Rosangela Calza
Aí... eu fecho os olhos... respiro fundo... e me pergunto: por que tenho de ser sempre tão forte assim!?
Só o eco vazio de sentido me responde: porque sim, porque sim, porque sim...
'porque sim não é resposta' penso de mim pra mim.
Quem sabe o que acontece se eu deixar de ser forte só um pouquinho assim? Um tiquinho de nada... não vai mudar nada em mim.
e...
deixo as lágrimas correrem livremente... e elas, soltas e livres, libertas da vergonha de deixar que as vejam pela minha face rolar, choram todo o choro que eu insistia em guardar.... alivia-se a minha alma... tudo ao meu redor se acalma...
um tão pequeno detalhe... e aí eu me pergunto: por que nunca me disseram que pra chorar tem de ser forte?
e você!? "e quantas vezes você riu de algo que te magoou pra fingir que não te afetava?" era pra chorar, mas você não chorava... é, Renato Russo.... eu!? centenas de milhares de vezes... sei me fazer forte... sei sim.
PS: Mas isso só fez mal mesmo pra mim...
Não perca a tua Fé
Dias cinzas... dias nublados... não te percas nas sombras do mundo. Não te esqueças de que, por trás das nuvens, o Sol continua a brilhar. Não te esqueças de que há um Deus sempre pronto pra em Seus braços te segurar.
Não te esqueças, não te percas, não percas a vida que só Jesus pode te dar. Esforça-te e espera com paciência... eleva teu olhar e deixa Jesus teus passos guiar.
Depois da noite escura sempre há uma alvorada a brilhar... não te esqueças.
Querido professor,
Uma sala de aula, carteira, cadeiras... filas inteiras... um quadro que já foi negro, um giz que nunca foi de cera... ou foi? Um pincel... um projetor, mimeógrafo... computador. E sempre um querido professor.
Muita coisa evolui, outras não saíram do lugar... e num futuro não muito distante como será que tudo vai ficar?
Fazer cálculos com números romanos... uma tremenda aventura. mas só assim podiam muito tempo atrás... passou um tempinho... trocar pelos arábicos!? Nem pensar... uma heresia... heresia... heresia a Igreja a gritar. 'é muito fácil, é coisa do demônio'...
Pra que simplificar se pode complicar?
Da pena de ganso à caneta-tinteiro... que avanço... a esferográfica precisou lutar pra seu espaço ganhar...
Calculadora... pra quê? Quero ver de cabeça você resolver... seu raciocínio desenvolver... é assim que você melhor vai aprender.
Proibido, proibido, proibido... tudo o que é proibido é melhor.
Um dia vence o melhor... ou: sempre vence o melhor.
Novas tecnologias a cada dia... e a escola da realidade do aluno bem pertinho tem de ficar... se não a coisa todinha vai desandar.
E agora na pauta o celular... na sala de aula pode usar? Todo mundo discutindo, permitindo ...proibindo.
Quem vai ganhar?
Texto legal aqui você vai encontrar: http://socialgoodbrasil.org.br/2013/tecnologia-social-celular-na-sala-de-aula
Desta história um grande protagonista... muitas vezes um verdadeiro artista ;)
Feliz dia do professor, meu querido professor :)
"Não saia da linha, garotinha!"
E essas palavras ecoavam na minha cabecinha de menina... Que linha!? me perguntava eu... confesso que me esforçava pra encontrar a tal da linha em todo lugar em que eu estava... e nadinha da linha.
E as palmadas... quando da linha - que eu nunca encontrava - eu saía? Pá.. pá... "isso é pra você aprender a não sair da linha".
E o tempo passou... alguém a linha pra mim encontrou?
Poix, poix... demorô mas descobri o que era a tal linha que nunca vi.
"Ande na linha!" Sim, sim... tenho certeza de que todo mundo já ouviu... e, como eu, da linha saiu... e não é!?
Imaginava e ainda imagino today: uma linha estendida de um ponto qualquer a outro ponto qualquer... estendidinha... está lá... ninguém a vê, mas todo mundo sabe que está lá... até porque cada um põe a linha onde quer... e a linha que quiser... é um emaranhado de linha de dar dó.
Pois é,... há milhares de linha pra você dela (não) sair... foi o que acabei por descobrir....
