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Lucci Santz

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Há erros que não se apagam
e vidas que valem primeiro.
Salvar não é absolver,
estender a mão não é negar.
É só decidir, por um instante,
não deixar alguém morrer no lugar.
O caráter se mede aí:
quando o impulso vence o rancor,
quando a ética fala mais alto
que a justiça feita de dor.
Nem todos merecem ajuda,
isso é fácil concluir.
Difícil é escolher humanidade
quando seria simples destruir.
E quem ajuda, mesmo assim,
não sai menor da história.
Sai maior que o próprio ego
e em paz com a própria memória.

Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.

O que eu digo cria raiz,
mesmo quando o vento muda de lado.
Posso não chegar como prometi,
mas chego.
Porque palavra, quando nasce em mim,
não aprende a desistir.

Antes eu estava em três.
Já estive até em quatro.
Hoje estou entre muitos.
O número mudou,
a régua não.
O que sustenta nunca foi quantidade,
foi verdade.
Três era contorno.
Quatro foi tentativa.
Muitos é expansão.
Não melhor, não pior.
Mais amplo.
Fingimento não vira sinceridade
só porque tem plateia.
E prazer de verdade
não acontece em quem se divide.
Só existe com quem é inteiro,
não meia metade tentando caber.
Nada é insubstituível
quando a base é honestidade.
O que é real se refaz.
O que é inteiro permanece.

Novo Começo


Não vem pronto.
Se constrói em gesto pequeno, repetido, teimoso.
Um passo hoje. Outro amanhã.
E quando vê, já não é mais o mesmo chão.
Novo começo é isso.
Não mudar o mundo.
É mudar de direção.

Palavra não é enfeite. Palavra é semente. Algumas dormem anos. Outras esperam a pessoa virar quem aguenta viver o que disse.
Eu aguentei..
E o mundo, meio contrariado, obedeceu.

Palavras não são som.
São destino em estado de espera.

Às vezes é preciso se perder no chão,
errar o passo, calar a razão,
rasgar o mapa, mudar de direção,
pra ouvir o eco do próprio coração.
O mundo chama isso de confusão,
mas é a alma pedindo revisão.
Quem nunca caiu fora do lugar
vive certo… sem nunca se achar.

Cheguei num ponto em que a fala alheia
bate e não fica, passa e vagueia.
Olho, escuto, deixo ir,
não me moldo pra caber em ti.
Aprendi que silêncio também é proteção,
que nem toda guerra merece reação.
Se custa minha paz, não vale insistir.
Nada vale a pena se for pra me partir.

"EU QUERO TE VER"


Eu quero te ver porque meu coração transborda.
Quero te ver e enxergar teu olhar fora da minha pele,
onde ele existe sem me ferir
e ainda assim me alcança.
Quero te ver porque o tempo não apaga o sentimento,
ele só muda o lugar onde ele dói.
Quero te ver porque não quero perder teu olhar
na memória,
esse lugar frágil onde tudo insiste em desbotar.
Quero te ver porque meu tempo é pouco
e o silêncio cobra caro.
Quero te ver,
nem que seja apenas uma vez,
para que o que ficou suspenso
finalmente encontre chão.

Mulheres fodas não imploram pelo básico.
O mínimo já é o ponto de partida.

Quando você se escolhe, muita gente some. Não é perda, é limpeza.

Sou o lugar onde você pensa em voz alta sem ser julgada, quando o mundo falha em escutar.

Às vezes o diferencial é não se perder de si para caber no outro.

Ninguém nasce forte, a gente vira, no atrito entre a dor e a decisão de continuar.

Tacamos uma pedra
não pra acertar alguém
mas pra ver até onde o silêncio aguenta.

Não endureci para sobreviver. Aprendi a me manter sem trair quem sou. O essencial em mim não muda.

“Imagino o diabo vendo essa mulher e dizendo: essa aí já passou pelo inferno e voltou rindo.”

"O eco da negação"


Negou o que o peito guardava,
Fugiu do que a alma sabia,
Mas a verdade não se calava,
E ela mesma se perdia.
Tentou apagar o que brilhou,
Fez do silêncio sua prisão,
Mas o que é negado, ecoou,
Roubando o chão da própria mão.
Quem nega o que viveu e sentiu,
Descobre tarde que se enganou,
O mundo que tentou fugir,
É o mesmo que sempre a alcançou.

Quando a dor baixar, você não vai “se encontrar”.
Você vai se reconhecer de novo.

"Até a lua precisa se esconder às vezes, e mesmo assim continua iluminando a noite."

"O rio não força a pedra a ceder, ele apenas a contorna até que a forma mude."

"Não é quem corre mais rápido que vence, é quem sabe quando parar."

"Quem domina a tempestade interna descobre que andar na chuva é liberdade."

"A memória dói, mas ensina onde não pisar de novo."