Kleber Abdul Al-Nasr

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Há uma beleza serena
em quem aprendeu a carregar suas próprias marés.
Porque só quem atravessa as próprias profundezas
descobre a força silenciosa
de continuar se tornando

Não foi apenas uma escolha,
foi um chamado silencioso
que nasceu no coração.


Educar é mais que ensinar palavras,
é acender luz em pensamentos,
é tocar almas com cuidado.


Entre livros, sonhos e perguntas,
aprendi que a verdadeira vocação
é acreditar todos os dias
que uma mente despertada
também pode transformar um coração.

Viver é decisão diária. Ou a gente se perde no que não soma, ou assume o controle do próprio destino.

A chegada pode encantar, mas é na saída que o caráter aparece.
Quem tem nobreza parte com respeito.
Quem carrega maldade precisa ferir ao ir embora.
No fim, a última impressão não revela quem a pessoa queria parecer,
revela quem ela realmente é.

Sei que a sua atmosfera guarda
mistérios que o olhar não alcança,
silêncios que só o sentir decifra.


Há em você um céu próprio,
onde o tempo desacelera
e a alma encontra repouso.

Talvez eu esteja no time dos últimos paladinos desse mundo que um dia acreditou que princípios não eram um peso, mas uma bússola.

O equilíbrio não pode ser apenas um objetivo, mas sim um caminho. Pois é dele que os nossos dias são feitos e as nossas aspirações são traçadas...

Há uma coragem silenciosa em quem decide exercer o direito de ser feia.
Feia aos olhos de quem mede a beleza com régua curta,
feia para os padrões apressados que querem moldar todos os rostos.
Mas há uma poesia rara nessa escolha:
a de existir sem pedir licença,
de caminhar sem carregar o peso de agradar.
Porque, no fundo, a verdadeira beleza
é essa ousadia tranquila de simplesmente ser.

Soneto da Viagem Insólita


Parti sem mapa algum, sem direção,
levando apenas sonhos na bagagem;
o vento foi meu guia na paisagem
e o tempo, companheiro da canção.


Cruzei desertos feitos de ilusão,
subi montanhas feitas de coragem;
aprendi que a vida, em sua passagem,
é ponte entre o medo e a superação.


No estranho descobri o que eu buscava:
um mundo que em silêncio me ensinava
que o rumo nasce dentro do viajante.


E assim segui, sem pressa e sem destino,
pois cada passo, mesmo repentino,
faz do caminho o mestre mais constante.

Sem tradução
Não sou fácil.
Sou profundo demais pra quem só sabe olhar a superfície.
Em mim, ou você mergulha…
ou se perde antes de chegar.
Se quiser, posso criar variações com um tom mais sedutor, mais filosófico ou até mais enigmático.

Talvez a minha maior certeza seja a de que Deus me conhece por inteiro, até nas partes que eu ainda estou tentando entender.
E mesmo assim… permanece.

Se invado teus pensamentos,
não foi por descuido,foi destino,
porque antes dos teus olhos me verem,
algo em você já me reconheceu no caminho.


Não me idealize…descubra-me,
no tempo certo, sem pressa ou razão,
pois há encontros que começam na mente
antes mesmo de acontecerem no coração.


E se for para ficar… que seja assim:
leve como teu sorriso,
inevitável como esse querer sem fim.

Eu grito,
não mais para o mundo,
mas para me resgatar de mim mesmo.

Grito tudo o que calei,
tudo o que doeu em silêncio,
tudo o que me fez pequeno dentro de mim.

Deixo a dor sair sem pedir desculpa,
deixo o peito tremer,
deixo a voz falhar…
mas não deixo mais ficar.
Porque esse grito não é só ruptura,
é nascimento.

No meio do caos da minha própria voz,
algo em mim respira de novo.

E pela primeira vez,
eu não me sufoco…
eu me escuto.