Lavínia Lins
"Em se tratando de
cheiro, o seu; de
abraço, o que você
me dá; de desejo,
o de ter você ao
alcance da minha
SAUDADE...".
"Se parar, a vida
fica bamba, menina...
Deixe de bobagem;
pegue a bagagem e
ponha o pé na estrada.
O sonho é seu.
Já tem seu nome.
Vá buscá-lo!".
"Ame alguém que veja
em você aquilo que te
faz mais bonita: o
que só se vê com
os olhos da alma...".
"Ela sabe que a vida
não se resume à espera
de uma sexta-feira. Ela
quer mais: mais dias na semana,
mais risos soltos, mais
abraços gratuitos,
mais papos desinteressados.
Ela quer gente, quer histórias,
quer verdades!".
"Não há mérito na doação do que lhe é farto. Experimente repartir o pão que pouco lhe chega, e assistirá à sua multiplicação...".
"Não tem a ver com a
quantidade de conquistas,
mas com as lições aprendidas
durante a caminhada até
o alcance de cada uma delas...".
"Feliz daquele que vê
azul num dia qualquer.
A vida, em resposta ao
seu otimismo, concede-lhe
sorrisos largos e céus coloridos."
"A vida vive dizendo
"não", esperando que
você a faça dizer "sim".
Vá à luta!
Escreva a sua história.
Você é o dono do seu destino!".
"Por que ela?
Não só porque é linda,
tem um sorriso singular,
olhos cintilantes
e uma voz que me traz paz...
É ela, e sempre será,
porque desperta em mim o
que ninguém nunca foi capaz.".
"Portas e janelas são abertas;
muros são derrubados;
livramentos são concedidos...
e você ainda tem dúvidas
sobre a existência de Deus?".
Era uma vez...
um coração partido,
dividido entre a paixão
e o temor de ficar na solidão...
Quem pode defendê-lo
das arapucas do jogo da vida?
Quem é capaz de protegê-lo de si mesmo?
Dói. Dói demais!
E eu não sei como fazer pra parar, pra não sentir, pra apagar tudo e seguir em frente. Os dias têm sido torturantes. As dores vêm corroendo as vontades, as forças, as esperanças; vêm apagando o brilho que fazia com que eu sentisse que tudo ia ficar bem, no fim. As horas são pesadas. Respiro um pouco nos intervalos. O corpo dói também. Tem pedido socorro. Não sei como intervir. Não sei a quem procurar. Já não há palavras que possam consolar; louvores que possam aliviar; orações que me façam sentir em conexão com qualquer expectativa de mudança. O problema não está em você. No que você pode ser bom, é; no que não, faz uso da prerrogativa de ser humano, falho e em crescimento. Tudo bem. "É humano". Então, não há porque insistir, persistir ou adiar. Não há porque achar que o outro é feito massa de modelar, que a gente vai afinando aqui, apertando ali, desfazendo, remodelando...
"O insatisfeito que se mude". Não é assim que dizem? Que seja! Cansei de arrumar a casa; cansei de trocar os móveis de lugar; cansei de tentar mudar você. Até tentei mudar a mim, mas não dá. Não dá pra deixar de crer no que eu sempre cri. Não dá pra deixar de ser quem eu sempre fui. Não quero me adaptar. Não quero me remodelar. Se é assim em mim, por que seria diferente em você? Não o julgo por não ser quem eu gostaria que fosse. Não posso escrever num papel e esperar que Deus me envie cópia fiel. Seria injusto, egoísta, pretensioso. Quem sou eu, que filha tão especial teria direito a tanto privilégio?!
Eu estou cansada. Desculpe. Eu estou realmente cansada.
Preciso de ar. Preciso me resgatar. Descobrir o que ainda há aqui e dar um jeito de reciclar o que for possível. Começar de novo. A dois: eu e eu mesma. Descobrir a que vim. Fazer alguma diferença. Ver o mundo mudar, sem que eu precise bagunçar por onde passar; sem que a dor se faça presente. Se sim, se não, tanto faz. Foi você quem me ensinou assim. E por mais que eu insista em dizer que esse é um jeito frio e indiferente de encarar as coisas, acabo me dando conta de que é a melhor forma de a gente se proteger, dos outros e de nós mesmos.
Eu não quero me alongar. Já foi! Já fiz. Já risquei. Apaguei. Rabisquei de novo. Deixei tinta e restos de sonhos no chão. Chorei demais. Já não há mais lágrimas disponíveis aqui.
Só há um pedacinho de alguma coisa que ainda não identifiquei, mas sinto que pode ser uma ponta de esperança. Só que está longe daqui. Eu tenho que buscar. Desculpe. Preciso ir... Adeus!
