Paula Monteiro

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Angel
Trying not to love you
only makes me love you more.

Inserida por Paulamonteiro

É que inda acredito no amor
e na simplicidade
da vida
No que vai muito além da
matéria física .
A melhor história ...
É aquela que
nos põe descalço ,
nos ensina ,
cura feridas
e a paz abriga .
O muito que já sonhei ...
Sempre vem coberto
de leveza ,
de delicadeza
e vestido de brisa .

Inserida por Paulamonteiro

Ando optando pelo meu silêncio
e pela minha solidão
E não é desespero não...
É alento!
Prefiro navegar leve e serena
atravessando meus desertos
Indo de encontro ao vento
Do que navegar absorvendo
o que só me trás fúria e tormento.

Inserida por Paulamonteiro

Nas manhãs ,geralmente , estou muito cansada!
Não que não queira abraçar já de cara o dia ,
mas venho de uma madrugada longa, cheia de pensamentos
intensos e de uma travessia in meus profundos silêncios .
Vivo na noite e sou filha dela .
Então quase todo dia acordo sem disposição para nada e
preciso de um certo tempo até me conectar totalmente
com o lá fora.
Muitos não entendem isso e não respeitam meu momento.
Me querem acordada ,lúcida e acesa logo de imediato !
E eu não funciono sob pressão e muito menos na marra .
Sou livre
E essa liberdade ninguém me rouba
e nem sufoca por dentro.

Inserida por Paulamonteiro

DESERTO
Te esperei por noites infindas
Desenhei uma longa história
de manhãs a dois
Me lancei num mar de fantasia
vestida de desejos
de juras
de amor
de poesia.
Por ti
me feri
me debati
me aprisionei
me vi num corredor sem fim.
Foram muitas luas e lágrimas
ofertadas somente a ti .
Os teus olhos e teu jeito sereno
eram tudo que eu tinha nos
sonhos e com encanto.
Mas me faziam uma refém do teu
enlace de total desprezo.
Por ti
tantas vezes fechei os olhos e
brinquei de eternidade
e com minha sensibilidade sedenta
só bebendo a fragrância do que nunca tive .
Me sugaste
de fissuras
de fascínios
de esperas
de saudades ...
Desejos de tê-lo ao meu lado pra sempre
presos numa gaiola dos teus silêncios
sem ter como se libertarem.
Por ti
tantas vezes abri mão das minhas
flores ,só para ser a única em teu jardim .
Nada restou
A não ser o deserto do teu silêncio
me latejando por dentro
e o vazio desse puro sentimento
que de ti só me afastou.

Inserida por Paulamonteiro

VEM ME A-MAR
Me viciei em ti
No teu jeito
ás vezes marulho tempestivo
ás vezes anjo menino
Nos teus cheiros vorazes e nos teus
silêncios repetitivos que tanto me dizem
para o horizonte seguir .
-
Me viciei nos teus acordes de sorrisos
e nos teus olhos cor de vento
a me seduzir sem sequer uma palavra
de girassol ofertar a mim.
-
Me viciei sem sentir
Nos teus encantos com brisa de mar
e em tuas conchas de estrelas
a me luzir .
-
Me viciei nos teus andares de ondas
em tuas asas de calmaria
em teus fascínios maduros
em teus desejos e fantasias
em teus rebentos de poesia
-
Ah, meu amor
Nem precisarias me dizer nada
Teu imenso azul já cintila paz por si
Mas por favor
Só não navega tão longe
Senão morro sem ti.
-
Sou travessia sem ponte
Sou alma sem horizonte
Sou rio vazio sem teu desaguar
Pois tu és minha fonte
Meu cálice de eternidade a me embriagar.
-
Ah ,meu amor
Tu és minha travessia a navegar
Não te demoras tanto
Vem logo me A-mar !

estou indo
pois o silêncio
também pode ser
nota plena
numa música
que já não nos cabe
mais escutar .
hoje
não mais a canção
da tua ausência .
hoje
não mais a insana
indiferença.

