Boa noite
Não perca a tua Fé
Dias cinzas... dias nublados... não te percas nas sombras do mundo. Não te esqueças de que, por trás das nuvens, o Sol continua a brilhar. Não te esqueças de que há um Deus sempre pronto pra em Seus braços te segurar.
Não te esqueças, não te percas, não percas a vida que só Jesus pode te dar. Esforça-te e espera com paciência... eleva teu olhar e deixa Jesus teus passos guiar.
Depois da noite escura sempre há uma alvorada a brilhar... não te esqueças.
Vida vazia
Vida vazia... tão vazia.
Se esvai aos poucos.
Deixando no mundo um mundo de loucos.
Vida vazia... escorre como água entre meus dedos.
Quero contê-la.
Quero mantê-la,
segura em minhas mãos...
Não a quero escorrendo pelo chão.
Vivo querendo preencher um vazio que nunca se acaba...
Uma busca contínua...
Procurando encontrar nos minúsculos grãos de areia da praia que bordeia o mar.
Parece-me não existir.
Quem é a imagem que o espelho insiste em refletir?
Procuro nos traços do rosto um traço de mim...
Tento me desnudar...
Encontro apenas um vazio sem fim...
Medonha essa longa noite de agonia...
Vida vazia, estou eternamente a te perguntar: ‘Em que momento essa noite insana vai virar dia?”
Agonia...
Agonia...
Agonia...
Fim
Lágrimas brotavam dos meus olhos perdidos.
Os olhos transbordados não conseguiam mais contê-las.
O sofrimento escorria pelas mãos...
Ensina a decepção... mas machuca o coração.
Muito mais a noite se fazia noite...
O tempo era-me um eterno açoite.
Afastava-me de ti...
que eu só queria que estivesse aqui.
Mas o tempo cura... não é isso?
Dias e noites passaram...
O tempo passou...
A dor o tempo curou... e o amor acabou.
Minha palavra
Minha palavra dobrou a esquina.
O que tenho para dizer não cabe em um linha reta.
Tudo pra mim vira poesia.
O que acontece de noite.
E o que acontece de dia.
Minha palavra rola solta.
Atravessa a rua.
Veste-se… fica nua.
Minha palavra muda de calçada.
Voa… dá um nó.
Segue, falando só.
Adormeceu o dia
A suave mão da noite
fechou as pálpebras do dia.
O dia silenciosamente adormeceu.
A noite seguiu seu rumo.
O doce brilho da lua refletiu no mar sereno.
O brilho das estrelas foi pleno.
As ondas do mar num ir e vir eterno…
Seguiu a noite e a seguiu o dia.
Natureza bela que se refaz e se refaz na mais completa harmonia.
Foi-se a noite… chegou mais um dia.
Lua
Ando pela calçada.
Sorrio e teu sorriso iluminou meu dia.
Solta em pensamentos e inspirações...
Sigo e mentalmente componho canções.
Sentei num banco da praça...
As crianças a brincar... que graça.
Dialoguei contigo.
Meu amor, meu amante, meu amigo.
Levantei-me... deste-me força pra seguir adiante.
Ando pela calçada da rua.
Solta, segui sempre avante...
Não importa se não estás aqui...
Sinto-me o tempo todo sempre tão tua.
Teu canto
É frio
Na noite as trevas são pura escuridão.
Triste bate teu coração.
Teu corpo treme.
Teu canto é triste.
A solidão insiste.
Marcas profundas
revelam a tua dor.
Só queres um abraço de proteção.
Só buscas carinho pro teu coração.
Queres das lágrimas se esquecer.
Tremula a alma... falta-te calma.
Nuvens sombras... já está outro dia a alvorecer.
Adormeço
Na escuridão do quarto me sinto bem.
Consigo me ver como realmente sou.
Percebo nuances... percebo quando triste estou.
A escuridão do quarto deixa-me antever com clareza minha razão e coração.
A luz do dia
oculta minha dor e minha alegria.
A luz do dia, da vida, tira toda a magia.
A escuridão deixa visível a discussão entre minha razão e meu coração.
Debatem os dois: razão e coração
Numa guerra feroz.
Nada fica oculto.
Nada fica na escuridão.
E o bate-boca sempre termina sem solução.
Continuo sempre sem saber quem realmente sou.
Acalmam-se os dois vencidos pelo sono...
Adormeço... que buscava saber quem sou esqueço.
Com você noite não há,
sua risada a me alegrar,
seus braços a me abraçar,
sole mio
com você não há
coração vazio...
A noite não chega não,
há paz em meu coração...
sole mio,
me aquece, toma conta
como a água faz com o rio.
Nasce o sol
com ele a esperança
de que o sonho se torne realidade
chegue a prosperidade.
O sol não traz com ele não,
o esperado pelo seu coração.
E você chora, desolado...
passa mais uma noite, desconsolado.
Mais um dia vem
e vai...
são tantos ais...
e você já não sabe o que espera mais.
Odeio a noite!
Estou tão cansada... fatigada por demais
só quero abandonar esta estrada,
voltar pro meu caminho de paz.
