Ivone Boechat

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Mães e flores

Flores e mães se confundem
nos canteiros da vida,
elas são belas,
perfumadas, têm o néctar
que nutre a fome
de amor;
o Senhor outorgou às mães
intenso brilho,
deu a elas o poder de
se tornar mãe-flor,
a graça de se renovar
na dor,
e o esplendor de
ser uma só alma
no seu filho.

Ivone Boechat
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Homenagem às mães

Bem cedinho,
ao orvalho da manhã,
colhi esta flor,
devagarinho,
a mais bonita do jardim,
para dizer,
no silêncio da beleza,
porque as mães
são assim:
frágeis e poderosas,
sonhadoras na tristeza,
pequenas grandiosas,
energia e leveza,
na pobreza generosas...
mães sofrem nas alegrias,
perdoam filhos ausentes,
pedem como presente
orações todos os dias.

Ivone Boechat
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Dia das mães

Hoje,
no Dia das Mães,
quando seu filho entrar
na sua casa,
dê graças a Deus
por esta linda história
que você escreveu;
enxugue a lágrima
que doeu
para ver com alegria
como o menino cresceu...
enfeita aquela antiga mesa
e comemore
a vitória:
você educou,
deu o exemplo,
orou, assoprou,
sustentou
a brasa do amor acesa.

Ivone Boechat
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Mães e avós

Cabelos brancos,
pele cansada,
marcas
da jornada;
passos lentos,
voz embargada
pelos ventos
na caminhada...
mãos firmes
olhos com brilho,
coração aberto,
para o filho.

Ivone Boechat
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Novo tempo


Vive-se um momento muito especial. Você deve parar um pouco e refletir sobre as marcas deixadas pelo homem no caminho do século que se transfere para a eternidade .
Você chegará à conclusão de que foram tantas as coisas positivas que nem haveria tempo de relacioná-las. Mágoas, dores, desencantos, não se arquivam.
Durante toda essa caminhada, você nunca esteve sozinho. Alguém foi seu companheiro. Alguém o ajudou a transpor as barreiras. Ninguém é capaz de viajar sozinho pelos mistérios do tempo!
Como você é forte! Nas fraquezas, você foi humilde e convocou o auxílio de um irmão, somando forças.
Agora, um NOVO TEMPO já vai começar. Quantos planos! Quanta esperança! Faça um balanço e veja quem está devendo a quem. Olha que coisa! A gente deve tanto!
A gente deve ser melhor.
A gente deve ser menos exigente para com Deus
A gente deve amar muito mais.
A gente deve olhar em volta e ajoelhar-se para agradecer pela graça de estar vivo.
A gente deve ir correndo abraçar todas as pessoas que nos deram as mãos e dizer-lhes muito obrigado.
É um momento de prece, de gratidão e de louvor. O tempo fica e a gente passa. Passa para a dimensão do infinito, da imortalidade e da perfeição.
Quando as luzes do Terceiro Milênio se acenderem, quando o horizonte desse tempo se iluminar na fronteira da possibilidade e as expectativas nascerem, oremos todos juntos:
Senhor, fica do nosso lado. É muita responsabilidade abraçar o desafio da educação para um novo tempo.

Ivone Boechat
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A inveja

As pessoas invejosas
exalam um cheiro repelente
às pessoas vitoriosas...
o invejoso embala o vencedor
com uma capa visível só a ele
e trabalha o tempo todo
para desmerecer,
apontar deslizes,
tecer outro vulto inferior...
assim com aquela competência
que a inveja premia os seus
seria capaz de arranjar
seguidores ferozes
para derrubar pessoas felizes,
mas dão de cara com
os anjos da guarda de Deus.

