Northon Salomao
Eu olho para o futuro não para descobrir quais máquinas existirão, mas para perguntar que tipo de ser humano sobreviverá àquelas máquinas.
Não me interessa saber quais máquinas existirão no futuro. Interessa-me descobrir que espécie de ser humano sobreviverá depois que elas tiverem aprendido a fazer aquilo que hoje nos define.
O Direito é a tentativa desesperada de colocar ordem no caos que o coração escolheu ignorar, transformando o perfume da juventude em tinta de carimbo e o suspiro em cláusula penal.
O futuro de uma empresa não começa quando a mudança chega ao mercado; começa quando suas decisões presentes determinam aquilo que ela ainda será capaz de fazer quando a mudança chegar.
O Direito é uma tentativa elegante de domesticar o caos humano sem jamais conseguir deixá-lo em silêncio.
A integridade do Direito não exige que todos os processos terminem iguais; exige que nenhuma diferença de resultado permaneça sem uma diferença jurídica capaz de justificá-la.
Toda norma que ignora a pulsão humana não se torna mais racional; torna-se apenas mais distante do que pretende regular.
Regular a religião é inevitável; compreender o sagrado sem destruí-lo é a verdadeira prova de maturidade constitucional.
O maior risco do futuro não é a máquina tornar-se humana, mas o humano tornar-se aquilo que a máquina consegue substituir.
Tudo se conecta com tudo; o que parece acaso é apenas uma relação que ainda não compreendemos.
Nada existe isoladamente: cada coisa é, em alguma medida, consequência, causa ou reflexo de outra.
Tudo se conecta com tudo, mas somente o pensamento capaz de atravessar fronteiras percebe a arquitetura dessas conexões.
O universo não é feito de coisas isoladas, mas de relações que continuamente transformam umas às outras.
Entre todas as coisas existe uma conexão que o tempo revela, a ciência investiga e a consciência interpreta.
A verdadeira sofisticação nasce quando a inteligência consegue alcançar a máxima expressão com o mínimo de elementos.
Quem pensa superficialmente multiplica os erros; quem observa profundamente começa a compreender aquilo que os olhos apenas registram.
Todo conhecimento que não passa pela experiência permanece incompleto; é no encontro com a realidade que a ideia revela sua verdade.
A prática sem conhecimento é movimento sem direção; a ciência fornece ao fazer o leme, a bússola e o horizonte.
A natureza não precisa justificar suas leis: compreendê-las é tarefa da inteligência, não alterá-las segundo nossos desejos.
