Lulena

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O ENIGMA DA RECONSTRUÇÃO
Entre fases e eclipses, as sementes germinam no escuro.
Coleciono silêncios macerados em cascas retorcidas no caminho.
Nesta reconstrução, que transmuta uma densidade veloz a alma meio atônita,
Observa da dimensão os meteoros dos planetas distantes que não ferem,
mas iluminam o que não tem fim.
Intuições sussurram notas musicais e raras em minha mente confusa e abstrata
até que o enigma se decifre em versos flutuantes
que buscam uma aterrissagem plana
nesse campo estelar do infinito que tento encontrar dentro de mim.
Carrego com mão trêmula a lanterna da luz do tempo
que me faz renascer a cada suspiro.

Inserida por Lulena

NO RITMO DO ALGORITMO

A luta incansável, mas determinada a avançar
num labirinto cheio de fios emaranhados.
Versos desconexos, frases aleatórias
em poesias floradas.
Mundo digital busca algoritmo,
o poeta antigo, a essência que segue num só ritmo,
atual, na modernidade, com lógica e fluido.
E nessa quimera,as palavrasficam em inércia...
flopadas.

Lu Lena / 2026

MISTÉRIO EM OFFLINE

Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.

Lu Lena / 2026

PEDAÇOS DE MIM. SOU ASSIM.

Através de inspirações sussurradas na alma, eu me desmorono, me reconstruo e vou renascendo das cinzas dos pedaços que ainda insistem em ficar em mim.
Escrever este livro foi um profundo mergulho em um período constante de desconstrução e renascimento.
Foi quando as frases afloraram e me fizeram ver que temos uma força superior que nos move a seguir em frente. O caminho tem muitos atalhos; basta seguir a bússola que Deus nos deu.

A força de se refazer em cada pedaço 📖

Lu Lena / 2026

CENTELHA DIVINA ATIVADA

"Nunca diga não posso, por que tu és luz."
Lembre-se da centelha divina que habita em ti. O poder não é sobre o que tu fazes e te desmancha, mas sobre Quem te fortalece e te restaura.

Lu Lena / 2026

FRASES RASGADAS, CHÃO AUSENTE
(Onde o que não fomos sustenta quem somos)

Sufocamos sonhos e rasgamos frases que deveríamos ter dito. Hoje, se tivéssemos libertado esses sonhos e remendado essas frases, talvez nada disso tivesse sentido.
O que fomos é um rastro de papel picado. Ao destruir o que queríamos dizer, construímos um presente feito de lacunas. A busca por um sentido retroativo é inválida, pois a mão que remenda hoje já não possui o mesmo calor da mão que rasgou ontem.
No fim, resta o reconhecimento de que o solo sob nossos pés é feito justamente daquilo que escolhemos não ser; só não podemos nos deixar sugar por esse chão ausente.
Lembre-se: a vida não é um engodo!

Lu Lena / 2026

DOMAR A MENTE: UM CANSAÇO QUE LIBERTA!

Existem cansaços que não se curam dormindo, mas enfrentando o barulho que a gente carrega do lado de dentro.

A ansiedade pode te dominar? Não, quando você domina sua mente. É um processo exaustivo?
- É! Mas com determinação e foco, a gente consegue. Fiquei nessa batalha absurda durante dois anos, até que pensei: “Peraí, vou enlouquecer assim!”

Foi então que me atirei na espiritualidade como numa rede sem peixes. E o que pesquei? A fé, o autoconhecimento e uma proximidade com Deus que me sustenta e me levanta sempre que um “peixe” — aquele gatilho da ansiedade — tenta pular na rede.

Lu Lena / 2026

Menos pressa, mais presença: a arte de escrever à mão. ✍️

Você já ouviu falar emescrita terapêutica? Para mim, meu caderno é muito mais que papel; é meu refúgio diário.

Nesta foto, compartilho um pouco da minha própria caligrafia para ilustrar algo fascinante: aConexão Mão-Cérebro. 🧠

Estudos mostram que o ato físico de deslizar a caneta ativa áreas do cérebro ligadas à memória e ao processamento emocional que o teclado simplesmente não alcança.

