Saint-Clair Mello
Engraçado: já sou septuagenário e jamais encontrei na vida um problema que me exigisse para resolvê-lo o binômio de Newton ou a equação do segundo grau.
Na democracia não há saída: ou se elege o pior ou o menos ruim. Na ditadura somos dispensados desse incômodo.
Um bom dia começa quando o dentista liga às oito horas da manhã, transferindo para a próxima semana aquela consulta marcada para daí uma hora.
A automedicação é uma atividade próxima do charlatanismo, mas que, muita vez, resolve o problema do doente.
A política nacional evolui, a passos rápidos, da rapinagem aos cofres públicos à matança dos desafetos.
Um dentista, mesmo distraído, é capaz de extrair mais de um cliente, do que um delegado precavido consegue extrair de um suspeito munido de tantos direitos.
Desejar, pelo Natal, que o espírito de Cristo penetre nossos corações é pedir demais. Bastaria um pouquinho mais de vergonha na cara que as coisas já melhorariam bastante.
A mais equivocada pretensão de uma geração é achar-se a detentora da verdade e julgar as que a precederam eivadas de erros.
O ser humano é o único animal que, por sua própria iniciativa, é capaz de se aprimorar, embora, muitas vezes, faça exatamente o contrário.
Pela quantidade e variedade de impropérios, xingamentos e pragas, as redes sociais estão cada vez mais antissociais.
Por todo tipo de má conduta durante essa pandemia, sou levado a crer que a humanidade piorou bastante. Pelo menos no Brasil.
