Boa noite

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Laço de fita amarela.

Qual laço de fita amarela,
a prender seus cachos reluzentes em noite bela,
preso está meu coração, ao seu amor que meus olhos revela.

Já não ha esperança de vida...
que vida teria eu?
Se minha vida é dela.

Perdido de amores está meu coração,
que à luz do luar se esfacela.
Preso no amor de seus cachos,no laço de fita amarela.

Autor: Cícero Marcos

"Semente não vira árvore do dia pra noite. Mas quem rega com fé sempre colhe sombra e frutos."

Capítulo Quarto — Onde a Sombra Também Reza


Existe um tipo de noite que não aparece nas previsões do tempo. Uma noite que não vem do céu, mas da gente mesmo. Ela se aproxima devagar, como quem conhece o caminho da casa: primeiro um cansaço estranho, depois aquele aperto no meio do peito, e por fim a sensação de que o mundo ficou grande demais e o corpo pequeno demais pra carregar tudo.


Nessa noite, mora um personagem silencioso: o ser humano que luta com a própria mente. Às vezes é a ansiedade que dá ordens, às vezes é o pânico que chama pelo nome, e em outras a depressão se senta ao lado como um velho conhecido que nunca foi convidado. Ele olha o espelho e pergunta: “Por que eu sou assim?”
Mas a pergunta verdadeira deveria ser: “Por que eu acho que a culpa é minha?”


A culpa não é. Nunca foi.
Quando a alma dói, não é sinal de fraqueza — é sinal de que ela está viva demais, sentindo demais, absorvendo demais. É como um tecido delicado que se rasga fácil porque foi feito para perceber o mundo com profundidade.


Esse personagem, cansado e solitário, caminha por dentro do próprio labirinto. A mente vira um corredor estreito, cheio de ecos, e cada eco diz uma coisa diferente. Em certos dias, a luz da fé parece um fósforo; em outros, parece um farol. Mas ela sempre aparece — mesmo quando a pessoa acha que não merece.


Há um detalhe sagrado nesse capítulo: Deus não se preocupa com a roupa que usamos na vitória, mas com as cicatrizes que carregamos do combate.
Jesus, esse andarilho de almas cansadas, conhecia bem o peso das madrugadas que ninguém vê. Ele caminhava ao lado dos quebrados, dos tristes, dos esquecidos. E sempre repetia, de um jeito ou de outro:
“Você não é o que te feriu. Você é o que está tentando se levantar.”


É aí que entra a filosofia mística — aquela que olha para o invisível e entende que o sofrimento não é punição, mas passagem. O fogo que queima hoje pode virar clarão pra iluminar o caminho de outra pessoa amanhã.
Dor compartilhada vira mapa.
Dor transformada vira guia.


O personagem desse capítulo, mesmo tremendo, mesmo cansado, mesmo chorando com o rosto escondido na camisa, continua. Ele continua porque existe uma espécie de chamado. Não é voz de anjo, não é ordem divina, não é promessa de céu.
É só a vida sussurrando:
“Você ainda tem algo pra entregar.”


E ele tem.
Mesmo ferido, ele se torna farol para outros que estão na escuridão. Não porque é mais forte, mas porque conhece o caminho. Quem já visitou os próprios abismos sabe orientar quem está à beira deles.


No fim desse capítulo, a lição é simples e profunda:
a dor não diminui ninguém.
A tristeza não define ninguém.
A luta interna não anula a luz que carrega.


O perdão — inclusive o próprio — é um tipo de renascimento.
E cada crise superada é uma página virada dentro do livro sagrado que chamamos vida.


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E ainda nesta noite, sexta-feira, dia 2 de janeiro de 2026, às 23h57, questionar quem rege a minha vida não é sinal de fraqueza. Vejo isso como sinal de consciência. Acredito que, quando alguém começa a se perguntar sobre destino, controle e sentido, essa pessoa já não está dormindo dentro da própria história.
E o problema não é eu ser “o meu próprio mal”.
O meu problema foi ter caminhado longe demais sem testemunhas, sem apoio real, sem pausas para recalibrar o rumo.
Não enxergo o destino como um maestro invisível regendo tudo em silêncio. Para mim, ele se parece mais com um barco mal equipado em mar agitado e tempestuoso. Não é culpa do barco existir — o que falta é leme, mapa e porto.
E, ainda assim, eu sigo flutuando.
Para mim, isso não é pouco. Isso é resistência silenciosa diante de todo o caos da minha vida.

Não tinha celular, a noite era estrelada, banquinhos em volta da fogueira acompanhada de histórias que os mais velhos contavam, assim era antigamente na infância onde não tinha luxo mas sobrava amor.

Trocar o dia pela noite é o meu abrigo,
contra o medo do mundo, esse antigo inimigo.
Exigem que eu me prove, que eu mostre o valor,
como se a maturidade fosse um erro, uma dor.
Construí minha estrada com estudo e suor,
para ser lida em uma palavra, do jeito pior.
"Incapacitada" — sentença vazia e injusta,
para quem tem uma história que tanto custa.
Não sou o status que tentam me dar,
sou quarenta e oito anos prontos para voar.