E hoje - que sei bem de que linha todo mundo fala - eu... que sou bem dona do meu nariz tenho é, milhares de centenas de vezes, vontade de fazer com a linha o que bem quiser... andar na linha... desandar na linha... me equilibrar com um pé só... dar no pé... me desequilibrar... pro lado errado pular... no chão me estrebuchar, o nariz quebrar - não importa... depois é só consertar.
A linha... coitadinha... tão falada... está tão esgotada e o pior é que ela não tem culpa de nada.
Quebrar as regras... todas elas... mas assumir as consequências e ter a decência de se desculpar se, ao quebrá-las, alguém machucar ;)
Dias tristes... por que vocês existem?
É como se todas as coisas estivessem cobertas de pó, tudo fosse tristeza de dar dó... dias de melancolia, dias nublados, céu e sol apagados... sonhos estragados, corações despedaçados... tristeza pra todo lado.
Há dias assim, que não tem jeito... nada tem jeito... é tudo escuridão e vazio. Dias que nasceram errado e que não podem ser consertados... precisam ir até o fim... e começar de novo, tudo novo.
Dias de desesperança, de choro... de dor... E Djavan diz: "Quando a dor te torturar [...], sorri [...] Todo mundo irá supor que és feliz".
Desculpe-me, Djavan... não tô nem aí pra todo mundo, quando meus ombros estão cansado e doridos, quando não há nada de colorido... todo o mundo não me importa nem um pouco...
eu não faço outra coisa que botar um pé diante do outro...
E por falar em morte...
Quando você se dá conta de que ela está aí à espreita, só esperando o momento certo, você só quer viver sua vida frágil, você só quer tempo, você só quer viver o tempo todo que você tem.
Quando você se dá conta de que ela é inevitável... - morrer ou não morrer, eis a questão... que não existe... porque, quando se trata de morte, todo mundo está no mesmo barco... que irá afundar... inevitavelmente -, você só quer a vida em todos os seus poros, você só quer respirar e respirar... até sugar todo o ar que é possível... você só quer, lá bem no fundo, bem no fundo, evitá-la.
Mas não há caminho que leve você pra longe dela; ao contrário, a cada passo, mais perto do abismo você se encontra... e inevitavelmente você cairá.
Quando você se dá conta de quão próxima ela está, você sente o quanto ela é sombria, o quanto gostaria de não ter de encará-la, o quanto você gostaria de não ter de enfrentar esse inimigo sem face, o quanto enigmática ela é. Qual o rosto da morte? Qual o sabor da morte? Qual o cheiro da morte? Qual será o gesto personalizado da morte na sua própria direção - como ela se fará real pra você?
E por falar em morte...
Você se dá conta de como a vida é bela?
A vida em anos dividida... interessante isso de o tempo 'ter sido cortado em fatias' chamadas anos - ilusão de que estamos sempre a recomeçar, enquanto estamos a respirar... esperanças que se renovam, planos, desejos, sonhos de que tudo vai ser novo de novo.
Sonhe, e sonhe, e sonhe...
Não quero acabar com seus sonhos... mas tudo vai mesmo é acabar.
O mundo seguia em frente. Ele estava tão certo disso, embora todo mundo teimasse em dizer que o mundo girava, girava e não saía do lugar.
Achava ele que as pessoas estavam absorvidas em coisas demais pra se dar conta de que o mundo seguia em frente... as pessoas se davam bem... tanta gente se dava bem... tinha seus sonhos tornados realidade... seguiam em frente com a própria vida... definitivamente, o mundo seguia em frente.
E ele, pobre coitado - era exatamente assim que se sentia - ele, ficava pra trás com os moribundos, os vagabundos, les misérables, os esquecidos, os deixados pra trás, os inadaptáveis, os em extinção... errante com os errante por toda a terra.
Naquela manhã ele se sentiu num estado tal em que a soma de todos os estados anteriores de sua existência era infinitamente preferível a tal estado... e olha que ele 'estava estando' miserável desde sempre.
Você acorda e olha o mundo ao seu redor. Ouve o barulho do mar enquanto corre na orla... vê o horizonte se cobrindo de cores enquanto o sol nasce.
O mundo pode ser um lugar maravilhoso. O gosto do café forte, o crocante do pão, a manteiga que desliza por sua garganta sem esforço algum...
