Boa noite

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Antes de você, minha vida era como uma noite sem lua. Muito escura, mas haviam estrelas, pontos de luz e de razão. E depois você atravessou meu céu como um meteoro. De repente tudo estava em chamas; havia brilho, havia beleza. Quando você se foi, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou negro. Nada mudou, mas meus olhos ficaram cegos pela luz. Não pude mais ver estrelas. E não havia mais razão para nada.

Estrelas comuns brilham somente durante a noite. Mas como você é especial, brilha junto ao Sol e ofusca o brilho de qualquer outra estrela comum durante todo o meu dia.

Sabe aquela lágrima que você derramou ontem a noite antes de dormir? Lembra do motivo? É difícil não é? Sofrer tanto assim por alguém que você ama, e que, provavelmente, não liga pra você. Sua vida é complicada, é difícil, mais do que qualquer um possa imaginar. Todo o dia você tem que colocar aquele sorriso lindo que você tem no rosto só para esconder as suas lágrimas. E todo vez que você entra embaixo do chuveiro é só para poder desabafar e colocar para fora todas aquelas lágrimas que você segurou o dia inteiro. Você pode evitar o máximo possível, mas você sabe que quando você for se deitar é nele em quem você vai pensar. Pode chorar querida, não é um erro, é uma necessidade. Você precisa colocar para fora todo a dor que já lhe causaram. Você está sendo forte por guardar tudo isso só para você, nunca se julgue fraca, porque você não é. E eu sei, você sabe, e todas as garotas do mundo sabem como é isso. Só continue sendo forte

A hora mais escura da noite é justamente aquela que nos permite ver melhor as estrelas.

Na noite profunda e escura da alma, são sempre três horas da madrugada.

Já levou 500 socos na cara em uma noite só? Depois de um tempo começa a doer.

Ela caminha em formosura, noite que anda
num céu sem nuvens e de estrêlas palpitante,
e o que há de bom em treva ou resplendor
se encontra em seu olhar e em seu semblante:
ela amadureceu à luz tão branda
que o Céu denega ao dia em seu fulgor.
Uma sombra de mais, em raio que faltasse,
teriam diminuído a graça indefinível
que em suas tranças côr de corvo ondeia
ou meigamente lhe ilumina a face:
e nesse rosto mostra, qualquer doce idéia,
como é puro seu lar, como é aprazível.
Nessas feições tão cheias de serenidade,
nesses traços tão calmos e eloquentes,
o sorriso que vence e a tez que se enrubesce
dizem apenas de um passado de bondade:
de uma alma cuja paz com todos transparece,
de um coração de amôres inocentes.

Quanto mais escura a noite, mais brilhantes são as estrelas. Quanto mais profunda a tristeza, mais próximo está Deus.

Desconhecido

Nota: A citação é atribuída a Dostoievski.

"O espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas."

**Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração.
Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos.

**"0 arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras, de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastrear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é intuitiva, típica e normativa. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher."

Pedacinhos de noite, polvilhados com as luzes do dia. É a madrugada confusa. Para alguns tarde, para outros muito cedo. Opostos de Vida.

Às vezes eu queria não ter te conhecido. Assim, eu poderia ir dormir à noite sem saber que tem alguém como você por aí.

Eu passei mais da metade da noite olhando fixamente para um saco de pão pullman e me perguntando o que ele fazia na fruteira se ele não era fruta.

Por quê?


Por que a noite se arrasta tão longa?

Por que a madrugada se cala silenciosa e fria?

Por que a saúde não contamina feito a doença?

Por que a poesia nasce do sofrimento com mais facilidade?

Por que o coração percebe o que a mente não sabe?

Por que o sonho se dissolve, assim, rapidamente?

Por que a saudade dói sem solução?

Por que o espelho mente para o olhar da solidão?

Por que a morte não respeita a paixão?

Soli Deo Gloria.

TODAVIA

Não creio, todavia,
Você está chegando a meu lado,
E a noite é um punhado
De estrelas e de alegria.

Apalpo, sinto o gosto,
Vejo seu rosto, seu passo largo,
Suas mãos e, no entanto,
Ainda não creio, todavia.

Seu regresso tem tanto
Que ver com você e comigo
Que por sorte lhe digo
E canto,
Ninguém pode substituí-lo
E as coisas mais triviais,
Se tornam fundamentais,
Porque você está chegando.

No entanto, todavia,
Chego a duvidar de minha sorte,
Porque tê-lo junto a mim
Às vezes me parece fantasia.

Mas você vem,
Com certeza,
E vem com seu olhar
E por isso sua chegada
Torna mágico o futuro.

E ainda que nem sempre
Eu tenha entendido
Minhas culpas e fracassos
Sei, para compensar,
Que, em seus braços,
O mundo tem sentido.

E se beijo a ousadia
E o mistério dos seus lábios,
Não há dúvida
De que o amarei mais
A cada dia,
Todavia.

(Tradução livre – Eduardo Andrade)

Você está na minha cabeça
No meio da noite quando não sinto bem
Eu sonho que posso te abraçar

O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.

NIX

A Noite mais escura pinta nas sombras
Os retratos das insólitas penumbras
Com matiz carmesim-mórbido e trevas
Sobre fúnebre perfume de suas lágrimas

Lágrimas que escorrem frias e mortas
Pelos cumes da loucura à um solo atroz
Fluindo águas de profundas incógnitas
Evocando rios dentre negros espectros

Corvos bardos cantam tristes trovas
Alto no céu esquecido em nigredos
Observando as dores dos desanimados

Que cavam na terra úmida suas covas
Abismos fundos que tecem sepulturas
Feitas do labor dos ossos de seus dedos

Não sou eu que durmo tarde
é o sol que nasce cedo
A noite é uma criança
e eu sou o seu brinquedo!

Apague a luz do teu quarto, abra a janela, sinta o silêncio da noite, escute o riso das estrelas e sinta no teu rosto o beijo que a lua te dá em meu nome. Boa Noite!

Amor perdido


Na calada da noite
ouço uma coruja a piar
será um canto de horror
ou só um clamor a soar

Com seus olhos no horizonte
uma sombra surge ao longe
sobre a lua na clareira
essa sombra que vagueia

A coruja se apavora
e a sombra vai embora
Será uma alma perdida
que vive a vagar

Por ter perdido um amor
que não soube dar valor
e hoje vive a procurar