Ass Roseli Ribeiro

Noite passada seu perfume me tirou o sono. Você dormia feito um anjo, um pouquinho arredio, mas ainda um anjo. O misto do seu perfume com o seu cheiro natural cria uma química louca, despertando em mim coisas que eu nem sabia que existiam. Você dormia e eu te olhava dormir, sem um pingo de sono e bêbada de tanto sentir aquilo, que era só o que você podia me dar, seu cheiro. Eu definitivamente não consegui dormir enquanto a gente dividia a minha cama, mas as 5:30 da manhã, quando te vi indo embora, eu abracei seu travesseiro querendo que fosse você, mesmo sem entender porque não te abracei a noite toda enquanto a gente estava ali, a 3 centímetros de distancia na minha cama, o meu porto seguro que desabava só porque você estava lá. Agora seu cheiro já dispersou, mas essa noite ainda vou dormir abracada com o mesmo travesseiro que tinha sua marca, por que de alguma maneira eu sei que noite passada foi a ultima e que nem seu perfume vai ficar mais em mim, só a memoria de uma noite estranha, na qual eu fiquei bêbada sem beber nada e acordei com ressaca e abstinência de você.

"Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas..."

Conversando com a Lua


Ho terrível noite que não findas, foras feita aos bêbados, às putas e aos que sobrevivem apenas da saudade.

Fugiu numa noite gélida,
Logo caiu nas poções encantadas,
Não imaginou as ruas tão violentas,
Mais uma usuária viciada.

Intensidade atraente que se veste de belas curvas, especialmente à noite — que é quando fica mais à vontade, provocante, com sua sensualidade muito peculiar por não usar a vulgaridade e ainda poder chamar atenção de uma maneira hipnotizante, causando desejo e uma sensação calorosa de muita vitalidade, emocionante como um sonho intenso dentro desta realidade

A sua provocação é feita a partir do silêncio de uma interação sincera de olhares, de batimentos acelerados que desaceleram o tempo e prolongam a temporalidade, então, um fogo de renascimento vai se espalhando, acordando instintos e sentimentos, que resultam em comportamentos atrevidos, acalorados; um momento profundamente aprazível, onde cada detalhe será memorável

Essa expressão intensa é bastante notável para ser ignorada, a sua presença mexe com os pensamentos, a grandeza de uma arte inspiradora, sedutora por sua sutileza, naturalidade, uma sedução que não se limita a sua beleza física, mas também desde a chama da sua essencialidade que é intensificada no ápice da noite, próximo da madrugada, uma das razões da sua personalidade ser tão apaixonante.

⁠Ao cair da noite,
o dia vai dormir.

“” Por ser dia
Não pude sonhar
Mas posso ser noite
Emprestar o lume
Para a lua brilhar...””

"" Claro que a noite escura me fascina
suas tranças lembram meninas
borboletas na beira da estrada
e seus faróis
claro que a lua me diz amores
foram tantos, relevantes
mas não navego sem bussola
nem mesmo rumo ao sol
claro, tudo é incerto de manhã
até você encontrar uma xícara de café
e entender que açúcar adoça
mas também faz mal..

De dia ou de noite, no calor ou no frio, ao sol ou à chuva — avance.


Avance pelo propósito, pelas metas, pelos objetivos. E, se no percurso perder a direção, não tema.


Refaça o caminho, retorne pela mesma direção até ao ponto de partida.
Certamente, reencontrar-se-á.

O Banquete de Argila

À noite, as xícaras são sentinelas brancas sobre a mesa,
Rígidas como o gesso do meu parto, aquele erro, Aquele nó indesejado que o sangue não soube desfazer.
Você parou no umbral,
O hall transformado em abismo,
Partindo antes mesmo de habitar o próprio rastro.

Agora você retorna,
espectro de louça e mágoa,
Bebe o chá amargo nas minhas xícaras de ossos.
Enquanto o ódio flutua na superfície, como nata.
E papai aquele gigante de botas e fúria ruidosa
Me expulsa do mundo com um gesto de ferro,
Me tranco do lado de fora de mim mesmo.

Cômodo do silêncio

A noite entorta tudo como a minha vida.
A casa respira em desordem, revirada por dentro, como a mente que não encontra repouso.
Os móveis se inclinam, cansados, guardam o peso de pensamentos que ninguém sentiu para escutar.
As xícaras, sujas de um chá frio, ainda guardam bocas que passaram e não se despediram.

Há restos de calor no fundo da louça, um abandono doméstico, como se o dia tivesse desistido de se organizar em mim.
Caminho entre os cacos com cuidado demais qualquer passo em falso pode acordar para dormir.
E a noite observa, imóvel,
Sabendo que a bagunça não é da casa, Sou eu espalhado pelos cômodos.

Augusto

Foi há alguns anos,
numa noite ao pé do lago.
Como sabeis todos, foi lá que encontrei
aquele que sempre soube amar;
vive ainda em meus pensamentos,
e amar-lhe era mais que amar a mim mesmo.

Eu era um jovem moço,
ele, um belo jovem,
nesta cidade ao pé do lago;
mas o nosso amor era mais que amor —
o meu e o dele era carnal,
um amor sagrado e profano.

