Leônia Teixeira
E no jogo da sedução, me entrego
Escancaro,
Saqueio teu corpo, como tua voz
Roubo teus olhos
Penetro em teus ouvidos
Me delicio, me lambuzo..
Te arranco suspiros, gemidos
Porque em algum lugar do ontem nos tocamos, já nos pertencemos...é forte: está além de mim, de você. É como uma história que está escrita em letras, músicas...céus, estrelas, rios...águas e mar !
É encanto, canto e voz...voou de borboletas, beijas-flor...é poesia tudo que vem de tu: é mato, é verde. São laranjeiras, roseiras...são mares e rios, são músicas no vento...é tudo louco, solto no ar.
Cada vez que os sonhos em mim acordam, é você.
Cada vez que as estrelas cantam o céu, é você.
Cada vez que as flores dançam com o vento, é você.
Cada vez que a noite não me deixar dormir, é você.
Cada vez que as lembranças me perturbam, ´e você.
Cada vez que a dor bate em mim, é você.
Cada vez que o sol se esconde, é você.
Cada vez que a tristeza me sufoca, é você.
Cada vez que a saudade me machuca é você.
Tudo é você:
A música que me canta, me toca...
Os sentimentos que me envolvem,
Os sonhos, a poesia, as tristezas, as alegrias...
Os pássaros em voos, as ondas, o sol e o ar !
Os rios fazendo serenata,
A rosa namorando o mar.
São versos que traduzem minha alma, são sentimentos que transformo em poesias...são saudades, lembranças...são sonhos de se viver e o que vivo, são poemas minhas palavras.
Todo azul do mar, todo azul do céu, vi em teu corpo. Sorri com os teus olhos, gozei...com o teu sorriso, tua voz. Que fosse assim todos os dias, que fosse mais um pouquinho...um pouquinho além.
Bendito trinco, bendita porta.
Roubo teus olhos e faço versos, roubo tua voz e escrevo poemas. Canto com teu sorriso, danço com teu olhar. Mergulho em teu corpo, estrada, curvas perigosas, labaredas que incendeiam, queimam minha boca, me faz desnortear...são flores que aquecem frios, são rosas...mar de sonhos que vivo, jardins de amor que planto; é como vinho que embriaga, é como chuva que banha, é como sol que aquece.Teu corpo é meu prato predileto, petisco, bebida inebriante...vicio que me domina e me faz levitar.
Sou garota que escancara, escandaliza...sempre fui sorrisos olhares...sempre me fiz feliz apesar de tudo, apesar do nada. Sou assim: meio- menina, meio-mulher. Gosto de me vê sorrir, de sentir o sol, pulsar o sangue, viver meus medos, tropeços, reviver. O ontem me faz bem; é onde me encontro criança, moleca !
Revivo momentos, vejo pessoas amigas, amadas...é no passado que guardo meu diário, amores.
Não se ama em vão; amar é uma dádiva, um privilégio. Bendito quem é amado, bendito quem vive o amor acima de tudo e de todos. Que me use, que se aposse de mim todos os dias, que eu sinta em cada sorriso, em cada olhar...a cada amanhecer, a cada entardecer...que o amor me faça amada, me ame.
Sem muita pressa, sem bagagens...a adolescência da maturidade nos da esse privilégio, nos ensina a viver !
É aquela história: não se senta em cadeira ocupada, muito menos se coloca parafuso onde já tem. Fica a dica !
E os sonhos vão me entregando flores, beijando minha pele, arrepiando...sigo ganhando beijos, sendo cantada, tocada...são sonhos que se deitam comigo, são sonhos que rolam na cama.
Ouço o mar, vejo o vento, abraço a chuva...caio nos teus braços, toco teu corpo, busco teu zipper...acaricio teus olhos, sonho !
Que eu viva em teus dias, que me faça águas. Que de mim jorrem sentimentos, devaneios...e germinem no teu corpo.
Não me revelas o que queres
não me conta segredos,
não fala o que pensa,
não divide.
És um poço de silêncio
oculto, guardado...
parece trancafiar a dor.
Beleza de outono, inverno.
nos olhos o calor, frio
palavras escondidas,
amordaçadas,
vejo, sinto...ouço.
Vejo teu desejo contido
guardado,
arrepia, da calor.
Sinto tua voz que encanta
me canta,
ouço teus sonhos de amor.
Não são páginas bloqueadas, fatos e fotos que te excluíram de mim, porque é como sonho e flor que nasce e renasce todos os dias, germina...vive !
Sim, e daí que eu roube teus olhos, que eu te cace na cama, que eu te jogue no chão ?
Sim, e daí se eu me jogar nos teus braços, se eu te der meus abraços ?
Sim, fazer o quê se minha boca te chama, se meu corpo te clama ?
Pois é, não me importa teus sins, muito menos teus nãos.
Faço minhas vontades, cumpro meus desejos...vivo a paixão !
Se permites ou não, não é parte que me toque, o amor é assim:
não pede permissão.
Leônia Teixeira
