Batalha
Só vence uma batalha quem não foge da luta.
A derrota nós já temos, a vitória é que precisa ser conquistada!
Abandonar vivo uma batalha depois do seu chefe tombar significa infâmia e vergonha para toda a vida.
Acorde todos os dias com o pé direito dentro de um campo de batalha e faça questão de causar uma guerra, uma guerra contra sua própria ignorância, ingenuidade e autopiedade.
“Aquele que tenta subestimar o adversário, e se vangloria julgando-se vencedor de uma batalha, antes do tempo, perde, na soberba do ato o direito de ser vitorioso.”
Não somos fracos por caírmos ou por perdermos a batalha.
Somos fracos quando desistimos de lutar, quando não aceitamos sentir a dor, quando paramos de tentar...
E, principalmente, somos fracos quando abraçamos nossas fraquezas e não buscamos superá-las.
Todos aqueles que você conhece estão lutando uma batalha da qual você não sabe nada sobre. Seja gentil sempre!
Nota: Adaptação do pensamento de Ian Maclaren, pseudônimo do reverendo britânico John Watson.
Diferença entre Soldado e Guerreiro:
O guerreiro sabe a qual batalha se obstinar e a que deve desistir.
O soldado segue ordens.
“Felicidade e apenas algo momentâneo onde e conseqüência de uma vitória sobre uma batalha, se você vence a guerra se torna auto realizado”.
O grande segredo da vitória em uma batalha é conhecer o seu inimigo, para vencer no amor o segredo é conhecer a quem deseja amar.
Você não precisa saber quem é o vencedor dentro de uma batalha usando artes marciais. Essa é a beleza desta arte.
BATALHA DE CORPOS NO AMOR
Dá-me o teu gosto, teu cheiro, num momento suspenso.
Dá-me um abraço silencioso, em que só haja o pulsar do coração.
Nada mais exista nesse agora. Só o sentir de almas e corpos.
E mãos que se deixam viajar sem rumo nem pejo.
Dá-me teu olhar. Que ele, em chamas, me esquente o sangue.
Seja sem culpas, sem medos, sem religião nem credos.
Olhar de quem tem fé na revelação daquele instante profundo.
Dá-me tua boca. Faz-me sentir a fome em teu beijo,
O apetite infame do desejo rasgando cada fibra de teu corpo.
Um beijo descortinando o querer sem castidade e sem trégua,
Em línguas devassas e imprudentes, que apontam a perdição do que virá.
Deixa que teus seios se avolumem num abraço grave e constante;
Faze-me senti-los tomados em minha mão sem escrúpulos.
E neste instante delicado, que sejam compreensíveis os botões da tua blusa,
Soldados sem forças para impedir a tomada das torres e cidadela.
E que fartos ante meus olhos, se permitam tragar em demasia,
Sorvidos como fossem morangos maduros saciando um famélico.
E na circunstância indômita, florete já na mão adversária, tudo se permita.
Dá-me, nessa guerra intensa, uma derrota justa, rosto perdido em teus pomares,
Onde sinta o cheiro e gosto de fruta orvalhada por rios que molham tuas planícies.
E me faça morrer de queimadura de primeiro grau, ao invadir teus territórios,
Sem piedadade, em luta corporal insana, desnuda, inopinada.
Seja-me permitida uma pugna até as últimas energias, em que percorra
Todas as tuas instâncias, sem tréguas nem respeito, em idas e vindas profundas.
E assim sendo, que não haja território não percorrido, nem batalha que não tenha sido travada.
Que tua vitória seja absoluta, subjugando meu corpo desfalecido entre tuas pernas.
E num momento de misericórdia, que teu coração de mulher acalante o derrotado,
Tomando-me em teu peito, num último gesto de vitória e piedade.
E assim, em tuas mãos, já dominado, faz-me teu escravo, como espólio de uma guerra consumada.
Deixo-me teu, assim, inteiramente e para sempre, dominado por teus beijos.
(Junho/2018)
Deve lutar, perder, e lutar mais uma vez. Não se ganha uma batalha de primeira, tem que ter uma estratégia, conhecer seu inimigo e atacar quando ele menos esperar.
