Beleza
"A beleza do conhecimento teológico reside na sua integridade, não na sua titulação. Prefiro o silêncio de uma biblioteca densa à pompa de um título sem garantias. Afinal, a autoridade de um pensador não se mede pela facilidade do seu diploma, mas pela solidez da sua exegese e a transparência da sua trajetória."
Ser avó é plantar os frutos de nossas conquistas e fazer a colheita, apreciando a beleza da forma mais amorosa que o coração pode oferecer de forma duplicada.
UMA NEGRA
A negra não precisa
se pintar pra ser bonita.
A sua beleza é natural,
pelo Soberano foi esculpida.
A negra não precisa ser sensual
pra ser notada,
ela já é uma mulher,
uma linda fada.
Um ébano, uma beleza.
Ela veio de Luanda,
És uma negra.
Cabelo rastafari,
Black, Transado,
cortado ou alisado.
Ela usa do jeito que quiser.
Antes de ser cidadã,
ela é mulher.
Falo dela tanto no verbal
quanto na escrita,
pois ela é a minha favorita.
Nem tudo precisa ser como imaginamos para ter beleza…
O mar não precisa ser azul para ser bonito!
E o espelho não precisa mostrar outra pessoa, apenas alguém que aprendeu a se olhar com mais carinho.
Nossa maior transformação não é mudar quem somos, mas fazer as pazes com a pessoa que sempre fomos!
_____Damaris Ester Dalmas
"A natureza entrega muitas reflexões; a sua beleza, o ciclo das consequências e o quanto o homem pode sabotar aquilo que o auxilia"
“A beleza á passageira, por isso que o casamento é temporário, mas quem se casa pela janela da alma sabe o que é a eternidade”.
“Mesmo diante das quedas e mudanças da vida, podemos preservar nossa essência e nossa beleza interior. Assim como as flores que caem no lago continuam belas, podemos aceitar a impermanência, adaptar-nos às mudanças e seguir em frente com resiliência, sem perder nosso valor.”
Beleza Mórbida
Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã.
Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada.
Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula...
E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal.
Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite.
Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha...
Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua.
Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro.
Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados...
Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela...
Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha.
E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.
J.L.D
És belo como uma rosa.
Beleza pura, angelical.
Pétalas que ao olhar, desabrocham com destreza -
Mas de quem ousar se aproximar,
O odor, conta, tomará
Como se estivesse apodrecida.
E talvez, esteja.
Odor infame como a escuridão da madrugada,
Que está preso em sua alma por barras forjadas
Na vergonha.
Humilhação pútrida,
como uma
carcaça jogada ao sol.
tu dizes que fala a língua dos céus e dos homens -
Entretanto, és enganador
Como um lobo disfarçado
Em meio aos cordeiros,
Clama, diz que compreende o pastoreiro,
Enquanto verdadeiramente
Não entende
Nenhum dos dois.
Ao teu lado, goteja o sangue. Gotas vermelhas carmim,
Mancham-lhe os lábios pálidos de forma sublime.
Vejo a metamorfose em teus olhos -
profundos, fanáticos
Um subtom dourado
Que surge como um
Aviso iminente
De tal psicose que toma conta
Do teu ser.
E assim, consome.
O peito a apertar,
Corpo ungido em gula,
Pecado e loucura.
Te tornas um espécime separado,
Já não consta como homem,
Mas sim como fera -
Bestial,
Como um vampiro sedento,
Mantém dentro de si dos ossos, à medula.
Efêmeras são as almas que cruzam o teu caminho. Belos, cheios de vida e virtude - tudo que lhe falta. És como uma linda casca vazia e sem alma. Frágil como um cordeiro, e cruel como um carcereiro. Ainda sim, vejo juntar em fé as mãos nas quais julguei ter visto o tom de sangue vivo.
És tu, pura maldade, Ou foste amaldiçoado pela eternidade, com esse imponente desejo sem fim?
Você é bela com estes olhos de Oceano. As ondas da vida não podem apagar tua beleza e o profundo que está dentro de ti, com tuas riquezas desconhecidas por quem julga tua superfície
"Não julgue a força de uma árvore apenas pela beleza dos seus ramos na tela, mas sim pela profundidade das suas raízes. Negócios sólidos sobrevivem a qualquer inverno."
— Laerson Endrigo Ely, no livro O Método R.E.N.D.A. de Investimentos.
Ó Afrodite, meus sentimentos é também o segundo lugar, pois a beleza dela a minha primeira escolha será.
De corpo e alma ela me cativou, a cumplicidade que nunca senti, ela criou. Ela brilha como lua nova, como sol no verão, e também brilha assim no meu coração. Sobre sua beleza mais uma vez escreverei desculpe, ainda não me acostumei. Bobagem estou a falar, pois de tal beleza nunca irei me acostumar; as palavras fogem quando sobre você tento expressar.
Mas de uma sempre vou me lembrar, porque você a disse ao prometer-me amar.
Metanoia
Sobre a estranha beleza de se tornar alguém que ainda não conhecemos.
