Leônia Teixeira
Navegar é meu canto, meu refúgio...entre pedras e areias naufrago de encontro as ondas, sou levada pelo vento, carregada pelo som da madrugada até a imensidão do mar.
Não toquei teus olhos, nem fiz de mim tua fruta preferida. Tentei, juro que tentei. Mas todas as tentativas foram perdidas, em vão.
Arvoredos, folhas, flores e versos são complementos de mim. Juntos, no frio e no calor de nós distantes me faço frases, me descrevo, me componho... tento me descobrir por entres linhas, em meio a ruas desertas. Trago um gole de saudade, tomo um copo de vinho e sinto-me rodopiar e tropeçar nos teus braços. Sou entrega sem mistérios, sou verdades em meio a mares de mentiras...não traio, não guardo momentos secretos, segredos de nós, porque o destino foi traiçoeiro !
Achava teus olhos cor de jambo, tua pele cor do mar...achava tua voz uma música, teu olhar canção. Pois é, agora...continuo achando.
sOU aSSim, Meio qUe DesAJEItada, fOrA Do LUgar. FaZEr o qUE ? caDa uM tEm SEUs PROpriOS JEItoS, suAs forMas,...É neSsa BagunÇa qUe mE acHO, qUE ME vEjo e mE goSto.
E ai, o tempo não espera...corra, abrace seus sonhos e viva. Viver é arte, nem todos sabem interpretar, ser personagem de sua própria história. Há pessoas passam sem deixar marcas...deixam apenas rastros, sombras do que não viveu.
Acordei com o mar batendo em meus olhos, despertei...corri ao encontro dos sonhos: senti as ondas e pisei na areia. Rodopiei no ritmo da poesia, andei na lua e dancei com o vento na maresia.
Lindas flores campeiam minha estrada, lindas flores perfumam meus desejos...lindas flores me abração com jeitinho, com carinho...lindas flores me trazem teu rosto e teu cheiro.
Sem tu...
Tu é perfume e cor,
Sem tu não ha versos nem poesias,
Não há músicas nem serenatas,
Sem tu, as flores são imperfeitas
As rosas não tem perfume,
O vento não toca...não tem brisa.
Sem tu o brilho não reluz, a lua não acende
Sem tu poemas se perdem em prosas,
Sem tu o verde não é verde,
As rosas não são rosas.
E veio ele se aproximando com sorrisos francos, olhos tristes, andar em galopes...e veio ele, sem disfarce, sem medo. Mais que ligeiro galopamos na mesma estrada, seguimos o mesmo desejo e dividimos momentos pra ficar em nós.
Nunca fui de roubar a cena, não possuo atrativos para isso: não tenho olhar de sereia nem andar de gazela, não ando de sapato alto, não uso vestido comprido, nem tem perfume o meu cheiro. Nunca fui de fazer ninguém olhar para os lados, olhar duas vezes para o meu canto...nunca fui sonhos. Sou o que resta do nada que nunca tive, sou o que fica nas memórias de quem não tem lembranças...Não sou de me fazer notar nas calçados que ando, nas ruas que passo. Parece-me que sou um ser invisível, um ser que não sente...avenidas, ruas, vielas...não há lugar onde eu seja vista, não há canto onde alguém me veja.
Exalo cheiro de poemas por onde passo
Deixo rastro de gargalhadas por onde vou,
Se me olhar um pouquinho, verá em mim
Notas de letras cantadas, rosas faladas
Se prestar um pouco a mais de atenção
Se perder um tantinho do seu tempo
Descobrirá, que sou pedaços,
Retalhos de cores,
Versos, flores...
Jardins, canção.
A loucura me permite ser livre, me dá o direito de sonhar nas alturas...a loucura, são pássaros em voo.
