Azar
Criem suas superstições, seus medos, forças, mas será sempre o ser humano a causa do bem e do mau que as cores e números são acusados.
Sortudos aqueles que nascem com beleza.
Consequentemente, há os "azarados" que nascem totalmente sem ela. Não-Sortudos os quais nunca terão "uma vida". Ao menos não ao lado de quem querem, já que são, logo negados pela aparência, e, dificilmente a paixão de alguém. Ao menos, esses "azarados" tornam-se sortudos, pois, são comumente os que há de encontrar amor verdadeiro... Assim como num velho ditado: "quer o namorado(a) fiel e companheiro(a), não pegue o lindo/popular/pegador. Pegue o isolado(a) não tão bonito da sala". Ditado verdadeiro, porém, alguém que o faça é coisa rara de acontecer hoje em dia... Aliás, aposto que, grande parte das pessoas que leram, debocharam, riram ou ao menos fizeram uma piadinha. Talvez até riram do "amigo" "feio" mentalmente. Afinal, ainda estamos em uma sociedade onde beleza vem primeiro...
De antemão, felizes aqueles(as) que olham muito além da aparência, tanto para amizades quanto para relacionamentos.
Sorte é persistência até atingir o objetivo daqueles "azarados" que apenas desistiram no meio do caminho.
Já abriste os olhos
E pensaste
É só gente aos molhos
E a tua cara-metade ainda não encontraste
Já prestaste atenção
E ouviste bem
Nada te tocou o coração
Nada, nem ninguém
Já respiraste fundo
E sustes-te a respiração
Não há ninguém neste mundo
Que te dê a mão
Já fizeste de tudo
E nunca recebeste nada
Não és um sortudo
Não és uma pessoa amada.
Quando você nasce, sua vida é um livro em branco que você vai preenchendo pouco a pouco, dia a dia. O que você vai pôr nele é que vai definir se você vai ser bom ou mau; e até que página você vai chegar, é uma questão de sorte ou azar.
A felicidade não é um estado fixado naqueles que nascem com sorte; e sim, os resultados dos bons momentos que chegam, mas também se se vão.
(...) Logo apareceu o amor
tão rápido quanto sumiu
perguntei em toda a esquina quem o viu
mas a esquina também partiu
VERSAR MORIBUNDO (soneto)
Tome, solidão, está espada, e.… fira
Meu sofrente coração, tão azarento.
Que importa a mim ter árduo lamento
Se a sorte no destino é persistente ira
Ah! .... emoção lacrimosa e funesta lira
Que ao vazio regi, mirrando o momento
Que esbroa o plural tramite do alento
Polvilhando no peito essa dor tão cuíra
Ó silêncio! Que vem musicar saudade
Troando a minha vida em tempestade
Na aberração do infortúnio fecundo...
Mas a atormentada trava da teimosia
Infeliz. Catuca a inspiração da poesia
Sangrando o meu versar moribundo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/07/2020, 09’12” – Triângulo Mineiro
Abro a janela
E deixo a sorte olhar pra mim
Jogo os dados com o vento
A vida toda está ali na frente
Naquela esquina
Naquela estrada
Que eu ainda não segui
Azar o meu."
Não acredito na sorte.
Não consigo acreditar que tem alguém lá em cima jogando uma moeda para decidir a minha vida, se sair cara as coisas vão dar certo e se sair coroa tudo vai desmoronar.
Isso quer dizer quer dizer que acredito em destino? Sinceramente não sei.
Mas acredito que não é por acaso, até as coisas mais simples que acontecem nas nossas vidas tem um significado ou um porquê.
Nunca conte com o futuro, pois serás golpeado, faça tudo do jeito melhor possível para não dar erro.
Por conta da desconexão dos serviços prestados pelo Estado a população e a maior aliança entre políticos corruptos faz com que a população comum e mediana enxergue qualquer decisão de lei proibitiva, como a proibição de uso de entorpecentes, como uma decisão única e exclusiva do Estado, que as decisões do Estado são desconexas com a realidade do povo comum e essas pessoas questionam o funcionamento do Estado argumentando que o Estado proíbe atividades e coisas que em sua natureza são parecidas com as que o Estado regulamenta, como por exemplo proibir jogos de azar no Brasil mas regulamentar a criação da loteria com a caixa econômica.
O Brasil é um país extremamente supersticioso, se é um dos maiores do mundo não cabe a eu afirmar. Esse mundo de simpatias é um desconhecido mundo de absurdos.
