Boa noite
Amanha talvez consiga esquecer,
Apagar tudo que me lembre de você.
Vou chorar mais tenho esquecer
Pois amo você.
Ontem nada mais que hoje!
Amanhã quem sabe, mais que hoje?
O que devo fazer? se nada sei?
Engraçado a vida né? as vezes ela dá, se nada dei!
Qual o lugar da espera? qual a hora? sei não !?
Que sentimento é esse, que não entende o coração?
Eu vi a cor do amanhã nos olhos daquele rapaz e depois daquele dia eu pude jurar sorrindo que nada mais seria como antes. A noite longa se despediu e sobre a densa neblina dos olhos dele eu vi as estrelas levando todas as velhas marcas de expressão. E como eu poderia neste acaso danificado estar frente à tudo aquilo? Naqueles olhos itinerantes diluíam a minha rotina, minha cadência desconexa cantarolava a marginália enfurecida de Gilberto Gil. Aquele rapaz aparentemente comum de calça e jaqueta jeans, pacote de cigarros nos bolsos, óculos e semblante compenetrado tinha na palma das suas mãos o traço reto e definido da rota da mais bela viagem de toda a minha vida, a liberdade. Dois rios inversos que se guardavam para um destino certo. Dois pares soltos de olhos vistos, enebriados, imbuídos no primitivismo inocente do amor reciproco, inesperado e completamente revolto. Adeus horas impiedosas de embriagues anonima! Será que é isso que chamam de amor a primeira vista? Não, eu não seria capaz, não depois de tudo. Mas posso lhe garantir, que por alguns instantes, olhando os olhos daquele rapaz, eu soube a razão de estar viva, de ter fome de viver e ser livre, de permanecer e acreditar que de alguma forma que nada, absolutamente nada mais seria em vão. Eu amanheci nos olhos daquele rapaz.
Os frutos e amanhã, são as sementes de hoje.
Plante o bem, tenha fé e confie que os frutos serão bons.
Quem vive cheio e fé e confiança é cheio de Deus.
Vai lá, prepara a terra, plante as sementes e espere com fé, os frutos bons irão nascer.
Não sou perfeito, mas procuro a perfeição, talvez eu a encontre amanhã ou talvez não, bom... eis a questão.