Escrever à mão é dar ritmo aos pensamentos e permissão para o sentir.

Se você ainda não tem o seu caderno, fica aqui o meu convite: comece hoje mesmo! 😉

Lu Lena / 2026

Inserida por Lulena

CACOS DE VIDRO NA MADRUGADA
(O silêncio ensurdecedor da maternidade atípica.)


As lembranças da gestação eram a única coisa que martelava na minha cabeça naquela madrugada chuvosa, mas o barulho lá dentro era ensurdecedor.


Olhei para o relógio: duas da manhã. Meu filho autista não parava de entrar e sair do quarto; ia até a cozinha, abria e fechava a geladeira à procura de algo. Foi quando ouvi o estrondo: era mais uma xícara que ele arremessava, fruto da crise que o vencia naquele momento.


Lá fora, a chuva batia forte, no mesmo ritmo em que meu coração acelerava na angústia de ver meu filho nesse elo perdido entre o mundo dele e o meu. Levantei num sobressalto; as lágrimas escorriam silenciosas e indefesas ante a fragilidade que eu sentia.


Naquele instante, o peso do mundo se concentrou nos meus ombros e a pergunta que eu evitava finalmente me alcançou no escuro: O que é ser mãe neurodivergente?


É quando a sociedade e a família falham em ser suporte e a mãe atípica adoece no silêncio. O isolamento vira um cárcere, e a exaustão vira risco. Precisamos entender que cuidar de quem cuida é um ato de justiça e humanidade.


Nenhuma mãe deveria ter que ser forte o tempo todo; ninguém sobrevive apenas de resiliência quando o que falta, na verdade, é acolhimento. Que o elo não se quebre pela nossa indiferença. A rede de apoio é o que impede que o amor vire dor.


Nós, mães atípicas, sentimos como se a chuva lá fora fosse o reflexo das nossas lágrimas de exaustão. Um mergulho intenso em um mundo dito "azul" que, de azul, só tem os símbolos. Na realidade, existem todas as nuances de cores: ora nítidas, ora borradas. Um labirinto onde caminhamos em círculos.
Se alguém achar o encaixe exato das peças ou a saída, diga-nos...


E, nesse ínterim, o que me resta nesta madrugada é juntar os cacos de vidro pelo chão.


Lu Lena / 2026

"O que importa é o talento que vem da alma, o corpo é perene e em breve se desfaz... a alma se perpetua na imortalidade!"


É gratificante ver como as palavras ganham vida e alcançam corações em momentos de despedida e saudade.


Essa frase de minha autoria, que agora ilustro nesta imagem, foi o canal usado pela atriz Isis Valverde para expressar sua admiração por nossa eterna Rita Lee, pelo seu falecimento em 08 de maio de 2023, conforme registrado pelaRevista Caras.
Gratidão Isis!😘


Lu Lena / 2026

Inserida por Lulena

Não deixe que o relógio do tempo arranque as folhas em branco do calendário da vida. Faça o que tiver que ser feito agora, antes que o vento da incerteza leve a próxima folha embora.

Lu Lena / 2026

Inserida por Lulena

QUEM É MÃE ATÍPICA VAI ENTENDER...
(Onde o cansaço encontra o silêncio, e o cuidado vira oásis)


Ando tão anestesiada do autismo que, quando passa a crise, eu me pergunto:
— Já passou? Posso voltar para a sala de recuperação?
Aí, num delírio da memória, saio da "matéria" e vejo outras mães atípicas: sentadas e extremamente exaustas, enquanto seus filhos enxugam suas testas dessa fuga em silêncio...
Onde descansar por um segundo é como encontrar um oásis no meio do deserto.


Lu Lena / 2026

INQUILINOS DA ALMA
(Não permita que pensamentos intrusivos morem de graça no seu espaço sagrado.)