Há momentos em que a vida muda silenciosamente, sem anunciar despedidas ou preparar caminhos. O tempo, que antes parecia caminhar lentamente, de repente se torna implacável. Em poucos instantes, aquilo que levamos anos para construir se transforma, e o que parecia distante encontra uma maneira inexplicável de chegar até nós.
Metanoia talvez seja isso: a transformação inevitável de uma existência que já não cabe em sua antiga forma.
É curioso como certas pessoas atravessam nossa história sem que percebamos sua presença. Estão próximas, habitando os mesmos lugares, respirando os mesmos ares, até que, em um instante aparentemente comum, tornam-se extraordinárias. Como se a vida guardasse encontros para momentos em que sequer saberíamos procurá-los.
Mas toda transformação carrega suas contradições.
Enquanto algumas presenças chegam para revelar sentimentos até então desconhecidos, outras se despedem, deixando espaços que nenhuma novidade consegue preencher. E, entre aquilo que se perde e aquilo que se encontra, algo dentro de nós também se modifica.
Há uma espécie de solidão que não nasce da ausência de pessoas, mas do desconhecimento de si mesmo. Um silêncio que permanece mesmo quando existe amor, mesmo quando há felicidade. Não é necessariamente tristeza, tampouco ingratidão pela beleza do presente. É apenas a estranha sensação de olhar para dentro e não reconhecer completamente quem habita ali.
Talvez crescer seja, em parte, testemunhar o desaparecimento silencioso de algumas versões de nós mesmos. A espontaneidade dá lugar à cautela, os sonhos ganham o peso das responsabilidades e aquilo que antes parecia essencial passa a ocupar um espaço distante na memória.
Ainda assim, nem toda mudança representa uma perda. Existem transformações que nos aproximam de possibilidades que jamais imaginamos viver. Há amores que não nos devolvem ao que éramos, mas nos apresentam sentimentos que a nossa antiga existência sequer conhecia.
E talvez essa seja a maior contradição da metanoia: sentir uma felicidade extraordinária enquanto se tenta compreender a própria transformação.
Porque nem sempre a vida muda para melhor ou para pior. Às vezes, ela simplesmente muda de maneira tão profunda que essas definições deixam de ser suficientes.
O passado permanece como uma casa onde um dia fomos felizes, mas cujas portas já não sabemos abrir. O futuro, por sua vez, surge como um território desconhecido, repleto de promessas, responsabilidades e possibilidades.
E nós permanecemos entre os dois, aprendendo a existir novamente.
Talvez nunca exista um instante exato em que compreendamos tudo o que aconteceu. Talvez algumas respostas só apareçam quando deixamos de procurar explicações para cada mudança.
No fim, metanoia não é necessariamente abandonar quem fomos, tampouco encontrar uma versão definitiva de quem seremos. É compreender que a existência não permanece imóvel, que o amor e a perda podem habitar o mesmo coração e que até as transformações mais belas podem carregar uma silenciosa melancolia.
Pois há acontecimentos que não apenas mudam a nossa vida. Mudam a própria maneira como entendemos o que significa estar vivo.
E, depois deles, não é que seja impossível voltar ao que éramos.
É que já não sabemos como.
O amor se revela na permanência.
Amor é quem fica quando a maquiagem sai e a beleza já não é a mesma.
É quem permanece quando a doença chega e cuidar se torna mais importante do que qualquer palavra bonita.
É envelhecer juntos e, mesmo com as mudanças que o tempo traz, continuar encontrando um no outro amizade, parceria e companhia.
É quando, depois de uma discussão, existe humildade para reconhecer os próprios erros, pedir perdão e também perdoar.
Mas amar não é aceitar tudo. Não é se anular, silenciar a própria dor ou abrir mão de quem somos para manter alguém ao nosso lado.
Amar é desejar a felicidade do outro sem esquecer da própria.
Porque o amor verdadeiro não se sustenta apenas no sentimento, mas nas escolhas, no respeito, no cuidado e na disposição de continuar construindo uma vida juntos.
E permanecer só faz sentido quando existe amor dos dois lados.
Jenefer Ofemester
Angústia
Há uma estranha beleza na noite ! Há uma estranha beleza !
Oh, a transcendente poesia
que verso algum traduz...
A via-láctea, inteiramente acesa
parece a fotografia
de um tufão de luz !
- Quem seria,
quem seria
que pregou lá no céu aquela imensa cruz?
Que infinita serenidade...
Que infinita serenidade misteriosa
nesse infinito azul dos céus e em tudo mais:
nos telhados, nas ruas, na cidade...
( Só os gatos gritam na noite silenciosa
sensualíssimos ais !)
Meu Deus, que noite calma... E aquela trepadeira
feminina e ligeira
veio abrir bem na minha janela
uma flor - como uma boca rubra e bela
que não terei...
- E ainda sinto nos lábios um travo nauseante
do amor que faz bem pouco, há apenas um instante,
paguei...
E o céu azul assim... E essa serenidade!
Silêncio- A noite, o luar ... Tão claro o luar lá fora...
Juraria que há alguém, não sei onde que chora...
Oh, a angústia invencível que me prostra
invade
e me devorar ...
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