padilha
Muitas vezes a experiência de vida nos mostra que fatos desagradáveis, sofrimentos e perdas, precisam ser compreendidos como nutrientes da evolução.
Fractais Cósmicos
Em nuances coloridas, em minha cabeça ao dormir, eu via luzes. Elas se juntavam, formavam espectrais, espirais, espinhas, entrelaços. Eu sabia quanta coisa havia ali. Ficava realmente frustrado tentando dormir. Nada de sonho, nada de sono — apenas os fractais. Eles eram minha companhia durante noites inteiras. Jamais dormia durante o dia.
Os fractais apareceram… não sei quando. Lembro de uma dor imensa, algo que arrepia. Talvez um trauma.
Os fractais são perfeitos. Eles têm um poder além de tudo o que conhecemos. São a nossa conexão com o todo. Neles estão todos os pensamentos que um dia já foram imaginados. São maiores que qualquer banco de dados na Terra. Informações cósmicas. Não sei. Só sei que não sabemos de nada.
Paixão e Amor: Uma Analogia Colorida
A paixão é como um brinquedo de Lego: colorida, vibrante e se encaixa com facilidade, quase sem que a gente precise pensar muito. Já o amor é como um cubo mágico: também é colorido, e todo mundo diz que é fácil, mas na realidade poucos conseguem montá-lo. Na tentativa de ajeitar um lado, acabamos bagunçando outro!
Crescer é Limpar a Própria Bagunça
Você é como uma criança que acorda no meio da noite, suja, e sua única reação é chorar na esperança de que os pais ou alguém venha limpar a sua bagunça. Acorde! Você cresceu e precisa aprender a limpar suas próprias cagadas. Pare de chorar e resolva isso sozinho. Amigos são para beber cerveja e conversar fiado, não para limpar a sujeira dos outros.
O Bacalhau: A Alma e o Coração de Portugal
É uma afronta que se sente no peito, uma estranheza que invade as cidades de Portugal. Por todo o lado, vemos os gigantes outdoors: "Bacalhau da Noruega". Nos supermercados, a mesma realidade. Sempre se soube, desde os avós, que o bacalhau era português, entranhado na identidade, e de repente, dizem que o bom vem de terras longínquas. É como se a própria admiração pelo que vem de fora vendesse um pedaço da alma lusitana, fazendo esquecer quem se é. Sabiam que na Noruega, mal se come bacalhau? É uma ironia que fere.
Parece que, por vezes, se esquece a profunda verdade: o bacalhau é a alma de Portugal. Lá, na Noruega, pode até haver peixe, sim, mas jamais, jamais será o bacalhau que se conhece aqui. O verdadeiro bacalhau, aquele que faz vibrar o coração, só se encontra nestas terras. Aquele que chega à mesa com as batatas tenras, o alho perfumado, o azeite farto, acompanhado por um bom vinho português e, acima de tudo, rodeado por pessoas alegres, com os olhos a brilhar de contentamento.
É uma verdade inegável que este é um povo que trabalha e sofre muito, que enfrenta as agruras da vida com uma coragem imensa. Mas à mesa, com o seu bacalhau, essa dor transforma-se em sorriso, em conversa animada, em fado que embala a alma. É uma celebração da vida, da resiliência que se carrega no sangue. O bacalhau é desta terra, é desta gente. Desta gente hospitaleira que acolhe, que ri, que chora e que canta com a alma.
Então, com todo o respeito pelos mestres da comunicação, é preciso dizer, gritar mesmo, que se ouça em todo o lado: o bacalhau não é da Noruega! O bacalhau é de cá! É daqui! É desta gente! É o bacalhau de Portugal! E é assim que ecoa no coração de cada um.
A maioria das pessoas não valem grande coisa, são casos perdidos, mas no entanto cada ser humano é um milagre sem precedentes, por isso devemos reconhecer os milagres que são e ao mesmo tempo se precaver dos desastres em que se transformam...
RACIOCÍNIO LÓGICO.
Tentar resolver.
Para não me perder
Você era minha vida.
Minha vida era você.
Minha vida sem você.
Contradição.
Você não era minha vida.
