Boa noite

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Estou aqui. Eu amo você. Não me importo se você tiver de passar a noite inteira acordada chorando, eu fico com você. Se você precisar dos remédios de novo, não tem problema, tome – eu vou amar você do mesmo jeito, se fizer isso. Se você não precisar dos remédios, vou amar você do mesmo jeito. Não há nada que você possa fazer para perder o meu amor. Vou proteger você até você morrer, e depois da sua morte vou continuar protegendo você. Sou mais forte do que a Depressão e mais corajosa do que a Solidão, e nada nunca vai me desanimar.

Minha noite será em 3D. Deitar, Dormir e Descansar.

Não se chora apenas
com a noite estendida sobre o sono dos homens,
com o silêncio pulsando em poros de imperceptíveis silvos
trêmulos, sussurrantes, urdindo a trama de inúmeros aléns.

Não se chora apenas
com a solidão concentrada em firmes bosques,
num chão de sombras por onde as lágrimas se embebam,
e nem a palidez das estrelas seja um breve indício de presença.

Não se chora sempre de cara virada para um tranquilo muro.
Nem sempre se pode dizer: é da ausência, é da noite,
é do silêncio, é do deserto...
da planície vazia, do mar fatigante, do assombro enorme da treva...

Chora-se em pleno dia, à luz do sol, diante do mundo povoado.
Caem lágrimas em pedras quentes, com borboletas, flores, gorjeios,
nuvens brancas, moças cantando, janelas abertas, ruas alegres.

Alguma coisa em nós é maior e mais grave que as expansões da vida,
alguma coisa é maior que o candelabro azul do dia
com flores, pássaros, canções entrelaçados nos seus doze braços.

Nem é de nós, nem nos pertence.
Sentimos que é da terra e dos homens,
da desordem do tempo,
da espada das paixões sobre o peito do sonho.

À sua passagem a noite é vermelha
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.

obra poética I caminho 1999

E pra fechar a noite... um pensamento que digeri.
É preferível dizer o mal que é, do que o bem que não é.
Mais vale amar o dinheiro pelo descanso que ele permite do que por aquele que ele faz perder. Se tudo se vende, é porque nada vale.
Todo mundo tem seu preço, mas tem coisas que não estão a venda.
Quanto vale seu sono?
Boa madrugada.

Apenas me dê mais uma chance para fazer isso certo, eu posso não sobreviver durante a noite, eu não irei para casa sem você.

A sinceridade é prazeirosa só pelo fato de substituir uma mentira, o prazer pode chegar um pouco atrasado, mas antes um prazer atrasado do que uma amarga descoberta da mentira

O medo de errar precisa ser grande o suficiente para você se cuidar, mas pequeno o bastante para a coragem prevalecer, e você tentar

Olá! Lembra de mim? Acho que não né? (…) Sou apenas um de seus casos que não deu certo, apenas uma das garotas que você jurou que seria diferente e que jurou amar. Você deve estar se perguntando: “Quem é esta maluca, e o que ela quer?”. Não seja por isso te respondo agora querido… Então, sou a garota que te amava se lembra dela? A garota que faria qualquer coisa para te ver feliz, e que por tantas vezes lutou para ser a melhor para você. Sou apenas a garota que você magoou e que mesmo assim contiunuou te amando, mesmo você sendo um idiota e a fazendo chorar. Sou a garota que enchugou suas lágrimas, que ignorou a todos para estar ao seu lado. Vim aqui hoje apenas para dizer que essa garota morreu, que essa garota não existe mais, que ela foi embora e deu espaço para uma mulher, que não se liga a qualquer cara, a uma mulher que não demonstra seus sentimentos, a uma mulher feliz realizada que hoje tem em si o maior amor do mundo. E você deve estar ainda aí, sentado na frente da tv, vendo um futebol com uma garrafa de cerveja… Saindo para as baladas, beijando qualquer uma e se sentindo o “foda” como sempre… Mas sei que quando esta sozinho no seu quarto ouvindo uma música, sente falta da garota bobinha que te amava. Você fez por merecer, me ignorou e agora me perdeu. Mas tudo bem é que o você merece, idiota.

Decidi dar um tempo de usar a palavra amor, decidi parar de escrever sobre esta droga, para o meu bem talvez. Viver ditando a tristeza me deixa mais triste. Talvez se eu começar a pensar positivamente, parar de falar sobre a dor, talvez ela vá embora e leve com ela todas as magoas do passado.

Coisa chata essa, não é mesmo? Estar sempre no mesmo lugar, vendo os mesmos olhares curiosos e insanos. Coisa chata e sem vida, quanta monotonia, quanta nostaugia, quanto tédio… Nada de novo aparece, nada de novo acontece… Como já era de se esperar, estamos aqui sentados esperando a vida passar.

Me vejo agora aqui, já acostumada com sua falta, dizendo bem baixinho a mim mesma : “desista criança, nada será como antes. Vista sua mascara saia e encare o mundo lá fora”.

E sempre quando ela conseguia um motivo para sorri, davam a ela mil motivos para chorar.

Naquela manhã fria ela olhava para o céu e sorria, via que havia uma razão maior para ela estar ali de pé, olhando para aquele céu azul, com o vento em seu rosto, e essa razão maior era Deus.

Atitude: é uma coisa que esta em extinção nos dias de hoje.

⁠Não pela primeira vez na minha vida, eu queria poder fazer meu cérebro desacelerar. Forçá-lo a funcionar na velocidade humana, pelo menos por um dia, uma hora, para que eu não tivesse tempo de ficar obcecado de novo e de novo pelos mesmos problemas sem solução.

Nós somos os autores da nossa história. Nem sempre controlamos a trama, mas podemos decidir quem queremos ser.

O Clube da Meia-Noite (série)
1ª temporada, episódio 1.

Quero brindar aos dias que passaram e aos dias que virão. Aos dias de hoje e aos dias que passaram. Visíveis ou invisíveis, aqui, mas não aqui. A todos esses dias. Todos eles.

O Clube da Meia-Noite (série)
1ª temporada, episódio 5.

Morrer é uma péssima razão pra não viver.

O Clube da Meia-Noite (série)
1ª temporada, episódio 10.

Momentos felizes podem se transformar em dor, com o devido tempo.

A Biblioteca da Meia-Noite (livro)
HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2021.