivo em um profundo pesadelo... Eu quero esquecer algumas coisas... mas como esquecer quem mais amo? Simples. Pare de amar. Mas como? Simples, pare de respirar!
"Talvez você não irá encontrar, alguém com quem você possa falar, noite e dia, toda hora pela madrugada "
Tudo novo, de novo
Em noite estrelada
busca algo novo.
Encontra-se deslocado
ao olhar a lua
se lembra de uma música.
Esquece os prazeres de algo inovador
escritas são sua unica lembrança.
Tudo que passou, passou
A vida continua.
O céu se abre.
O sol se põe.
os pássaros cantam.
Por fim as estrelas continuam a brilhar
fazendo companhia ao luar.
Solidão
Aproximo-me da noite
o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso
Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio
É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou
Mas os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna
Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo
Olha o centro do céu à meia-noite na virada do Ano-Novo, crê e verás que todos os sonhos e desejos serão somente os teus atos de fé.
Essa Noite
Essa noite não é noite, é como uma dia disfarçado
Sem o sol, sem o calor
Mas me mantendo acordado
Essa noite é uma prova, me provando que estou perdido
Pois nessa noite até o sono veio ser meu inimigo
Essa noite está tão clara, mesmo sem lua, mesmo sem dó
Essa noite veio me lembrar que ainda estou só
Essa noite não vou dormir, quero apenas descansar
E se eu dormir não me acordes mais, apenas deixe que eu vá
Toda noite durmo só, mas essa noite tenho uma parceira
A solidão deitou comigo, vai ficar a noite inteira
Essa noite meu pensamento está pensando aqui comigo
Como pensei em meu pensamento que ainda tinha um amigo?
Essa noite eu não quero esquecer, não quero viver, não quero morrer
Essa noite eu só vou me deitar e esperar o dia nascer.
Não vás tão docilmente nessa noite linda
Que a velhice arda e brade ao término do dia
Clama, clama contra o apagar da luz que finda!
Embora o sábio entenda que a treva é bem-vinda
Quando a palavra já perdeu toda a magia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.
O justo, à última onda, ao entrever, ainda,
Seus débeis dons dançando ao verde da baía,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.
O louco que, a sorrir, sofreia o sol e brinda,
Sem saber que o feriu com a sua ousadia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.
O grave, quase cego, ao vislumbrar o fim da
Aurora astral que o seu olhar incendiaria,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.
Assim, meu pai, do alto que nos deslinda
Me abençoa ou maldiz. Rogo-te todavia:
Não vás tão docilmente nessa noite linda.
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.
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