Bob Kowalski
A fé genuína se basta. Quando alguém dedica a vida a convencer ateus, talvez não esteja combatendo a descrença alheia, mas a própria dúvida que o corrói.
A doença não respeita virtudes nem crenças. Não importa o amor que alguém transmitiu, o caráter que construiu, a inteligência que possui ou a fé que carrega. Às vezes, ela simplesmente chega devorando a todos, sem explicação e sem justiça.
Se religião de fato salvasse alguém, Jesus não teria terminado pendurado numa cruz. A cruz é a maior evidência de que fé e imunidade ao sofrimento não são sinônimos.
Se existisse perfeição absoluta, o universo seria uma criação desnecessária. Deus bastaria a si mesmo, eternamente contemplando o nada absoluto. Mas o universo existe, porque a perfeição é uma ideia impossível!
Cientistas são burros, filósofos são burros, artistas são burros, até burros são burros. A inteligência não é ausência de burrice, é a capacidade de perceber onde somos burros.
Existe uma contradição no desprezo declarado: ao anunciar que alguém não importa, você demonstra que essa pessoa ainda importou o suficiente para receber sua voz.
Se deus é a nossa mãe, então muitos líderes religiosos seriam como crianças birrentas tentando provar que são os filhos favoritos, puxando o saco da mãe em troca de privilégios. Mas o coração duma mãe suprema nunca cria favoritos.
