Julio Aukay
Decifrando os seus olhos você me diz que é feliz por superar cada obstáculo do seu cotidiano;
E sem te concluir eu entendo que você não pode me surpreender, pois já havia me surpreendido;
Quando eu não mais lembrar quem eu sou...
Ou não mais puder amar quem estiver ao meu redor;
Leia-me como sempre fizera!
Que as palavras restituiram as minhas lembranças de quem fui e/ou sou;
Incrivelmente é a sua amizade...
Imensurável é a sua dádiva...
Significavelmente são os seus carinhos...
Maravilhosamente é a sua dedicação...
Contudo, isso faz bem ao meu coração;
Eu não preciso ser o sonho de ninguém;
Eu posso ser a realidade, onde os pés possam ter onde se apoiar;
Eu posso até estar abatido, mas nunca destruído...
Posso está ameaçado, mas nunca derrotado;
Eu tenho a minha fé... E muita esperança!
Sou falho, tenho pecados, sou guerreiro vencedor;
Tenho sentimentos e sou verdadeiro...
Luto em meus caminhos, sou homem romântico, tenho amor ao meu favor;
Eu nunca pude imaginar que o meu coração estivesse tão despreparado para o sentimento de amor;
Nem mesmo que pudesse suportar a decepção de um dia sofrer;
Meus pais me ensinaram a me desculpar, quando fazia alguma coisa errada e a agradecer se me faziam alguma gentileza, mas percebo que esses valores se perderam pelo caminho que passei...
E que pessoas de pouco valor não davam a mínima;
Quem me julga, ciúmes de mim tens
Quem me condena, acho que não quer ver meu bem
Quanto mais pedras me atiram
Mais imensurável será o meu castelo;
Não subestime a minha inteligência...
Eu conheço tanto atalhos de pedras que levam ao paraíso
quanto caminhos de grama que levam à perdição.
A inocência de uma criança pode ir além do que se possa acreditar;
Diga a uma criança que animação não é realidade, que a dimensão dela não tenta compreender a expressão;
Mas diga que a animação (desenho) está triste ou está feliz em ser assistida, que a mesma se debulha em reações imensuráveis;
E seus limites se tornam plausíveis ao que vêem lúdico ou sentimental...
Por fim o mundo de uma criança tem o respaldo do imaginável, construindo a sua própria realidade;
Quem pensa que me conhece por saber o meu nome...
Está precipitadamente equivocada, eu sou muito mais do que possam me imaginar;
