Basta
“A luz da Caridade não precisa vencer a escuridão aos gritos; basta tocar um coração para que nele floresça um pouco de céu.”
Na liderança, assim como na proteção elétrica, não basta reagir à falha: é preciso discernir o momento certo de agir.
"O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque". Madre Teresa de Calcutá
Uma frase desta só pode brotar do coração de alguém que ganhou o Prêmio Nobel da Paz e considerada Santa. Ademar de Borba
. "Não basta estar presente nos meus dias, é preciso demonstrar que deseja fazer parte do meu futuro."
Às vezes, basta um perfume no ar, uma tarde com determinada luz ou uma música distante para que o passado encontre uma fresta e entre sem bater.
A melhor academia para mim é estar no coração do povo. O coração do povo me basta. Não vivo de enfeites.
Existem vestígios na alma desse amor que não se acaba, e que ninguém apaga. O tempo não nos basta, o amor é primavera que não passa.
O grande problema é que tem gente que acha que só o amor basta, e se esquece que o amor necessita de sedução mútua. O encantamento tem que ser um compromisso de dois.
“Não basta indagar se a Constituição admite a alteração do sistema de governo. É indispensável investigar se o procedimento escolhido para realizá-la respeita a soberania popular, observa os limites do poder de reforma e preserva os fundamentos democráticos da própria ordem constitucional.”
Existe um antigo provérbio segundo
o qual 'ninguém basta a si mesmo' — que
todo conhecimento partilhado provém da inspiração de outros seres que, imperturbáveis, assimcomo nós, labutam pela
própria elevação!
QUANDO FALTA FORÇA, A GRAÇA BASTA
Muitas vezes, esse versículo é usado como um amuleto para o sucesso financeiro ou a superação de metas terrenas. Mas a verdade bíblica é muito mais profunda e libertadora. Na perspectiva bíblica, a graça de Deus não é um salvo-conduto para o triunfalismo, mas sim a graça capacitadora (ou cooperante) que atua na nossa vontade e nos sustenta no sofrimento. É o poder de Deus aperfeiçoando-se na nossa fraqueza e nos capacitando para suportar as seguintes privações:
- Em Damasco, logo após a conversão, o apóstolo precisou escapar escondido em um cesto (Atos 9.25; 2Co 11.33);
- No início de seu ministério, enfrentou profunda desconfiança e rejeição por parte da igreja em Jerusalém (Atos 9.26);
- Em Antioquia da Pisídia, foi severamente perseguido e expulso da região (Atos 13.50);
- Em Listra, acabou apedrejado, arrastado para fora da cidade e dado como morto (Atos 14.19);
- Na Macedônia, especificamente em Filipos, foi açoitado com varas e lançado na prisão (Atos 16.22-24);
- Em Éfeso, enfrentou violentos tumultos incitados contra o seu ensino (Atos 19.23-41);
- Em Jerusalém, foi preso, espancado pela multidão e ameaçado de morte (Atos 21.27-36).
Assim, o "tudo posso" de Paulo é, na verdade, um "tudo posso suportar". É a firme convicção de que, seja na escassez, na rejeição ou na dor, a graça santificadora nos molda e nos mantém firmes. Você não é forte sozinho, mas o Espírito Santo habita em você para te dar resiliência.
Pense nisso e ótima semana,
Marcelo Rissma
“Não basta pensar para existir; muitos apenas repetem pensamentos que nunca nasceram dentro deles. Eu não penso, logo existo; eu penso, questiono e resisto, logo deixo de ser apenas uma existência e me torno consciência.”
Vamos repensar?
Baltasar Gracián:
“Não basta ter inteligência; é preciso saber usá-la.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“A inteligência sem consciência é apenas uma ferramenta sofisticada nas mãos de uma mente despreparada. O mundo não sofre pela falta de pessoas inteligentes; sofre pela falta de pessoas sábias. Saber muito não significa compreender profundamente. A informação amplia a mente; o discernimento transforma o homem.”
“Algumas certezas não precisam estar erradas para serem abandonadas; basta terem se tornado pequenas demais para aquilo que aprendemos.”
Para pensar não basta pensar
“Para PENSAR não basta PENSAR, é necessário DUVIDAR do que PENSAMOS…”
Pensar não é garantia de verdade.
Talvez esse seja um dos maiores enganos da própria mente: acreditar que, porque um pensamento nasceu dentro de nós, ele necessariamente nos pertence; e, porque acreditamos nele, necessariamente corresponde à realidade.
Pensamos a partir daquilo que aprendemos, vivemos, ouvimos, tememos, desejamos e acreditamos. Pensamos através da educação que recebemos, das palavras que repetimos, das experiências que interpretamos e até das certezas que nunca tivemos coragem de colocar em dúvida.
Por isso, nem todo pensamento é verdadeiramente nosso.
Existem pensamentos herdados.
Pensamentos emprestados.
