Miriamleal

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Minha história não é um monumento para o meu nome; é uma seta apontando para o Nome acima de todo nome.

Quando a grandeza de Deus ocupa meus olhos, a necessidade de ser grande diante dos homens perde a força.

Deus não divide o trono da Sua glória. Ele é o princípio, o meio e o fim de todas as coisas.

Se tudo é por Ele e para Ele, então minha vida não pode terminar em mim. Ela precisa apontar para Ele.

Não existe outro igual a Ele, porque tudo o que existe encontra nEle a sua origem, o seu sustento e o seu propósito.

Quem conhece a mente de Deus? Quanto mais O conheço, menos espaço encontro para exaltar a mim mesma.

Não quero vencer de modo que o meu nome seja lembrado; quero atravessar de modo que o nome de Cristo seja glorificado.

Minha força tem limite. Minha capacidade tem limite. Minha graça humana tem limite. Mas a graça de Cristo não tem.

Não atribuo à minha força aquilo que somente a graça de Cristo poderia realizar. Se ainda estou de pé, toda a glória pertence a Ele.

Aquilo que esperavam que me destruísse não conseguiu, não pela minha força, mas porque a graça de Cristo me sustentou.

Se minha permanência incomoda, olhem para Cristo, não para mim. Eu sou apenas testemunho daquilo que a graça pode fazer.

Há coisas que eu jamais teria conseguido administrar sozinha. Foi justamente nelas que aprendi que a suficiência não estava em mim, mas em Cristo.

Tudo o que em mim resistiu ao deserto foi sustentado pela graça. Por isso, não tomo a glória para mim: a Ele pertence toda a honra.

Se me perguntarem como permaneci, direi: Cristo me sustentou, Cristo me sustenta, e a graça me alcançou. O deserto não revelou minha força, revelou a suficiência dEle. Se ainda estou aqui, toda a glória é de Cristo.

No fim, ninguém poderá dizer: Eu mereci. Toda boca se calará diante da graça, e toda glória pertencerá a Cristo.

A graça que me salvou é a mesma graça que me ensina a desejar que outros também sejam salvos.

Não me glorio por ter sido escolhida para condenar quem ainda está longe; me glorio em Cristo, que é poderoso para salvar.

Minha salvação não é um troféu que me torna superior; é uma prova de que a misericórdia de Deus é maior que a miséria humana.

Olhar para a própria natureza deveria quebrar o orgulho e produzir uma certeza: se Cristo me alcançou, Sua graça ainda pode alcançar muitos outros.

Quem foi verdadeiramente alcançado pela graça não fecha a porta para o pecador; aponta para Cristo.

Se Deus tivesse usado como critério o meu merecimento, eu estaria perdida. Foi a graça que me encontrou.

Quanto mais conheço a mim mesma, menos consigo condenar o outro e mais admiro a misericórdia de Deus.

A religião pergunta: Quem merece ser salvo? A graça responde: Ninguém merece; Cristo salva pela graça.

Eu não fui salva porque merecia; fui salva porque Cristo teve misericórdia de mim. Por isso, creio que a graça também pode alcançar qualquer pessoa.

Quem realmente conhece a própria natureza não se vangloria da salvação; se maravilha com a graça.