Durante o dia, até consigo...
sigo, com a mente entulhada,
a vida tão atarefada,
fugindo de você,
evitando encontros,
causando desencontros...
À noite...
estou tão cansada - só quero deitar, dormir
e sonhar em paz.
Mas a noite - esta ingrata -
sabe o que ela faz?
Coloca no meu sonho você,
você que tirou minha paz.
Noite... Ah noite!
Estou tão cansada: só quero o descanso
que uma boa você, noite, de sono traz...
De dia... a cada dia que surgia
ele a si mesmo se transvestia.
E, assim transvestido, o dia ele seguia...
Perfeito, era assim mesmo que no espelho ele se via...
Lentes azuis invisíveis escondiam a tristeza que sentia.
O sorriso no rosto costurado
já não doía
... estava ele ao implantado tão acostumado.
A voz suave e doce
disfarçava muito bem da vida o agridoce.
Quando a noite chegava
e os traços do dia apagava...
Ele não se assustava
Todo ele ele mesmo fantasiava...
Colocava em sua vida todas as cores que a própria vida lhe tirava...
Mal sabia ele: a verdade, que lhe era tāo cara, em vez de cara a cara... tudo salpicava... rastros deixava por todos os caminhos por onde ele passava.
Ele nunca chorava.
A minha sombra...
sempre comigo tão solitária...
indiscreta... em alerta...
sombra sombria em dias frios...
desaparece, aparece quando menos se espera...
solidária
silenciosa
a mim mesma reproduz
sempre que aparece uma luz.
Corre na chuva
não se molha...
pra trás nunca olha...
não há chuva que a apague,
não a vento que a leve...
não há tempo que a mude
não há lama que a suje...
Minha sombra aventureira, eterna companheira
me acompanha noite e dia...
tão arteira...
tão verdadeira.
Caminho sem avançar.
É longa a noite.
Escuras trevas.
Fria a escuridão no meu coração.
Longa estrada.
Passado que não se tem mais.
Presente que tanto faz.
Futuro que não teremos jamais.
Nunca estaremos onde deveríamos estar.
Um eterno presente a eternamente acabar.
Fecha o dia todo dia
o cinzento céu - pesada tampa...
Um cinza, cor fria cobre a terra
transforma em noite o dia.
Noite pardacenta
Só com a luz da Lua e das estrelas se alimenta.
Noite que das cores mais coloridas esvazia o dia...
Noite que se esparrama.
Pássaros se recolhem em seus ninhos, entre, das árvores, as ramas.
Voltam para o aconchego do lar os homens...
A luz que clareia o dia fecha os olhos, deixa tudo no escuro ficar...
Querem eles também descansar.
Abraço, aconchego, chamego...
No lar querem eles encontrar.
Alimento, braços que os aninham,
Não há luz que faça falta
quando calor há no ninho.
Aproxima-se a noite.... abrem-se as cortinas escuras, deixam entrar fios de luz escurecidos pelas trevas....
Aproximo-me da noite... silenciosamente, recolho-me como um poente.
A solidão acorda do seu longo sono diurno
fustiga minha alma com um açoite
faz tudo virar mais noite...
E de noite em noite,
nas enlutadas mãos da solidão,
eu luto pra me livrar da escuridão
da noite... da solidão... da escuridão...
da noite...
Depois da mais longa noite, surgirá o amanhecer...
Espere-o.... e verás.
Não sei se é neste ou naquele lugar,
não sei se é aqui, nem ali...
mas certamente vai surgir.
Agora é tudo igual
trevas e dor,
solidão e desamor...
é que a escuridão da noite esconde as formas
e não há forma de você ver
o que está pra acontecer...
Como um rasgo entre as nuvens,
a luz entrará pelas vidraças
e você vai perceber
a luz empalidecendo todas as desgraças....
até cada uma delas silenciar pela mordaça.
Desce a noite
escorre entre meus dedos em pranto.
Pouco a pouco tudo cobre
com seu espesso manto.
Fecham-se as cortinas do dia.
Escurece,
esmorece,
diante da noite o dia desaparece.
Desce a noite...
calada,
desesperançada...
sem mais sonhos
ela
simplesmente adormece.
O dia passa
na tela da vida
chegadas e partidas...
O sol se põe,
num ponte ardente
oculta-se
e deixa a noite chegar... completamente indiferente.
A noite passa
dissimulada... não deixa ver nada,
oculta-se... dilui-se na escuridão.
E deixa aparecer outro dia.
Novo cenário das dobras do tempo
desdobra-se lentamente
compõe o tempo de mais chegadas...
de mais partidas...
tudo igual, igual a tudo... novamente.
"Há dias que é noite toda
Há dias em que
o sol teima em não aparecer
as lágrimas, a escorrer....
... A dor... tá lá só pra lembrar
que a felicidade brinca de se esconder.
Mas... sua vida tem de continuar.
E você, magoada, enganada, desesperançada,
sabe que não há saída
àquele dia que teima em ser noite tem de se acostumar...simplesmente aceitar
nem adianta não querer acordar.
Pois sua vida não pode parar!"