O suco da fruta... supersuco... as frutas, coloridas, perfumadas e saborosas... como as lindas flores que você ganhou ontem.... e agora estão naquele vaso maravilhoso sobre a mesa da sala.... colorindo, alegrando, perfumando sua casa... sua vida.
Da sua varanda você vê o mundo...
Um mundo perfeito... quando você está de olhos bem fechados. Tudo é tão perfeito!! Você até pensa que nem merece tanto.
Mas... a realidade é outra coisa. É dura, cinza, malcheirosa, duvidosa... Aí sim... esta é a sua vida de verdade: crueldade.
E você só queria que houvesse um mundo do qual pudesse fazer parte... um mundo igualzinho com o que você sonha, um mundo mais simples... um mundo no qual sua felicidade não precisasse acontecer à custa da felicidade de ninguém... de outrem.
Temo
Temo estes dias maus.
Temo o que traz pro porto todas as naus.
Temo o dia chuvoso.
Temo meu coração nervoso.
Se não há nada pra temer... crio.
Crio medos.
Crio noites insones.
Crio gritos ecoando.
Crio um rio por suas águas pro mais profundo mar me levando.
Introspectiva
Hoje não me levantei da cama.
Me deixei ficar.
Meio acordada... meio adormecida.
Pensando em nada.
De não ser estar convencida.
Respirei, é óbvio...
É involuntário.
Se assim não fosse, seria o contrário.
Não respiraria.
Mal e mal existiria.
Chuva e sol...
Frio e calor.
Lá fora, aqui dentro.
Não dá pra tudo parar..
But... eu tento.
Resignei-me.
Olho pro outro lado.
Me encanto com outros mundos.
But... meu pensamento está distante.
Não te esqueço sequer um instante.
Minha mente nunca está aqui...
Se diz estar... mente!
dementemente...
descaradamente.
Olho pro outro lado.
E continuo a viver no mesmo quadrado.
Jogadas (in)certas
Ah tinha eu todas as jogadas certas, planejadas.
Sabia precisamente o movimento preciso das peças.
Não tinha nenhuma dúvida.
Tudo estava tão claro em minha mente.
Sabia o próximo passo...
Daqui ao infinito.
But... apareceste.
Assim do nada.
Jogaste ao vento todas as minhas jogadas tão precisamente determinada.
Equilibrando-me
Na correria do dia a dia
Tenho tentado me equilibrar...
Corda bamba...
Roda de samba...
Meu receio é não encontrar na roda da vida
Motivos que a vida irão justificar.
Mudanças
Fresca chuva de trovoada.
Tarde de domingo.
Novembro...
O sol escondido atrás das nuvens
não se deixou ver se pôr.
A noite se fez.
A escuridão assustou meus olhos.
Quatro paredes na penumbra.
Paredes novas.
Recém a mim apresentadas.
Mudar é como se nada fizesse sentido antes da mudança.
Adormeci.
A noite pariu o dia.
Um dia de um amarelado estranho surgiu...
Parecia que seria uma manhã calma.
Parecia que haveria mais paz na alma.
Foquei: ‘a vida é feita de andanças... vida:eternas mudanças’.
Coração
Coisas do coração...
Coisas valiosas guardadas com carinho.
Há corações que são como um ninho.
Coração que ama sem nada em troca desejar.
Coração que sabe no caminho correto deve andar.
Coração que sabe no lugar do outro se colocar.
Coração – território onde ninguém pisa.
Não se rompe.
Não se corrompe.
Faz o bem a quem quer que do bem precisa.
Denso lodo
Andei por regiões remexidas...
Dor e sofrimento...
Tantas as feridas.
Um denso lodo atravessei.
Não sucumbi...
Por um triz.
Verdes planícies
Formosas...
Rodeadas, porém, de formas rochosas.
Rios caudalosos.
Abismos sem fim.
Um caminho aberto a força.
Um vento contrário a me indispor.
Areia movediça... pouco a pouco a me fazer perder a força.
Desabrochar
Olhos lacrimejam de saudades.
Tanto tempo ficou pra trás perdido nas sendas do tempo.
Um amor tão lindo enveredou na sombra de um anoitecer e se evaporou...
Olha sua face no espelho.
Reflete solidão.
O sol acabou de nascer, espreguiçou-se nos lençóis do alvorecer.
Uma lágrima corre pela face.
