Saint-Clair Mello
Quando vejo na tevê um economista falando dos sobressaltos da economia brasileira, parece que ouço um médico legista explicando as causas da morte de um coitado qualquer.
Que chato! Quando você pensa no milagre que é a transformação do tomate em extrato, vem um caminhão pesado e destrói toda sua crença.
Ao examinar o ser humano de perto, você verifica que ele é um aglomerado de bactérias nadando numa poça sombria.
DÚVIDA METAFÍSICA II?
Nunca perguntei de onde vim, para onde vou. Antes consultava um mapa; agora, o GPS.
Infelizmente perdi a fé, a crença, há alguns anos. Não creio em deuses, políticos, ideólogos e filósofos.
Erro por minha própria conta e risco.
O Brasil está um país tão confuso, que não sei se o vizinho está batendo panela ou preparando uma omelete.
Esperar que dessa pandemia surja uma humanidade melhor é o mesmo que esperar que de uma unha encravada saia um dedão mais bonito.
O mínimo que posso fazer pelo meu semelhante é o máximo. Desde que isso não exija muito da minha preguiça.
Tenho a vaga impressão de que, neste instante, algum político da Finlândia não rouba os cofres públicos.
Pela lógica fria e imediata da Economia, a ocorrência de uma pandemia letal incrementa a venda de caixões e impulsiona o desempenho dos serviços funerários.