Minha vida não era você .
Minha vida era você.
Prossegue assertiva.
Minha vida, afirmativa
Que prossegue sem conjunção
Minha vida sem você
É um conjunto vazio
Infinito de lembranças
E prossigo,
Na esperança de encontrar a solução.
Minha vida com você.
Era a única verdade da minha equação.
"A vida é um livro de sua autoria, que vc escreve diariamente, cada ciclo que se passa, um novo capítulo, muitos personagens e um protagonista, cabe a vc escrever uma boa história."
O amor e o ódio são semelhante. Ambos sentimento fortes que podem levar um ao outro. Segredos, podem levar o amor ao ódio e odiar alguem por suas atitudes sem conhece-la pode levar o conhecimentos ao amor.
"Livros, entretanto são como filhos. Preparamo-nos pra eles, idealizamos as relações que pretendemos desenvolver, mas ainda assim eles não nunca nascem como escolhemos, desejamos e não raramente, planejamos. Eles vêm ao mundo com características peculiares e vidas próprias que vão tomando força e acabam por serem seguidas como corredeiras de rios caudalosos enquanto escrevemos. Entretanto aí, creio, esteja a grande beleza de ser pai e escritor. A imprevisibilidade."
A Mão, Rafael Padilha
"Para que se pudesse ter alguma coisa que valesse a pena, era necessário correr riscos. E que arriscar-se na verdade, era o verdadeiro sentido de viver. Por isso deveria apostar. Perder e ganhar, acertar e errar, ele tinha dito, era só parte do que ele fazia todos os dias. E também da jornada humana"
A Mão, Rafael Padilha
"Renato observou, sem sorrir, a imponência do Pão de Açúcar. A pedra continuava lá, no mesmo lugar onde sempre estivera. Por uma fração de segundo, questionou se tudo aquilo que o cercava se tratava, verdadeiramente, de realidade.
“A dúvida nos possibilita um conhecimento mais seguro das coisas e de nós mesmos” - Ele pensou"
A Mão, Rafael Padilha
"Acredito no Jiu Jitsu por que na prática dele você consegue sorrir após levar um estrangulamento de um adversário. E por isso seu aprendizado deveria ser obrigatório à qualquer criança. Afinal na vida adulta somos estrangulados cem por cento do tempo. Sem folgas ou exceções. O ideal seria aprender isso antes de chegar nela"
" Um dia, não me lembro qual, criei minha oração favorita; simplesmente repito: “Que seja feita Tua Vontade; só me mantenha de pé” "
"(...) acreditava que ele não entendia o mundo e a vida de verdade. Onde o sobrevivia quem tivesse mais influência. E o dinheiro sempre sobrevivia"
A Mão, Rafael Padilha
"O dinheiro, por mais que o acumulasse e que continuasse a servir pra afrontar a morte, nunca poderia comprar a razão certa para viver"
A Mão, Rafael Padilha
"Quando o homem vive no estado de natureza e é regido pelos apetites, não existe nesse momento nenhuma imoralidade. Só que não vivemos mais ali. Quando o leopardo devora uma presa, ou mesmo quando uma leoa come seus filhotes, eles o fazem por natureza, não é imoral nem moral. Quando a tempestade, com sua força destrói, não há injustiça mesmo que destrua cidades inteiras. Quando o homem, na selva, age regido pelos seus apetites, mata para comer, ataca para copular, segundo Hobbes, não há nisso nenhuma imoralidade, é a mais estrita naturalidade animal. Acontece que o ser humano é um predador que nunca teve pretensão de viver em sociedade de forma pacífica. Quer saciar seus apetites na sociedade como o faria na mata se ainda não tivesse descido das árvores. E para se tornar um ser social era preciso que aceitasse um acordo tácito entre os homens, abdicando de parte da sua liberdade para não viver em um mundo de total selvageria. Uma selvageria que ainda assim sobrevivia sempre à espreita, mesmo sob suposto controle das leis"
A Mão, Rafael Padilha
"E sabia que neste ponto o tempo havia sido justo. Porque havia lhe forçado a entender que a vaidade não valia de nada. Nunca"
A Mão, Rafael Padilha
