RandersonFigueiredo

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Perder-se no deserto das ideias é o caminho mais curto para um oásis de revelações.

Admiradores secretos são como estrelas: só reluzem na mais profunda escuridão.

Os geniais costumam ser geniosos; os entediantes, tediosos; os marcantes, inesquecíveis.

Quando o sol perde o brilho, a noite se faz dia através do brilho das estrelas.

A vida é nossa maior professora; com altivez, marca nossa jornada com grandes lições.

Boas e más notícias são como grãos de pólen: partem das flores da aldeia e, quando se vê, já se espalharam pela colmeia inteira.

Enquanto o preconceito dialogar com o ódio, a mentira acalentará a verdade no sono dos justos.

O ruído causado por uma opinião impopular torna o insustentável perfeitamente publicável.

A espiritualidade cuida de cada um pela essência que emana, e não pela quantidade de oferendas lançadas aos céus como simples badulaques.

À medida que envelheço, percebo que a única forma de chegar ao céu é pulando amarelinha.

Deus jamais te enviaria ao deserto sem antes te ofertar um camelo para a caminhada e um oásis para o repouso.

Explicar o plausível a um tolo e esperar que ele compreenda é como ensinar um peixe a andar de bicicleta.

Quem sorri com os olhos enxerga a felicidade antes que ela despont​e no horizonte.

Se todos os edifícios atingissem o céu, Deus viraria um sem-teto.

A liberdade dos pássaros nos ensina que, embora a floresta esteja em chamas, o bater de suas asas também ajuda a apagar o incêndio.

Há pessoas tão metódicas que deixam de comer pão apenas para não correr o risco de sujar as mãos com trigo.

É impossível ouvir o canto enquanto os sinos dobram.

O religioso que tira o terço diante da morte, normalmente usa-o como chicote em vida.

A mentira sempre pagou suas contas com cédulas falsas.

Podem até tentar matar o riso, mas ele morre contando uma piada.

O grande pecado original não foi o de Adão e Eva, mas a ausência de luz.

Os esquecidos sempre arremessaram suas pedras, mas infelizmente não tiveram força suficiente para quebrar a vidraça do poder.

Somos servos involuntários de nossos desejos, e a vaidade é a ama de leite que os alimenta.

Quando um chá é servido ao xá, há que se ter cuidado com o que é posto em xeque, pois, na iminência de assinar o cheque, percebe-se que a eminência em questão não é apenas uma questão de acento, mas de prover o melhor assento, para que uma questão de ortografia não transforme em flagrante um fragrante dissabor.


***Exercício de engenharia linguística***

Arriar por necessidade os trajes de um peão para apreciar melhor o pôr do sol é não pensar em ratificar a verdade, mas procurar arrear no caso um asno, ora, é fazer emergir uma claudicante desvantagem: ele vai imergir seriamente na infância ao jogar pião. Essa cena acena para ele como algo peculiar. Não terá tempo para retificar seus erros, por estar nu e por colocar seus sentimentos a nu, poderá ficar preso em cela decadente e a verdadeira sela na qual poderia cavalgar como cavaleiro errante, é na verdade uma soma vultosa de bens que o aguarda como bem maior, numa consagração vultuosa como um herói.




***Exercício de engenharia linguística***

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