Quando os pensamentos intrusivos teimam em fazer morada em sua mente, faça com que paguem o aluguel. Afinal, não são eles os proprietários de tua cabeça, mas sim inquilinos. E tu, tendo a legitimidade plena, faz o despejo e dá a tua sentença.

Lu Lena / 2026

O QUE HABITA O RETOQUE
(Memórias guardadas)

São todas tão imperceptíveis, mas ao mesmo tempo de uma percepção absurda. Emoções guardadas naquele baú lacrado e cheio de poeira, no sótão de um coração feito tatuagem — que vai perdendo o brilho e a cor, mas toda vez que a memória insiste, o retoque se faz!

Lu Lena / 2026

A PROCURA DA EXTENSÃO
(Mãe)

Tua luz agora ilumina o infinito, mas deixou essa saudade que é perene. A falta do teu colo, do teu conforto e de nossos abraços e olhares simbióticos, que se fundiam num só elo de amor, agora está corrompido em fragmentos de dor. Minha extensão você levou...

Lu Lena / 2026

AUTISMO MONOFÁSICO (CIRCUITO INTERNO)

Moro em uma redoma de luz,
feita artesanalmente de cacos de vidro.
Onde a fase é única e o espaço, pequeno, às vezes é amplo.
O ruído externo me desestrutura
e todo excesso me enclausura.
Há uma paz em ser apenas o básico e o abstrato,
em não ter que sair de mim e girar com o mundo lá fora.
Sou esse sistema lento, monofásico,
que entende o tempo de cada hora.
Mas às vezes me desconecto da matéria:
num instante omeltdownacontece e eu vou embora.
Se a voltagem aumenta, o meu abrigo estala;
eu me refugio no meu canto inviolável e puro.
Onde a mente grita, o silêncio fala num sussurro;
seguro firme nesse meu fio escuro.
Não preciso de extensões,
mesmo não sendo dominante das minhas funções.
E por ser pouca luz na penumbra,
no vão oco de minhaquietude,
eu consigo voltar e me ver.

Lu Lena / 2026

Quando mudamos por dentro, a escuridão que se encontrava a alma, se veste com a roupagem de luz e a aparência resplandece.

Lu Lena / 2026

Cacos de vidro pelo chão?
Entrega-os a Deus, que Ele faz um mosaico no céu...


Lu Lena / 2026

Inserida por Lulena

Temos que dar valor às pessoas que ficam, quando a dor leva a presença física de quem nos ensinou a amar.


Lu Lena / 2026

O DIVINO E A BÚSSOLA
(A direção vem de dentro)

Deus não nos mostra o mapa da vida, mas nos entrega a bússola para decifrarmos os enigmas de nosso caminho.

Lu Lena / 2026

O CORDÃO QUE SE ROMPEU


(Onde a biologia termina, a saudade transborda)


Sinto um vazio em mim, você levou junto meu cordão umbilical,


me sinto avulsa no mundo, devolva minha essência para que através dela eu volte a dormir em posição fetal,


do mesmo modo que me protegias no líquido amniótico de teu útero...


Mãe!


Lu Lena / 2026

O ELO INVISÍVEL
(Onde o suspiro encontra o sagrado)


Cada passo dado com presença é uma oração dita sem palavras: uma mão toca o céu e a outra, o chão. Não existe separação entre o comum e o sagrado, pois o divino não habita apenas o silêncio dos castelos medievais desenhados em sonhos; ele está neste suspiro que acabas de dar.
É o estar permanentemente consciente no aqui e agora


— porque o amanhã não tem hora.


Lu Lena / 2026

Não existe nada mais revelador que ouvir nosso próprio vácuo no silêncio...


Lu Lena / 2026

Se você não acredita em seu potencial, você é apenas um mero sobrevivente...

Lu Lena / 2026

O GRANDE VAZIO DIGITAL

O mundo digital virou uma Matrix que esvaziou a realidade. As ruas estão cheias de pessoas, mas sinto que falta alma, falta calor humano. Tudo ficou frio, distante e superficial — tanto fora quanto dentro das telas. É impressão minha ou o "mundo real" está desaparecendo?

Lu Lena / 2026