Samuel Ranner
Respeito não é imposto, é oferecido; é no ato de respeitar que ensinamos os outros a nos amarem da forma certa.
O amor genuíno nunca exige submissão; ele floresce em terrenos férteis de respeito mútuo e liberdade.
Respeitar o outro é reconhecer que cada coração carrega seu próprio universo; amar é desejar compreender esse universo.
Na vida, amar e respeitar alguém é aprender que nem sempre teremos as mesmas palavras, mas podemos compartilhar o mesmo tom.
O respeito é a linguagem silenciosa que reforça o amor em cada gesto, mesmo na ausência das palavras.
Quando o respeito falta, o amor torna-se uma promessa vazia; pois amar é, acima de tudo, cuidar do outro como cuidaríamos de nós mesmos.
O amor sem respeito é como um pássaro sem asas; ele pode existir, mas jamais alcançará as alturas para as quais foi criado.
Na lei do amor, respeitar é admirar a diferença, enquanto amar é celebrar a essência compartilhada entre dois seres.
O Peso do Não Perdoar.
Quem guarda no peito a mágoa ferida,
Leva uma carga que arruína a vida.
Negar o perdão é abrir mão da leveza,
E trocar a paz por cruel tristeza.
Cada rancor é um laço que prende,
Cada "não" ao perdão, um nó que se estende.
O coração enrijece, feito pedra no chão,
E a vida se curva à desolação.
Perdoar não é sobre esquecer ou apagar,
É sobre liberar-se, aprender a voar.
O que te feriu já não mais te define,
O perdão é a chave, um poder que afine.
Quem não perdoa fecha a porta pra si,
Deixa o mundo girar, mas não vive aqui.
E o tempo, implacável, jamais retrocede,
Só quem solta as amarras avança, procede.
Então perdoe, não pelo outro, mas por você,
Encontre no gesto o renascer.
Pois a vida é breve, um sopro ligeiro,
Perdoar é libertar, é ser verdadeiro.
Entrando em meus silêncios,
A alma a me abandonar,
Afogando-se no véu
Do tempo a me assombrar.
Vejo a cor, que se desfaz,
Rastro tênue de um luar.
A paisagem em minha voz,
Chama que vem me queimar.
Não és um sonho fugaz,
És meu pranto e meu pesar.
O medo de te perder
É a dor que nunca há de calar.
Olho a cor da despedida,
Chama que insiste em arder,
A paisagem que me fere,
No receio de te perder.
Não és miragem ou sonho,
És o brilho no meu olhar,
Mas o medo, persistente,
Torna o amor a me sangrar.
És a luz que me consola,
Na escuridão do existir,
Mas se fores, minha alma
Terá no vazio seu porvir.
A vil cor que me abandona,
Chama fria a me envolver,
Na paisagem de incerteza,
Sinto o medo de te perder.
Não és miragem nem ilusão,
Mas a luz do meu caminhar,
E o temor que me consome,
Faz o peito quase calar.
És o lume da minha noite,
O eco que me faz seguir,
Mas se fores, meu destino
Será vazio a me consumir.
A perda não leva apenas o que amamos. Ela deixa em nós o espaço exato da ausência, como um molde invisível. E é nesse vazio que a saudade planta raízes, transformando o silêncio em memória viva.
As pessoas boas estão partindo em silêncio, como se o mundo já não soubesse acolhê-las. E, em nós, deixam saudades que não se pagam com o tempo, porque nenhuma ausência substitui o calor da companhia, nem o abrigo de uma palavra amiga.
