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Van Gogh

51 - 70 do total de 70 pensamentos de Van Gogh

Uma mulher não envelhece enquanto ama e é amada.

Vincent van Gogh

Nota: Trecho de carta a Theo van Gogh, escrita em 31 de julho de 1874.

Sua profissão não é aquilo que traz para casa o seu salário. Sua profissão é aquilo que foi colocado na Terra para você fazer com tal paixão e tal intensidade que se torna chamamento espiritual.

Ninguém pode afirmar o que nos mantém fechados, o que nos confina e o que nos parece enterrar, mas ainda assim sentimos que existem barreiras, paredes, muros. Será tudo imaginação ou fantasia? Não acredito. Então fazemos a pergunta: Meu Deus, será assim por muito tempo, para sempre, por toda a eternidade? Você sabe o que nos liberta dessa escravidão? É o afeto realmente profundo. Ser amigo, ser irmão, amar, é isso que abre as portas da prisão, por meio de um poder supremo, de uma espécie de força mágica.

Você sabe o que faz a prisão desaparecer? É cada afeição profunda, genuína. Ser amigos, irmãos, para amar, isso abre a prisão pelo seu poder soberano, o seu encanto poderoso. Alguém que não tem isso está desprovido de vida.

COMO DIZIA-SE o querido van Gogh ( olha as estrelas me faz sonhar. )⁠

Não sei o que farei e o que o futuro me reserva, mas espero não esquecer as lições que assim aprendi nestes últimos tempos.

Vincent van Gogh
Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM, 2021.

Eu não sei se você entende que se pode fazer poesia apenas arranjando bem as cores, assim como se pode dizer coisas reconfortantes com música.

Vincent van Gogh

Nota: Trecho de carta à irmã, Willemien van Gogh, escrita em 12 de novembro de 1888.

Não posso prever o futuro, mas conheço a lei eterna de que todas as coisas mudam.

Vincent van Gogh
The Letters of Vincent Van Gogh (1998).

Nota: Carta de julho de 1885 endereçada ao irmão Theo.

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Desde que visitei os matadouros do sul da França, parei de comer carne.

Assim continuo sempre entre duas correntes de ­ideias. A pri­meira: as dificuldades materiais, virar e tornar a se ­virar para se sus­tentar. A seguir: o estudo da cor. Conti­nuo a ter sempre a esperan­ça de encontrar aí mais alguma coisa. Expri­mir o amor de dois namorados pelo ­casamento de dois complementares, sua combi­nação e suas oposições, as ­vibrações misteriosas dos tons aproxi­mados. Exprimir o ­pensamento de uma cabeça pela irradiação de um tom ­claro num fundo escuro.

Exprimir a esperança por alguma estrela. O ardor de um ser pelo brilho de um pôr de sol. Certamente não se trata aqui de ilusão realista, mas não são coisas que realmen­te existem?

Vincent van Gogh
Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM, 2021.

Nota: Trecho de carta a Theo van Gogh, escrita em 3 de setembro de 1888.

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Estava abstraído, preocupado, inquieto por uma ou outra razão, mas a gente se refaz! O sonhador às vezes cai num poço, mas dizem que logo ele se reergue.

Vincent van Gogh
Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM, 2021.

⁠"O conhecimento do homem é como uma bússola."

Tanto na vida quanto na pintura, posso efetivamente privar-me de Deus. Mas não consigo, eu, sofredor que sou, me privar de algo que é maior do que eu, que é a minha vida, o poder de criar.

Vincent van Gogh

Nota: Trecho de carta a Theo, escrita em 3 de setembro de 1888.

Eu te amo!!! assim com Van Gogh amou as estrelas ✨⁠

Se não valho nada agora, não valerei mais no futuro, mas se eu valer alguma coisa mais tarde, é porque também valho alguma coisa agora.

Vincent van Gogh
Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM, 2021.

Nota: Trecho de carta escrita entre 1883 e 1885.

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NÃO É POEIRA, SÃO CINZAS DE MENINO.

Me desculpem a poeira:
estou sacudindo as cinzas de menino.

A vida obrigou-me a atear este incêndio, que consumiu a minha inocência.
Hoje, o menino se foi. Dele restaram apenas cinzas.

O Homem reergue-se. Não por opção mas por dever. O dever antigo e mudo de ser Homem.

Um dever que…
não se aprende nos livros.
Não se herda do pai.
Não se ganha com idade.
A gente vem ao mundo marcado.
A sina vem na primeira respiração, um peso nos ombros que ainda não têm largura para carregá-lo.

