Ricardo V. Barradas
As politicas publicas na atualidade tem por obrigação interromper o arcaico, errado, equivocado estigmatizado conceito e contexto de que o que é de graça resulta sempre no mau feito, inadequado, sem muita responsabilidade por ser ofertado. Mas não é assim. Até por que sabemos que nada é de graça propriamente dito, é pago por tributos altíssimos. E pior, na verdade muitas vezes por concorrências e editais públicos não tão transparentes que resultam a custar de cinco a dez vezes mais do que o melhor serviço oferecido e prestado no setor privado. Enfim, as politicas publicas e os serviços oferecidos, precisam mudar para funcionarem na continuidade.
Desculpem me os tubarões mas a robotização do comércio imediatista de só comprar e vender arte, e estabelecer lucros não é mercado de arte e muito longe de qualquer conceito universal acadêmico de ser cultura.
Conceitualmente, hoje a arte é efêmera mas a cultura da arte é gigantesca e completa. Pois é deste conceito cultural da arte que advirá ainda múltiplos desdobramentos e linguagens.O tempo é aceleradamente tecnológico e não há a menor possibilidade de qualquer expressão artística permanecer circunscrita nos limites e nas formas dos arcaicos templos do belo. A contemporaneidade da arte é livre e cada vez mais publica. Uma metalinguagem entre o artista e o espectador, que se trans- posicionará em intrépido admirador.
Cabe a cada artista brasileiro não só fazer arte em seu universo pessoal mas exercer sua cidadania cultural a partir de movimentos e politicas publicas e privadas de cultura. Pois em um momento que a nação segundo o IBGE, tem vinte e dois por cento da população com algum poder econômico constituída de aposentados com mais de sessenta anos e na sua maioria com baixo nível de escolaridade e de cultura, que são a base da remota economia familiar de grande parte da população nas grandes cidades. Por conta disto, agrava se um marasmo cruel por parte do estado cultural, gestado geralmente por não profissionais gabaritadas do setor e sim afilhados paraquedistas por indicações políticas que não conhecem, não sabem, não provem e não oferecem plataformas de oportunidades profissionais nem na educação, na arte e na cultura. Diante deste quadro caótico, o mercado de arte nacional vive um hiato, pois está bem mais para a compra de arte acadêmica e para as antiguidades do que para qualquer tipo de arte contemporânea. Este é infelizmente hoje um Brasil Cultural que eu não quero para mim.
Diante do atual quadro caótico artístico e cultural na industria do turismo, da festa, do entretenimento na cidade do Rio de Janeiro, só a liberação dos cassinos pelo governo federal poderia resgatar a saúde tributaria para melhor qualidade das politicas publicas urgentes e o saudoso glamour turístico internacional das alegres noites cariocas.
A AFBA Associação Fluminense de Belas Artes, hoje, acredita nas artes e na cultura como plataformas de construção para o ser cidadão cívico livre com uma educação integral.
Associação Fluminense de Belas Artes, a AFBA informa a internet que estes fanfarrões, muito medalhados, com fardões, não fazem parte da atual gestão da AFBA e não a representam em coisa alguma.
As artes plasticas e visuais em suas múltiplas plataformas chegam a contemporaneidade com a plena capacidade criativa de se inter-relacionar com todas as outras por conta disto, em breve advirá novas e inusitadas derivações.
Nas artes plasticas e visuais existe na verdade uma boa Lei do Direito Autoral no Brasil mas com parâmetros e aplicabilidades distorcidas. Ora beneficia os herdeiros das obras sem um acompanhamento e distancia os autores do mercado. Os artistas desavisados postam suas obras pela internet sem conhecimento de licenças de conteúdo.O direito de sequencia com base em tratados arcaicos distante da contemporânea realidade.Em suma uma bela lei mas muito pouco eficiente.
Quem compra arte no Brasil geralmente não sabe e nem está preocupado com o preço exato da arroba do boi.
E chegou uma época que todo o povo brasileiro passou a falar de politica as doutrinas e interesses de partidos, comentam sobre medidas jurídicas, medidas cautelares, uma verborragia insana e achista desqualificada sem nunca terem lido se quer a Constituição Federal do lugar que vivem, não percebem que se afastam das prioridades da própria existência comum e incentivam uma crescente atmosfera de desesperados. Afinal cada qual sobrevive sem qualquer controle, sem qualquer voto, sem qualquer aprovação. Julgam se importantes e conscientes mas não passam de peões mau assentados sobre o tabuleiro do jogo do poder que só mexem e movem as peças os poderosos aos seus bel prazeres.
A nação e as terras brasileiras são gigantes por chegarem unida até aqui mas pequenos e carrascos são os políticos politiqueiros e as suas indevidas mascaradas governabilidades.
Living is the strict culture of telling and walking through old stories of different manners and forms
Não vim aqui para ser igual, vim para pensar no diferente e desde cedo estabelecer um complicado processo sensível e criativo de aprender a ser gente.
Geralmente fujo um pouco dos ditos especialistas. Afinal todo especialista tem um discurso teórico quase pronto diante de qualquer objetiva tipicidade do assunto mas diante do novo, da surpresa e do inusitado, geralmente ele se retrai e se cala pois diante do diferente parece me que só resolve mesmo o profundo saber, a feliz criatividade aliada a uma alta sensibilidade.
