Tiago Amaral
O amor não és fruto de companheirismo ao longo dos anos ou de incessante cortejo, mas da afinidade espiritual de uma alma para com outra. E se essa afinidade não florescer como uma lotus em um simples gesto, fotografia, encontro provido pelo destino. Ela jamais florescerá, nem mesmo em séculos, nem nessa vida ou em outra.
É através das areias do destino, traçadas nas estrelas, aonde é juradas as juras dos eternos enamorados.
Amor me perdoa pela demora, andei por toda cidade atrás dessas flores. Tão apaixonado quanto da primeira vez que lhe vi.
O que seria do mundo sem nos poetas... quem existiria, para ver beleza e amor nas coisas mais simples da vida?
O verdadeiro tantra só pode ser alcançado, não por um homem comum e uma mulher comum. Mas por um deus e uma deusa, dois seres sagrados entregue ao outro através do amor etéreo.
O próprio patriarcado que diminuíram as mulheres no passado, destruindo o sagrado feminino; e de uma certa forma também dando vantagem. Pôs a mulher só precisava seguir aquele padrão, que não precisaria fazer mais nada, pelo resto da vida. O feminismo foi o cansaço desse padrão, na busca por igualdade; e hoje o próprio feminismo atual é culpa e fruto do patriarcado. Ai não temos mais uma sociedade patriarca ou matriarca, mas sim feminista.
Quando duas chamas gêmeas se encontram, Shiva e Shakti se encontram, uma deusa e um deus se encontram; e o tantra então acontece.
O amor é aquilo que faz o coração ficar a beira do precipício, mas também é aquilo capaz de elevá-lo as alturas.
Se me das a liberdade, jamais dela viverei, pôs jamais serei livre, serei para sempre casto... para sempre seu.