Chamam-nos de Homens quando ainda somos meninos de sapatos de veludo.
O mundo espera guerreiros onde há apenas olhos assustados.
Exige provedores de mãos vazias.
E a vida, com sua gentileza cruel, vem buscar o que é seu.

O colo da mãe vira memória téria.
O aconchego, dívida.
As 8 horas de trabalho, deixam de ser simplesmente “tempo”: é um túnel que se escava todos os dias com as próprias unhas cravadas no solo, rumo a prosperidade:

E que prosperidade?
O salário é um cálcio magro no fim do mês, um suspiro curto antes de fechar os olhos e recomeçar.

A dor não se partilha.
O cansaço não se mostra.
O medo não tem voz.
É assim.
Não por escolha, mas por lei antiga escrita no sangue e no suor dos que vieram antes.
Carregamos a culpa de não sermos fortes o bastante e a vergonha de precisarmos sê-lo.

Mas ouça bem:
Não é sobre não chorar.
É sobre segurar o mundo nos braços enquanto as costas arrebentam, e mesmo assim não deixar cair.
Não é sobre não ter medo.
É sobre ouvir o filho chorar no escuro e, com a mesma mão que treme, aconchegá-lo nos braços.

É sobre olhar para o espelho e não se encontrar, e no desespero perguntar-se:
em que momento é que comecei a me perder?

É olhar no espelho e ver o menino perdido, e ainda assim amarrar os ténis e ir à luta.

Porque o homem não surge do nada.
As cinzas estão lá, o pó sempre esteve lá.
O menino não morre.
Ele é enterrado vivo.
E todos os dias, à mesma hora, ele ergue uma pá e cava.
Cava para encontrar ar.
Cava para encontrar sentido.
Cava para provar, só para si mesmo, que mesmo enterrado, ainda respira.

A vida não pergunta.
Entrega o peso e espera.
O mundo não aplaude.
Apenas consome.

E nós?

Nós fazemos.
Porque nascemos para isso.
Na marra.
Na garra.
Na angústia muda de quem sabe que o amor, às vezes, tem o peso de uma pedra e o nome de obrigação.

Não é missão.
É destino.
Não é glória.
É chão.
Não se ensina.
Apenas se vive.
Até que um dia, os pés descalços e calejados descobrem que o caminho, por mais duro, foi o único possível.

E nesse dia, sem fanfarras, o menino e o homem olham-se no espelho.
E finalmente, um acena para o outro.
Dois estrangeiros que, no fim da jornada, aprenderam a habitar o mesmo corpo.

Ser homem é isso:
Assinar, todos os dias, com a própria vida, um contrato que nunca se leu, mas que se cumpre com um suor sagrado.

A sina está cravada.
Agora meu caro, caminhe.

Não conheço melhor definição da palavra arte que esta: “A ar­te é o homem acrescentado à natureza”.

Vincent van Gogh
Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM, 2021.

Nota: Trecho de carta escrita em junho de 1879. A citação "A ar­te é o homem acrescentado à natureza" costuma ser atribuída ao pintor, mas, na verdade, trata-se de uma modificação do pensamento de Francis Bacon.

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Inserida por kevin_souza_1

A tristeza durará para sempre.

Vincent van Gogh

Nota: Essas foram as supostas últimas palavras do pintor antes de morrer, mas essa autoria não está confirmada.

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Inserida por JohannGuevara

⁠AMIZADE TOXICA☠

Não se deixe elevar pela sua dependência
Não deixe ninguem se aproveitar disso com você
Você pode não ser especial pra ela
Mas você é importante para nóis
Sua familia precisa de ti
Seus amigo precisam de você
Não é por causa de uma opnião negativa
Que você deve chorar
Seja sempre a melhor versão de você
E não se deixe elevar pelas emoções

𝑬𝒍𝒂 𝒆́ 𝑷𝒆𝒓𝒇𝒆𝒊𝒕𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒂 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆 𝑸𝒖𝒆 𝑽𝒂𝒏 𝑮𝒐𝒈𝒉 𝒍𝒉𝒆 𝑭𝒂𝒍𝒂𝒗𝒂.
Amo você 💞

Inserida por Estefanyyyyyyyyyyyyy

⁠Abril de 1882

E é a consciência de que nada (exceto a doença) pode me arrancar esta força que começa agora a se desenvolver, é esta consciência que faz com que eu encare o futuro com coragem, e que no presente eu possa suportar muitos dissabores. É uma coisa admirável olhar um objeto e achá-lo belo, pensar nele, retê-lo, e dizer em seguida: vou desenhá-lo, e trabalhar então até que ele esteja reproduzido.

Vincent van Gogh
Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM, 2021.
Inserida por deboraduarteb