Baú
No fundo do oceano existe um baú que guarda o segredo almejado desde a aurora dos tempos por gênios, sábios, alquimistas e conquistadores. Eu conheci esse baú num estranho ritual revelado a poucos. Hoje eu posso enfim revelar que essa busca de séculos foi em vão.
Guardei no fundo meu coração
um baú, e nele está o tesouro
mais importante que um ser humano
pode ter: o amor que eu sinto
por você.
De vez em quando, de um modo inesperado, o baú das recordações é aberto e com ele vem a memória antigas sensações que lá, do lado de dentro, bem no fundo da alma, permaneceram esquecidas por um bom tempo. Pequenas caixas de sentimentos são abertas uma a uma, e delas são liberadas algumas das grandes emoções experimentadas; parte dos momentos vivenciados; percepções sobre fatos e acontecimentos que, por razões circunstanciais, caíram no esquecimento. Fragmentos de vida que um dia foram presença e hoje habitam um canto esquecido na obscura gaveta da memória. Detalhes íntimos, resgatados na poeira do tempo, que por alguns instantes assumem o comando e misturam velhos sentimentos e antigas emoções aos novos momentos.
Nesses pequenos intervalos, entre uma sensação e outra, tem-se a impressão de que tudo está no mesmo lugar, de que o tempo, sempre implacável, perdeu o controle sobre as circunstâncias e parou exatamente no instante das recordações. Passado, presente e futuro ocupam o mesmo espaço; razão e emoção tornam-se vizinhas sem fronteiras; ausência e presença dividem o mesmo significado. E tudo mais, que antes não fazia sentido algum, passa a coexistir na mais perfeita harmonia.
A magia desse ir e vir de sensações está, justamente, na forma como elas acontecem. Muitas vezes manifestam-se subitamente, a partir de um lugar visitado, um sabor experimentado, um aroma inalado, uma palavra pronunciada… Valiosas miudezas, capazes de reavivar a memória dos sentimentos e impedir o exílio de alguns fragmentos de vida. Uma suave brisa de afeto tocando a alma com delicadeza! Um mar de esperança desaguando na imensidão do tempo. Preciosas lembranças que conferem à vida um contorno especial; que permitem plantar na alma sementes de amor que na primavera das emoções florescem sobre as incertezas.
Do mesmo modo súbito que se manifestam, essas deliciosas sensações se afastam sem sequer deixar vestígios de presença. Retornam ao velho baú das recordações, lotado de pequenas caixas de sentimentos. Ficam lá, do lado de dentro, bem no fundo da obscura gaveta da memória, onde os verdadeiros tesouros, de grandes emoções experimentadas, nutridas de amor e esperança, são esquecidos e empoeirados pelo tempo.
Para saber o que há dentro ,um dia você deverá achar a chave que abre o Baú da sua vida não importando o tempo que demore.
Encontrei um pedacinho do passado em meu baú.
Encontrei por acaso,no meio da faxina semanal.
Encontrei um resquício de infância,um lápso de juventude...
Agora estou procurando um pedaço do meu presente,quem o vir me avise.
Tem características intempestivas,uns autos e baixos sem nenhuma importância,alguns risos e por que não,lágrimas.
Hora florido,hora negro mas acima de tudo vivo!!
Subestimar o potencial e capacidade de uma mulher é o mesmo que abrir um enorme baú e se deparar com o que não se poderia imaginar.
Um dia quando te apresentares diante de Deus, compareça com seu Baú e quando ele perguntar o que tem dentro diga: Essas moedas de ouro que aqui estão são as amizades que cultivei, as pessoas que consolei e a todos aqueles que conquistei com minha amizade!
Guardou suas dores num baú,
e perdeu propositalmente
a chave.
Hoje, ela consegue virar
não somente uma página,
mas como também aprendeu
volta-lá sem se desmoronar.
Ela chegou abrindo um baú e nele ela trouxe o prateado lunar.
Trouxe o brilho do sol e com seu calor, me derreti toda em seus braços, abraços e amassos...
Sabe aquele vento gostoso do outono?
Foi ela quem trouxe!!!
Ela trouxe o beijo com a doçura de uma pêra, e tal como a pêra, me desfiz em seus lábios!
Ela trouxe a brisa que em noites quentes refrescou meu corpo quente! Quentíssimo!!!
Ela trouxe em seu corpo o calor que me envolvia em noites frias. E que corpo era aquele!
Com curvas sinuosas por onde eu viajava, pois ela me trouxe a paz em cada curva por onde eu me perdia...
E como eu me perdi!!
Ela trouxe a calmaria às minhas ondas agitadas...
Sabe aquele Amor brilhante como a lua, quente como o sol, doce como uma pêra, suave como o vento, calmo como o mar sem ondas? Estes fui eu quem trouxe e a ela dei.
Mas ela se foi...
E foi levando aquele baú com suas quinquilharias.
Levou consigo o que eu lhe dei e pegou de volta o que me trouxe!
Pensei que só uma coisa ela deixaria.
Meu coração??
Ah!! Sim, ela o levou.
Lembranças
Lembranças guardadas em um baú na mente
Aonde pensamentos me vêm
De tempo em tempo.
O brilho dos teus olhos
Como estrelas cadentes
Refletem-me num raro e especial momento
Onde me perco em devaneios loucos.
Entrelaçada em teus cabelos negros
Com cheiro de terra molhada
E fruta fresca no pomar.
Você é Linda,
Dona de tanto Poder e Poesia.
Você é Preciosa,
Um Baú de sonhos e indescritíveis Tesouros e ideologias.
Você é Maravilhosa,
Única e perfeita pra Si.
De tão incrível que você ser Bonita se tornou mero detalhe.
Saudades,
Baú do Passado
que possui duas Chaves
Uma é a da Tristeza
para as perdas não superadas
A outra é a da Gratidão
Para cada ocasião desfrutada
também guardada no coração,
Ele é sempre carregado,
mas deve ser sabiamente aberto,
o presente não deve ser atrapalhado,
é preciso seguir em frente.
Inacessível
O amor sentiu e nele sucumbiu
foi guardado em um baú
lembrando de como era seu corpo nu
A porta se fechou
mas a lembrança ecoou.