Inserida por Paulamonteiro

Por que não nos encontramos antes?
antes da lonjura
antes da ausência
antes da lágrima
antes da tortura
antes da saudade?...
Por que?
Por que vieste antes dos sonhos
despedaçarem a
serem interrompidos pelo teu eco
ausente e gritante ?
Por que vieste antes do
não estarmos sempre juntos ?
Por que?
Por que esse amor veio
tão lindo
tão encanto
tão puro
tão reluzente
e depois só me deste
como sobra ,
como sombra e de presente
os espinhos insossos desses algures
e os insanos silêncios ?
Por que?

Inserida por Paulamonteiro

Amar não é tão fácil assim
como dizem por ai .
Em mim , ele sempre tentou fugir
quando estive mais a fim
ou
talvez porque minhas retinas sempre
desejaram o que mora muito longe .
Sempre tive queda por improváveis e
impossíveis !
Uivo a cada desejo surreal e
sinto enorme prazer no longínquo.
Acho que por isso
vivo procurando amor no vento,
nas nuvens e
no insano silêncio .
Deixo-me assim!

Inserida por Paulamonteiro

LAGARTA
Não sei mais para onde ir .
Já tentei sumir
me ausentar de mim
refugiar-me na ventania
dar as mãos com a solidão
beber o oceano inteiro do silêncio
inebriar-me de mansidão...
Mas até agora
só consegui ser confusão
e largar minhas asas
na tempestade.
E com o coração em erupção
só tenho me partido em pedaços
deixando fagulhas de delírios ,
brasa do insano
por todos os cantos e lados.
Lágrimas vestidas de desejos ,
fantasias e saudade.
Todas ... todas a rirem sem pena
do meu total desastre.
Talvez se tivesse trancado o postigo
dos meus sentimentos avassaladores ,
sentando nos vãos dos meus silêncios e
me acomodado nos quintais
da solidão ...
Talvez se tivesse investido mais
no meu cais melodiando paz ...
Não me veria aqui agora lagarta
largada nesse casulo sem saída,
sem o alimento do teu sumo,
debatendo-me sem prumo
e com vontade
de beber todo teu amor
como resumo.
Tentando novamente adaptar-me
a essa tua ausência que
me enlaça
me aprisiona
me inebria
e faz-me viver dormente ...
In vertigem
Somente para
aspirar o oxigênio
inteiro da tua imagem .

Inserida por Paulamonteiro

Paz só sinto mesmo
no meu casulo e
a me camuflar
nas asas do meu silêncio .

Aquele que não se vigia ,
não se respira ,
não se lapida e não silencia ...
Acaba por fim só falando bobagens ,
o que não deve e amontoando lixo na alma .
Já o silêncio ,para os sábios , é prece !

Inserida por Paulamonteiro

Sou feita de idas e partidas
De dores e tempestades
De cinzas
De barro
De pó
De chão
De feridas ...
Sou feita de esperas e de saudades
De dores e de inquietudes
De silêncios e de vontades ...
Sou feita de passado e de lembranças .
De longitudes e de desertos
De vagos e de andanças ...
Sou feita de vendavais e de becos
De maresias e de ilusões
De corredores e de recomeços ...
Sou feita de cansaços e de redemoinhos
De rabiscos e de obstáculos
De miragens e de vazios...
Sou feita de ontens e de memória
De solidão e de lágrimas
De velas e de histórias ...
Mas inda que o meu barco
naveguem por entre vendavais e
correntezas ...
Já tenho essa certeza :
Nasci fortaleza !
E assim ...
Vou remando com
meus pés ,inda que
exaustos
Mas busca dos meus
sonhos .

