Iza lira
Podemos sentir o vento e perceber a direção que ele toma,
mas jamais conseguimos segurá-lo.
Assim também são as intenções humanas: revelam-se nos sinais,
não nas promessas.
A sabedoria está em aprender a ler o movimento,
e não tentar aprisionar o que não foi feito para ficar.
O mesmo vento que varre a sujeira do chão
é aquele que anuncia a tempestade.
É também o vento que retira o excesso de calor do corpo
e devolve o fôlego à alma.
Nada muda na essência — muda o tempo.
O vento é o mesmo, o ciclo é que se transforma.
Assim somos nós:
em certos dias limpamos, em outros estremecemos,
e há momentos em que apenas equilibramos.
Quem compreende os ciclos não teme o vento,
aprende a caminhar com ele.
Permaneça na fé.
Antes de ser flor, houve semente, terra escura e silêncio.
Antes de ser borboleta, houve espera, recolhimento e transformação.
Antes de o beija-flor tocar o mel, há esforço, equilíbrio e voo constante.
Nada do que floresce chega fácil.
A beleza nasce do processo, não da ausência de dificuldades.
Que saibamos refletir sobre cada esforço da criação
e entender que o caminho não é castigo, é preparo.
Assim, atravessamos as lutas sem nos perder nelas
e nos tornamos vitoriosos,
não por não sofrer,
mas por não desistir.
Nem todo espetáculo merece plateia.
Há quem precise de atenção para sustentar o próprio vazio.
A essas pessoas, o silêncio, a distância
e a ausência do nosso olhar
são a resposta mais poderosa.
Algumas despedidas não levam apenas alguém.
Levam pedaços de nós.
Lúcia Barros. Morreu 20 de janeiro 2017
Se um dia a minha ausência ecoar em você, volte à memória onde tudo começou a se perder.
Eu fui presença antes de ser falta.
Se caminharmos juntas, que seja com os pés no agora, os olhos no futuro e o coração livre das sombras do ontem.
Porque amar não é disputar histórias antigas, é construir novas, com coragem e respeito.
Sou feita de perguntas profundas e fé inabalável.
Não nego o passado — eu o converto em sabedoria.
Caminho com a filosofia de quem pensa antes de julgar e com a fé de quem confia mesmo sem ver.
Busco sentido onde muitos veem apenas rotina, e verdade onde outros se contentam com aparências.
Minhas palavras carregam marcas de quem já caiu, levantou e aprendeu que o amor exige presença, consciência e entrega — nunca superficialidade.
Creio em Deus não como fuga, mas como fundamento.
Se na calada da noite você tiver que escolher entre perder o sono pensando em mim ou dormir e me encontrar em sonhos, escolha descansar.
Permita que eu te alcance no lugar mais bonito do silêncio, onde os sonhos florescem e o coração repousa em paz.
Só assim, mesmo na distância, estarei perto de você.
Na fé, Deus cria laços que o tempo não desfaz e constrói pontes onde o amor nos ensina a atravessar com esperança.
Que hoje a vida te trate com leveza, que a fé te sustente nos silêncios e que cada passo encontre sentido, mesmo quando o caminho parecer simples demais para ser notado.
Tenha fé nos seus sonhos.
Assim como Santos Dumont acreditou que o ser humano podia voar, mesmo quando muitos duvidavam, confie que Deus plantou em você capacidades únicas. Voar não é apenas sair do chão, é ter coragem, persistência e fé para ir além dos limites. Quando você acredita, se prepara e não desiste, seus objetivos ganham asas. Tenha fé: você pode voar rumo à realização dos seus sonhos e objetivos.
Eu prometi não pensar em você hoje…
mas o coração é teimoso e amanheceu chamando o seu nome.
Então te envio este bom dia,
porque é mais fácil confessar saudade
do que fingir que você não mora em mim.