Pensamentos impostos.
Pensamentos repetidos tantas vezes que perderam sua origem e ganharam aparência de verdade.
Talvez uma das maiores formas de alienação aconteça quando alguém acredita estar pensando por si mesmo enquanto apenas reproduz aquilo que aprendeu a não questionar.
Quem nunca duvida do próprio pensamento corre o risco de passar a vida defendendo ideias que nunca chegou verdadeiramente a pensar.
É por isso que a dúvida não deveria ser compreendida como inimiga do conhecimento.
Existe uma dúvida que paralisa, mas existe outra que desperta.
A dúvida consciente não destrói o pensamento. Ela o examina.
Pergunta de onde veio.
Por que permaneceu.
Em que evidências se sustenta.
Quais interesses o atravessam.
Quanto existe de fato, medo, crença, interpretação ou conveniência naquilo que chamamos de certeza.
Nesse sentido, duvidar não é deixar de pensar. É pensar sobre aquilo que pensamos.
Talvez aí esteja uma das fronteiras entre pensamento e consciência.
A mente produz pensamentos.
A consciência consegue observá-los.
O discernimento os confronta.
E a autoria começa quando deixamos de obedecer automaticamente a tudo aquilo que acontece dentro de nós.
Porque existe uma diferença enorme entre ter um pensamento e ser governado por ele.
Podemos questionar o mundo inteiro e continuar intelectualmente aprisionados se existir uma única autoridade que jamais permitirmos colocar sob investigação: nós mesmos.
E talvez a liberdade do pensamento comece exatamente quando adquirimos coragem para perguntar:
E se eu estiver errado?
Essa pergunta aparentemente simples ameaça o ego porque abre espaço para algo muito maior do que a necessidade de ter razão: a possibilidade de aprender.
Quem precisa estar sempre certo transforma o conhecimento em defesa.
Quem admite poder estar errado transforma o conhecimento em caminho.
Por isso, consciência não deveria significar acumular respostas.
Talvez consciência seja também desenvolver perguntas melhores.
Perguntas capazes de atravessar nossas certezas.
Perguntas que não interrogam somente aquilo que sabemos, mas quem em nós decidiu acreditar naquilo que sabemos.
A educação deveria ensinar isso.
Não apenas o que pensar.
Nem simplesmente como responder.
Mas como investigar o próprio pensamento.
Uma educação que entrega respostas sem desenvolver a capacidade de questioná-las pode produzir pessoas informadas e, ainda assim, intelectualmente dependentes.
Conhecimento acumulado não é necessariamente consciência ampliada.
Podemos saber muito e discernir pouco.
Podemos possuir informações suficientes para explicar o mundo e consciência insuficiente para perceber aquilo que acontece dentro de nós enquanto o explicamos.
É por isso que penso no discernimento como uma espécie de distância consciente: a capacidade de não confundir imediatamente aquilo que pensamos com aquilo que é.
Entre o pensamento e a verdade deveria existir uma pergunta.
Entre a certeza e a decisão deveria existir discernimento.
Entre aquilo que aprendemos e aquilo que continuaremos acreditando deveria existir consciência.
Talvez amadurecer intelectualmente não seja chegar ao ponto em que finalmente encontramos todas as respostas.
Talvez seja chegar ao ponto em que já não precisamos transformar nossas respostas em verdades intocáveis.
Porque uma ideia que não suporta perguntas talvez nunca tenha sido suficientemente pensada.
E existe ainda uma pergunta mais incômoda:
Quantos dos pensamentos que chamamos de nossos sobreviveriam se tivéssemos coragem de descobrir de onde vieram?
É nesse ponto que pensar deixa de ser apenas atividade mental e começa a se transformar em autoria.
Não quero que alguém pense como eu penso.
Quero que aquilo que penso provoque alguém a investigar aquilo que pensa.
Porque ensinar alguém a repetir uma conclusão cria seguidores.
Provocar alguém a construir suas próprias perguntas pode formar pensadores.
E talvez essa seja uma das maiores responsabilidades de quem escreve, ensina, fala ou simplesmente ousa compartilhar uma ideia: não aprisionar outras consciências dentro das próprias conclusões.
Pensamento não deveria ser ponto final.
Deveria ser ponto de partida.
Por isso:
“Para PENSAR não basta PENSAR, é necessário DUVIDAR do que PENSAMOS…”
Porque quem duvida de tudo, menos de si mesmo, ainda deixou intacta talvez a mais perigosa de todas as certezas.
E quem aprende a pensar sobre o próprio pensamento descobre algo desconfortável, mas profundamente libertador:
às vezes, para encontrar aquilo que realmente pensamos, precisamos primeiro desaprender aquilo que aprendemos a pensar.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
“Quem controla sua ATENÇÃO não precisa controlar você: basta determinar aquilo para o qual você olha enquanto acredita estar escolhendo o que vê.”
