MauricioCCantelli
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O passado se revê, o presente se escreve; o futuro talvez nem nos dê palco.
A inovação impulsiona, mas é o simples que revoluciona.
A mentira se move com rapidez, mas, de tão afoita, cambaleia e cai; a verdade caminha a passos lentos, sábios e certos.
A genialidade muitas vezes obriga ao silêncio: não pelo desafio de explicar, mas pela inutilidade.
Muitos não vivem a realidade; apenas observam sombras e as chamam de vida.
Há quem atravesse a existência inteira sem sair da caverna das aparências.
Tomar sombras por realidade é uma das formas mais silenciosas de desperdiçar a vida.
Não projete sua vida nas conquistas de seus pais, irmãos ou avós; herdar histórias não é o mesmo que viver a própria.
Honrar a história da família não é repetir a vida dos outros, mas ter coragem de realizar a própria.
Uma das formas mais bonitas de ser feliz é inspirar felicidade no outro.
A miséria pode privar alguém de quase tudo, mas não o impede de agir com integridade e honestidade.
Vencer exige fome, instinto e ousadia; o sucesso raramente pertence aos hesitantes.
Otimismo sem medida cega; pessimismo em excesso retrai. A virtude exige serenidade e lucidez diante do real.
A virtude nasce no ânimo sereno e acuidade ao real.
As coisas ganham sentido quando somos capazes de compreendê-las; a felicidade, por exemplo, floresce em quem sabe apreciá-la.
A sociedade às vezes nos cega tanto que passamos a lutar por coisas que nem conhecemos nem desejamos.
Prisioneiros de si, querem aprisionar os opositores.
Quando as ideias brilhantes se apagam, é das sombras que emergem os grandes problemas.
Toda omissão diante do erro é uma compra parcelada, com juros, lançada na conta da humanidade. O vencimento vem para todos.
O culto ao imediato e ao fácil nos afasta da verdade e nos afunda na superficialidade intelectual.
Somos como veleiros: alguns se deixam prender pelas âncoras do passado e ali ficam, com as velas tristemente amainadas; outros soltam as correntes, içam as velas e seguem, vivos, pelas águas do presente.
Protegemo-nos tanto pela tecnologia que, muitas vezes, já não percebemos o abismo de insensibilidade e desconexão emocional que se alarga entre nós.
O verbo que penetra o tempo é aquele que desvela o real e dá contorno ao metafísico.
Quando a consciência paira como bruma, a virtude por vezes se faz pesada.
O “eu sou” nasce entre a consciência do todo e a dúvida sobre o essencial. Eu sou mesmo?