RandersonFigueiredo

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Quem mantém as mãos ocupadas dificilmente abraça o irmão com espírito livre.

Um gênio foi feito para a liberdade; se estiver preso à lâmpada, jamais realizará os próprios desejos.

Grandes histórias não são tecidas em um tear.

A massa da sociedade é ignorante, o recheio é insensível e o culinarista desanda a receita.

Uma mãe é o retrato indelével de quando Deus resolve usar saias.

O luto encontra seu limite quando a luta desperta em nós.

Quem fecha os olhos para a vida não admira a paisagem do caminho.

A mulher interesseira não espera nada do parceiro; espera do próximo.

Para quem carrega a paz no coração, nenhum ninho de víboras conseguirá morder-lhe o calcanhar.

Quando as más influências atacam as boas, a boa reputação já deu seu testemunho.

Somente os loucos colhem rosas e espalham lírios, mas somente os maus plantam cactos e semeiam espinhos.

A maldade sempre andará em bandos, não aguenta um feixe de luz.

Entre os humanos não há necessidade de aplausos; no reino animal é perfeitamente dispensável o gargalhar das hienas.

Quem se senta à mesa dos escarnecedores sempre sairá ébrio, ainda que sua honra permaneça sóbria.

Porcos preferem a lama ao lótus.

Quem poda demais uma floresta acaba, um dia, penteando macacos.

Foi pelo sofrimento que o amor conheceu o mundo; foi pela Paixão que o abraçou.

Velhas galinhas precisam ser depenadas para não confundirem seus filhotes com pintassilgos.

Haverá um dia em que deixaremos a prática da mera dádiva caridosa e passaremos a acolher o irmão no coração das sinagogas.

O saci não espera que a carapuça lhe sirva, espera que lhe deem uma bengala.

A inteligência nunca superou a genialidade, porque sempre se achou mais esperta; a genialidade apenas sabe que o é.

De que adianta a falsa consideração dos adultos, se animais e crianças transformaram meu amor na glória dos gigantes?

Somente os donos de porcos cutucam a onça com vara curta.

Somente os ratos inteligentes comemoram a conquista do queijo com o desarme da última ratoeira.

Sentimo-nos a plenos pulmões, ainda assim passamos a vida a carregar cadáveres.