Reinaldo Vasconcelos Pereira
Um dia seremos aprendizes, no outro seremos capazes de ensinar algo, dominar a arte de seguir rumo ao topo e coordenar uma equipe, não ficou para amadores.
Não tenhas pena, aquele que não soube domar sua língua jamais saberá o peso que tem uma gota de confiança.
A boca cala, o corpo fica inerte, mas os segredos correm de canto em canto como a água que banha as calçadas.
Parede tem olhos, mato tem ouvidos e confidente infiel tem boca suficiente para revelar seus segredos mais absurdos.
Que idiotice a nossa acreditar que escolhemos algo em nossas vidas, elas que nos escolhem como lugar para reinar.
Mesmo que muralhas ergam-se à minha frente, Deus sempre vai ser o meu porto seguro, nada é forte aos olhos do criador.
O silêncio é a revolta mais intrigante de um ser humano, silenciar nem sempre vai te fazer menor, mas, superior aos olhos daqueles que aguardam sempre um despertar de um ser aguerrido.
Às vezes não seremos entendidos, até que você com um sopro divino torne-se ausente, abalando tudo aquilo que nem ao menos perceberam que era capaz de produzir para bem estar do próximo.
Faça do seu ato democrático uma forma de liberdade dos seus próprios anseios, mas, ao defender o direito de escolha de forma monologa, lembre-se que na sua frente existe outro com os mesmos direitos de escolha.
Não acredito na reciprocidade quando ela se faz peça de marketing para transformar um ser fútil no útil.
Sinto-me no dever de acreditar no mundo, da mesma forma que espero que o mundo acredite no meu ser, na inocência da palavra e do sorriso.
Não faça do seu mundo o mundo de todos, do certo e da perfeição, jamais chegará ao topo da montanha sem que ao menos uma vez tenha parado no curso da caminhada.
Se um dia olhar para os lados e não encontrar um ombro amigo, não culpe o outro sem que ao menos tenha feito uma retrospectiva dos seus atos.
O mundo anda tão capitalista, que ao presentear um amigo vem na cabeça dele um sentimento de dúvidas.
A maior cegueira de um político é olhar para seu semelhante e dele fazer um ser translúcido, por ter escolhido não pertencer a escória da sociedade.