-Poema Escrito em 20/02/2015

Inserida por Paulamonteiro

Na Poesia da Vida :
há flores e espinhos
há mar e vendavais
há águas e vinhos
há becos e cais
há luz e escuridão
há frestas e contramão
há estradas e desertos
há girassóis e nós
há ventos e ventanias
há acordes e fantasias
há amores e ilusões
há céus e chãos
há arco íris e nuvens
há paixão e inexatidão
há portos e redemoinhos
há alentos e descaminhos
há chuvas e temporais
há horizontes e montes
há risos e lágrimas
há sons e silêncios
há tempos e templos
há fome e saciedade
há fontes e frontes
há brisas e furacões
há prisões e liberdades
há desapegos e saudades ...
Na Poesia da vida há de tudo ...Tudo !
Depende do dia
Depende do luar
Despende dos céus
por onde o poeta
voa
se liberta
Por onde passeiam
seus pensamentos distantes
e suas asas em versos anseiam
re-pousar .

Inserida por Paulamonteiro

Se alguém perguntar por mim ...
Diga que ando vagando em outros mundos,
caçando vento
e aparando estrelas com os pés na lua .

Inserida por Paulamonteiro

Só navego se mergulhar lá no fundo
Se for pra ficar na beirada
vagando a ver navios ...
Prefiro calar minh'Alma .
Tenho sede de profundo !

Inserida por Paulamonteiro

Ando tão ausente desse mundo
e tão presente nos meus silêncios ...
Que nem tenho mais tempo de enxergar
a maldade lá fora e seu caos .
E sempre que saio de mim ... juro
Mais vontade tenho voltar aos meus
profundos quintais
Morar pra sempre no meu casulo de paz.

Inserida por Paulamonteiro

Os sentimentos mais puros e
verdadeiros...
Não vem do físico
Mas da alma!
Cuide de quem você ama
Seja simples e
se doe sempre em amor.
Não existe nada melhor na vida
do que dormir leve e
acordar em paz.

Inserida por Paulamonteiro

E se n'algum dia
inda me encontrares em teus silêncios
Saibas :
Os meus continuam sendo todos teus .

Inserida por Paulamonteiro

Muitas vezes saio para fora de mim
Só para me enxergar por dentro.

Inserida por Paulamonteiro

O que seríamos sem os Silêncios ?
um mar sem repouso
um broto não florido
um infinito não vivido
um cálice não bebido
um fel entorpecido
um sonho adormecido
um enredo não lido
um ledo esquecido
um dia não amanhecido .

-Paula Monteiro -Trecho do meu poema Sob Silêncios .

Inserida por Paulamonteiro

Quando Deus quer ...
Nos mais insólitos lugares se brotam flores!
Até mesmo diante às dores.

Inserida por Paulamonteiro

ESCUTA
Preciso de ti amor .
Ah, como preciso !
Por favor fecha os olhos
e me sintas
em teu silêncio ou
nas asas do vento.
Como a única dama
abrasada de desejos
a beber do cálice dos teus olhos
e a entorpecer no teu lindo rosto e sereno.
Me olhas
Mas não meu corpo
e sim minh'alma .
Pois é nela que habita
teu nome docemente a
acarinhar meus sonhos.
Eu já nem sei mais
como acordar .
Escuta meu amor
Escuta minh'alma
ardente
a te chamar no grito
desse silêncio .
Ah, como te amo !

Inserida por Paulamonteiro

Queria tanto amar sem ser poeta .
Assim como todo mundo !
Poetas sofrem e desabam em dobro.
Além de amar com o coração ,
precisam também derramar sua alma
num papel e pra todo mundo ver .
É uma espécie de forca .
Ficamos tão expostos
tão vulneráveis até mesmo para
quem amamos .
E quando o outro lado não enxerga nada
aí é que dói mesmo.
Eu só queria ser como a maioria :
Amar no silêncio !

Inserida por Paulamonteiro

Não houve adeus
e nem haveria
pois todos os silêncios
de outrora e
de agora
sempre foram teus.

Inserida por Paulamonteiro