E foi esta a razão por que, há muitos meses,
nesta cidade ao pé do lago,
à luz do luar eu ainda soube amá-lo;
mas a vida o tirou de mim
para encerrá-lo em meu sepulcro,
nesta cidade ao pé do lago.

E o rosto triste, no reflexo da água,
ainda murmura:
eu te amo…
Sim, foi essa a razão — como sabem todos —
que eu te perdi, Augusto.
Numa quinta-feira gelada,
o vento saiu da nuvem
e matou o amor que um dia soube amar.

Mas o nosso amor não era para sempre,
ridicularizado pelos deuses;
e nem os demônios sob o lago
poderão separar minha alma
da alma de Augusto.

Porque a luz triste do luar
só me traz sonhos
do dia lindo em que soube amá-lo;
e as estrelas na sexta sombria
só me devolvem os olhares
do meu amor que um dia soube amar.

E assim ‘stou deitado toda noite
ao lado do meu sepulcro,
sem Augusto,
no sepulcro ao pé do lago onde nos conhecemos,
ao pé do eterno murmúrio do lago.

A vastidão fascinante do céu, tomada por uma escuridão profunda durante o lindo ápice da noite, servindo perfeitamente como uma grande tela pra uma pintura noturna, formada por belas estrelas reunidas, brilhando fortemente, uma ao lado da outra, vívidas com um encanto resplandecente

Exposição imponente de uma arte perfeita que muito supera a compreensão humana, expondo corpos celestes emocionantes, admiráveis e inspiradores, que juntos formam uma visão intensa, entusiasmante, bastante acolhedora, uma bênção astronômica, mostrando assim que cada estrela importa

Esse exemplar de quadro celestial é tão impactante que traz a ludicidade à tona, trazendo à mente uma cena especial de uma realidade distante em um outro universo, onde ele está com o seu olhar deslumbrado, contemplando as constelações existentes nos olhos dela, um amor recíproco que faz presente.

Emanuele

Era numa noite sem lua
ou talvez fosse dentro do meu peito
que teu nome começou a ecoar
como um sino rachado
anunciando minha própria ruína.
Amada minha,
mais pálida que a névoa que rasteja
sobre túmulos esquecidos,
mais doce que o veneno lento
que se mistura ao vinho.
Eu te amei antes do primeiro delírio,
antes que os anjos, invejosos, cruéis
sussurrem maldições nas frestas do céu.
Eu te amei quando teu riso
ainda não sabia que me condenava.
Teu nome
ah, teu nome
é uma lâmina que percorre
as paredes da minha mente,
entalhando tua face
em cada pensamento que ousa nascer.
Dizem que o amor é chama.
Mas o que sinto é incêndio em catedral antiga:
vitrais estilhaçados,
santos decapitados,
o altar consumido
pela fome da tua ausência.
Eu não durmo
vigio.
Vigio o vento,
como se ele pudesse trazer teu perfume.
Vigio as sombras,
pois nelas imagino teus passos.
Vigio meu próprio coração,
temendo que ele ouse bater
sem pronunciar teu nome.
Ó minha amada
minha febre, minha sentença
teu silêncio é um oceano negro
onde me afogo todas as madrugadas.
Se te afastas,
meus ossos rangem como portas de mausoléu.
Se te aproximas,
minha carne treme
como se a eternidade estivesse
a um sopro da perdição.
Eu te quis mais do que o céu quis as estrelas.
Mais do que a noite deseja a lua.
Mais do que os mortos desejam
Um último suspiro.
E, no entanto,
quanto mais te possuo em pensamento,
mais te perco na carne do mundo.
Te imagino deitada sob constelações frias,
teus cabelos espalhados
como raízes que me prendem
ao chão da loucura.
Ah, se a morte viesse
não para te levar,
mas para selar-nos
num túmulo partilhado,
onde minh’alma pudesse se enroscar na tua
como hera sobre pedra antiga!
Porque amar-te, minha sombria estrela,
não é gesto
é destino.
Não é escolha
é corrente.
E mesmo que os anjos se levantem
com suas espadas de luz invejosa,
mesmo que o mar se abra
em fúria contra meu delírio,
ainda assim
ainda assim
meu espírito rastejaria pela eternidade
sussurrando seu nome
como oração profana.
Pois és minha
não por direito,
mas por obsessão.
E se um dia disserem que não me amas,
o mundo se partirá em duas metades ocas,
e eu vagarei entre elas
como espectro faminto
que só reconhece
um único altar:
Teu coração
mesmo que ele jamais
bata por mim.

Durante a noite entendi que as nuvens, cansadas de carregar segredos, finalmente se libertam em forma de chuva. Cada gota é um pouco de histórias não contadas, de vontades guardadas, de promessas feitas ao vento. Quando a chuva chega, a gente corre pra pegar as gotas com as mãos, como se pudessem segurar um pedaço do tempo que não volta mais. Mas também trás uma sensação de renovação, como se a natureza estivesse lavando não apenas o chão, mas também as lembranças da gente. Essa Vida na chuva...
Pensando...
Vida de Solteiro
Alexandre Sefardi