Julio Aukay
Quando eu quis um gole de paixão
eu bebi com muito prazer...
Quando quis me banhar
no amor, eu me afoguei
por não saber nadar;
Eu posso parecer manso
nas minhas palavras poéticas
mas que na verdade, eu sou voraz
em minha personalidade discreta;
Não quero viver um faz de conta
que era amor, nem o faz de conta
que havia sentimentos...
Eu quero a verdade, mesmo que
tenha dor, para refazer o meu momento...
Não me sinto secreto à vida
não sou misterioso de mim.
Sou um livro aberto
de paginas rasgadas
ou um baú sem as chaves de casa!
Te amava como amava a vida
mas mesmo assim não tive
a sua retribuição...
Te amava como amava a rima
e ainda sim obtive a frustração!
Estou apaixonado pela mulher que
é fogo, é vento, é céu, é terra...
Eu desejo tê-la em meus braços
sem pudor, sem leis e sem regras
Pois a tua alma é nua, eu sei que
é pura perdição, mas que alivia
e que também salva o meu coração!
Faço-me a mesma pergunta
muita vezes na minha vida
Por que as pessoas embarcam
em um relacionamento morno
ao qual, sobra frustração
e muita dàs vezes humilhação?
Será que o amor dessas mesmas pessoas
não cabe um amor infinito?
Ou será que foi reduzido?
Os olhos já não tem grandes emoções
Foram privados do carinho?
Ou desprovido de paixões?
O pior é que vivem uma ilusão!
E que ao final sabem bem
como terminarão...
Ninguém se sente
confortável com um não
pior ainda com a incerteza
de um improvável talvés
mas a frustração do quase
faz qualquer um entrar em depressão!
