Van Gogh
Uma mulher não envelhece enquanto ama e é amada.
Sua profissão não é aquilo que traz para casa o seu salário. Sua profissão é aquilo que foi colocado na Terra para você fazer com tal paixão e tal intensidade que se torna chamamento espiritual.
Ninguém pode afirmar o que nos mantém fechados, o que nos confina e o que nos parece enterrar, mas ainda assim sentimos que existem barreiras, paredes, muros. Será tudo imaginação ou fantasia? Não acredito. Então fazemos a pergunta: Meu Deus, será assim por muito tempo, para sempre, por toda a eternidade? Você sabe o que nos liberta dessa escravidão? É o afeto realmente profundo. Ser amigo, ser irmão, amar, é isso que abre as portas da prisão, por meio de um poder supremo, de uma espécie de força mágica.
Você sabe o que faz a prisão desaparecer? É cada afeição profunda, genuína. Ser amigos, irmãos, para amar, isso abre a prisão pelo seu poder soberano, o seu encanto poderoso. Alguém que não tem isso está desprovido de vida.
Não sei o que farei e o que o futuro me reserva, mas espero não esquecer as lições que assim aprendi nestes últimos tempos.
Eu não sei se você entende que se pode fazer poesia apenas arranjando bem as cores, assim como se pode dizer coisas reconfortantes com música.
Não posso prever o futuro, mas conheço a lei eterna de que todas as coisas mudam.
Assim continuo sempre entre duas correntes de ideias. A primeira: as dificuldades materiais, virar e tornar a se virar para se sustentar. A seguir: o estudo da cor. Continuo a ter sempre a esperança de encontrar aí mais alguma coisa. Exprimir o amor de dois namorados pelo casamento de dois complementares, sua combinação e suas oposições, as vibrações misteriosas dos tons aproximados. Exprimir o pensamento de uma cabeça pela irradiação de um tom claro num fundo escuro.
Exprimir a esperança por alguma estrela. O ardor de um ser pelo brilho de um pôr de sol. Certamente não se trata aqui de ilusão realista, mas não são coisas que realmente existem?
Estava abstraído, preocupado, inquieto por uma ou outra razão, mas a gente se refaz! O sonhador às vezes cai num poço, mas dizem que logo ele se reergue.
Tanto na vida quanto na pintura, posso efetivamente privar-me de Deus. Mas não consigo, eu, sofredor que sou, me privar de algo que é maior do que eu, que é a minha vida, o poder de criar.
Se não valho nada agora, não valerei mais no futuro, mas se eu valer alguma coisa mais tarde, é porque também valho alguma coisa agora.
NÃO É POEIRA, SÃO CINZAS DE MENINO.
Me desculpem a poeira:
estou sacudindo as cinzas de menino.
A vida obrigou-me a atear este incêndio, que consumiu a minha inocência.
Hoje, o menino se foi. Dele restaram apenas cinzas.
O Homem reergue-se. Não por opção mas por dever. O dever antigo e mudo de ser Homem.
Um dever que…
não se aprende nos livros.
Não se herda do pai.
Não se ganha com idade.
A gente vem ao mundo marcado.
A sina vem na primeira respiração, um peso nos ombros que ainda não têm largura para carregá-lo.
Chamam-nos de Homens quando ainda somos meninos de sapatos de veludo.
O mundo espera guerreiros onde há apenas olhos assustados.
Exige provedores de mãos vazias.
E a vida, com sua gentileza cruel, vem buscar o que é seu.
O colo da mãe vira memória téria.
O aconchego, dívida.
As 8 horas de trabalho, deixam de ser simplesmente “tempo”: é um túnel que se escava todos os dias com as próprias unhas cravadas no solo, rumo a prosperidade:
E que prosperidade?
O salário é um cálcio magro no fim do mês, um suspiro curto antes de fechar os olhos e recomeçar.
A dor não se partilha.
O cansaço não se mostra.
O medo não tem voz.
É assim.
Não por escolha, mas por lei antiga escrita no sangue e no suor dos que vieram antes.
Carregamos a culpa de não sermos fortes o bastante e a vergonha de precisarmos sê-lo.
Mas ouça bem:
Não é sobre não chorar.
É sobre segurar o mundo nos braços enquanto as costas arrebentam, e mesmo assim não deixar cair.
Não é sobre não ter medo.
É sobre ouvir o filho chorar no escuro e, com a mesma mão que treme, aconchegá-lo nos braços.
É sobre olhar para o espelho e não se encontrar, e no desespero perguntar-se:
em que momento é que comecei a me perder?
É olhar no espelho e ver o menino perdido, e ainda assim amarrar os ténis e ir à luta.
Porque o homem não surge do nada.
As cinzas estão lá, o pó sempre esteve lá.
O menino não morre.
Ele é enterrado vivo.
E todos os dias, à mesma hora, ele ergue uma pá e cava.
Cava para encontrar ar.
Cava para encontrar sentido.
Cava para provar, só para si mesmo, que mesmo enterrado, ainda respira.
A vida não pergunta.
Entrega o peso e espera.
O mundo não aplaude.
Apenas consome.
E nós?
Nós fazemos.
Porque nascemos para isso.
Na marra.
Na garra.
Na angústia muda de quem sabe que o amor, às vezes, tem o peso de uma pedra e o nome de obrigação.
Não é missão.
É destino.
Não é glória.
É chão.
Não se ensina.
Apenas se vive.
Até que um dia, os pés descalços e calejados descobrem que o caminho, por mais duro, foi o único possível.
E nesse dia, sem fanfarras, o menino e o homem olham-se no espelho.
E finalmente, um acena para o outro.
Dois estrangeiros que, no fim da jornada, aprenderam a habitar o mesmo corpo.
Ser homem é isso:
Assinar, todos os dias, com a própria vida, um contrato que nunca se leu, mas que se cumpre com um suor sagrado.
A sina está cravada.
Agora meu caro, caminhe.
Não conheço melhor definição da palavra arte que esta: “A arte é o homem acrescentado à natureza”.
A tristeza durará para sempre.
AMIZADE TOXICA☠
Não se deixe elevar pela sua dependência
Não deixe ninguem se aproveitar disso com você
Você pode não ser especial pra ela
Mas você é importante para nóis
Sua familia precisa de ti
Seus amigo precisam de você
Não é por causa de uma opnião negativa
Que você deve chorar
Seja sempre a melhor versão de você
E não se deixe elevar pelas emoções
𝑬𝒍𝒂 𝒆́ 𝑷𝒆𝒓𝒇𝒆𝒊𝒕𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒂 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆 𝑸𝒖𝒆 𝑽𝒂𝒏 𝑮𝒐𝒈𝒉 𝒍𝒉𝒆 𝑭𝒂𝒍𝒂𝒗𝒂.
Amo você 💞
Abril de 1882
E é a consciência de que nada (exceto a doença) pode me arrancar esta força que começa agora a se desenvolver, é esta consciência que faz com que eu encare o futuro com coragem, e que no presente eu possa suportar muitos dissabores. É uma coisa admirável olhar um objeto e achá-lo belo, pensar nele, retê-lo, e dizer em seguida: vou desenhá-lo, e trabalhar então até que ele esteja reproduzido.
