Roxane Gay

Encontrados 13 pensamentos de Roxane Gay

Muitas pessoas (...) assumem que, para ser feminista, você tem que odiar homens ou, de certa forma, se afastar deles. Na sua essência, feminismo é sobre a igualdade de gênero e leva em conta a realidade que, como mulheres, habitamos múltiplas identidades. Não somos apenas mulheres – temos raça, etnia, sexualidade, classe, identificação de gênero e por aí vai. Como feministas, precisamos considerar essa multiplicidade enquanto lutamos por igualdade.

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O feminismo essencial sugere raiva, falta de senso de humor, militância, princípios irredutíveis e estabelece um conjunto de regras para ser uma boa mulher feminista ou, pelo menos, uma boa mulher feminista branca e heterossexual – odeie pornografia, censure de maneira unilateral a objetificação da mulher, não satisfaça o olhar masculino, odeie os homens, odeie sexo, foque na sua carreira, não se depile – ok, este último é brincadeira. Tudo isso não chega nem perto de ser uma boa descrição do feminismo, mas o movimento tem sido há tanto tempo distorcido por falsas percepções que até quem deveria ser mais consciente acabou acreditando nessa imagem essencial do feminismo.

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A gordura criou um corpo novo, um corpo que me envergonhava, mas que fazia com que eu me sentisse segura e, mais do que qualquer coisa, eu precisava me sentir segura. Eu precisava me sentir como uma fortaleza, impenetrável. Eu não queria que nada ou ninguém me tocasse.

Não precisamos acreditar no mesmo feminismo. O feminismo pode ser plural desde que respeitemos os diferentes feminismos que carregamos conosco, desde que que a gente se importe o suficiente para tentar minimizar as fraturas entre nós.

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Aceito abertamente o rótulo de má feminista. Realmente aceito porque sou falha e humana. Não sou tão bem estudada na história do feminismo. Não sou bem estudada nos principais textos feministas como gostaria de ser. Tenho certos interesses e características pessoais e opiniões que podem não combinar muito bem com o feminismo, mas ainda sou feminista. Não posso afirmar quão libertador tem sido aceitar esse fato sobre mim.

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Abandone o mito cultural de que todas as amizades femininas devem ser mal-intencionadas, tóxicas ou competitivas. Esse mito é como saltos e bolsas – são bonitos, mas foram projetados para desacelerar as mulheres.

Quando não se consegue encontrar alguém para seguir, é preciso encontrar uma maneira de liderar pelo exemplo.

O fato de algumas mulheres serem empoderadas não significa que o patriarcado está morto. E sim que algumas de nós têm sorte.

Em geral são as mulheres que pagam o preço pelos desejos dos homens.

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⁠Estou determinada a ser mais do que meu corpo – o que meu corpo suportou, o que meu corpo se tornou.

Roxane Gay
Fome: uma autobiografia do (meu) corpo. São Paulo: Globo Livros, 2017.
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⁠É uma mentira poderosa equacionar a magreza com a autoestima.

Roxane Gay
Fome: uma autobiografia do (meu) corpo. São Paulo: Globo Livros, 2017.
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⁠Esta é a realidade de viver no meu corpo: eu estou presa numa jaula. O frustrante das jaulas é que você está presa, mas consegue enxergar exatamente o que quer. Você pode estender o braço para fora da jaula, mas só até determinado ponto.

Roxane Gay
Fome: uma autobiografia do (meu) corpo. São Paulo: Globo Livros, 2017.
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⁠Esse corpo é resiliente. Ele pode suportar todo tipo de coisa. Meu corpo me oferece o poder da presença. Meu corpo é poderoso.

Roxane Gay
Fome: uma autobiografia do (meu) corpo. São Paulo: Globo Livros, 2017.
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