Seca-a com as pontas dos dedos.
Esquecer o que pra trás ficou...
Eis de conseguir seguir o segredo.
Aqui estou mais uma vez.
Adentro a floresta densa.
Não, não estou tensa.
É um caminho conhecido.
Reconhece o som das águas do riacho que corre, meu ouvido.
A natureza fez aqui sua morada.
Sou apenas uma passageira.
Sinto a luz ultrapassar as árvores... vem até mim o calor do sol.
Aqui a natureza chora... em certos dias.
Um choro de alegria.
Banha seus filhos com gotinhas de vida.
Aqui atravesso meu deserto.
Encontro meu oásis.
Minha energia se renova com a energia da natureza que está tão, tão perto.
Matar e morrer
Às vezes é preciso matar.
Matar um sonho.
Sepultar.
E continuar.
Às vezes é preciso morrer.
Tornar-se apenas poeira de um ser.
Um morrer cotidiano.
Um morrer uma vez por ano...
Um morrer para aquilo que o passado ensinou a viver.
Às vezes é preciso morrer... pra realmente começar a viver.
Matar... morrer.
Só às vezes.
Sem conta.
Palavras
Palavras... simples palavras,
simplesmente palavras.
Palavras pronunciadas,
pelo vento levadas.
Palavras evitadas, atalhadas, atenuadas...
almas não magoadas.
Palavras silenciadas,
perdidas na chuva,
gastadas, desgastadas,
engasgadas, apertadas...
no fundo do peito guardadas.
Palavras gritadas,
palavras caladas, ponderadas, acertadas,
palavras pelos olhos faladas...
Palavras esquecidas
nas esquinas da vida...
no ir e vir de nós dois...
Palavras...
tudo o que queremos ouvir...
Palavras...
um eterno ir e vir.
Um (des)brinde à vida
Chuva de trovoada relaxante.
Tarde de domingo.
Desordem desordenadamente na sala...
Tudo fora de lugar.
No porta-retratos teu sorriso quase apagado pelo tempo sorri triste.
Vivemos hoje um mundo que já não existe.
A casa cheia de memórias.
Uma linda história.
Um fim trágico.
Vislumbro dias tristes e sombrios.
Sinto na alma tanto frio.
Uma tristeza
Eu era tão feliz.
Você a razão da minha felicidade.
O dia amanheceu.
Tudo tão triste.
Nublado.
Não há sol.
Só nuvens escuras a cobrir o céu como um véu.
Véu negro que tudo esconde... que não dilui a dor... que faz desaparecer toda forma de amor.
Com você foram-se as cores do dia.
Foi-se pra bem longe toda a alegria.
Tudo virou nostalgia.
O tempo, em protesto, não se fez de rogado.
Parou e ficou do meu lado.
Olha pra mim com olhos de terror... me diz:
“Não se machuque... não se afogue nesse copo de culpa... estou com você... serei um momento em que te farei feliz.”
Esforço-me, então, pra sobreviver.
Quero essa felicidade prometida viver.
Ecos de você
Ainda ouço seus passos descendo lentamente as escadas de nossa casa.
Nas costas apenas uma mochila.
Você trouxe tão pouca coisa quando aqui chegou.
Agora se foi... e tudo levou.
Mas coisas são só coisas.
Não me importo de elas não estarem mais aqui.
Você se foi.
Levou o seu sorriso.
Levou a sua calma que me acalma.
Levou as cores do dia.
Levou a alegria que eu sentia quando acordava com você para viver mais um dia.
Levou o seu abraço que tanto bem me fazia.
Levou a minha alegria...
Alegria que há tanto tempo eu não sentia.
Agora você está tão distante.
Seus passos não ouço ecoar mais.
Desejo que vá em paz.
Não volte, por favor.
Não quero sentir o pavor de um dia mais uma despedida viver.
Prefiro dia a dia simplesmente sobreviver.
Colorido
As nuvens se descortinam diante dos meus olhos. O vento era suave.
O jardim todo florido sorria no mais lindo colorido.
Um dia na minha vida.
Um dia repleto de coisas coloridas.
Um dia cheio de vida.
Um doce despertar...
Um leve caminhar...
Um majestoso poder de sonhar.
Uma esperança que nunca para de esperançar.
Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
se não encontrar... vai lhe tragar a morte.
E fim.