Ivone Boechat

Ivone Boechat
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Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor

Ivone Boechat (autora)

A felicidade de qualquer nação depende, fundamentalmente, do reconhecimento da soberania de Deus e a influência que Ele possa exercer sobre as pessoas, sobre as famílias e todas as instituições. Quando se buscam deuses falsos ou quando não se cultua a nenhum deus, quando a Palavra de Deus e as suas Leis não têm lugar de adoração e destaque na vida da sociedade, ela padece entregue aos vícios, à depressão, à infelicidade.
Uma nação se constrói no alicerce da fé.
Feliz é a nação que “instrui ao menino no caminho em que deve andar” Pv 22:6.
Feliz é a nação, onde a juventude “Lembra-se do Seu criador nos dias da sua mocidade” Ec 12:1.
Feliz é a nação, onde os “príncipes ensinam aos anciãos a sabedoria...” Sl 105:22.
Feliz é a nação que atende aos profetas de Deus, pois suas palavras são “...como uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações” (II Pe 1:19).
Feliz é o cidadão que reclina sua fronte nas sagradas escrituras, porque “seca-se a erva e murcha a flor, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente” Is 40:8.
Feliz é o homem que “anda pelo caminho da retidão, no meio das veredas da justiça” Pv 8:20.
A humanidade clama pela presença do Deus vivo, fiel, justo, capaz de transformar as tristezas desta civilização decadente, numa geração eleita, confiante. Cada família pode se apresentar como agência do bem, responsável por seus filhos, vigilantes da paz.
Feliz é a nação que se esforça para caminhar debaixo da potente mão do Senhor e reconhece que, desde a antiguidade, “Fiel é Deus pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor.I Cor.1:9

Ivone Boechat
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Pai

Pai é anjo
a serviço do céu
na vida dos filhos,
sem direito a descanso
na missão;
luta, noite e dia,
orando, provendo, protegendo,
depois fica de plantão
incentivando, socorrendo
carências,
amando, perdoando;
na correria,
vai aonde você não vai,
substitui ausências,
deixa na sombra do exemplo
a saudade do pai.

Ivone Boechat
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Inveja
Perda de tempo,
esforço a mais,
em vão,
vendavais...
ódio mudo
contramão;
vento
que derruba
ao chão.
Inveja,
luta desperdiçada
que arrebata o vigor,
impede momentos
risonhos...amor.
A inveja puxa a vida
pra trás,
deturpa, divide,
produz tormentos,
ativa a ferida,
ainda mais,
acende lamentos,
tira a paz.

Ivone Boechat
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Criança esperança

A esperança desta pátria,
que até hoje, não se reconheceu
tão linda e potente,
está depositada aos pés do Senhor,
de olhos fixos em você,
criança.
Abandonada, discriminada,
sofrida, analfabeta e sozinha,
levante-se do chão, ao desalento,
desfralde a bandeira desta nação,
corra todos os riscos
para que o idoso de sua geração,
não fique suplicando
na porta dos hospitais, sem voz,
o socorro que não chegou a tempo
para nós.
Por favor, faça melhor do que seus avós,
seus pais,
ame profundamente esta terra,
pode-se promover a paz,
em qualquer idade,
não permita que a corrupção
ganhe esta guerra
e saia na frente
altaneira e resoluta,
como se fosse uma virtude a impunidade.

Ivone Boechat
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Nasceu Jesus

Ivone Boechat

Não poderia ser diferente. Todos os detalhes da chegada do Senhor Jesus foram descritos pelos profetas. Nos sinais revelados pelas evidências celestiais nenhuma dúvida poderia existir: o tempo se cumprira.
A ternura da noite, a serenidade do rebanho, a perplexidade dos pastores no campo, completaram a cenografia da mais perfeita representação do amor no palco universal. Anjos abriram a cortina de estrelas e os séculos da fé se despertaram para testemunhar da verdade eterna: Jesus nasceu!
A mais linda viagem que se fez foi conduzida por uma estrela, silenciosamente, até Belém. Ali, agasalhado nos corações da sagrada família, o amor se escondeu da violência humana.
Enquanto as preocupações tumultuavam a conduta dos povos e os poderosos disputavam a glória de conquistas materiais, humilde e terno, o Rei do Universo, Príncipe da Paz, descansava na estrebaria.
Que as emoções do encontro neste Natal fortaleçam a fé e sejam o bálsamo perfumado para envolver as famílias, num grande abraço com promessas de paz.
Neste Natal que você possa hospedar no seu coração a mensagem do cristianismo, presente de Deus para a humanidade, para que se renovem os propósitos de aperfeiçoar, cada vez mais, a essência espiritual de cada um.

(Por uma Escola humana-1ª. edição-Freitas Bastos-RJ-1987)

Ivone Boechat
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Monólogo de Natal


Ivone Boechat

A noite estava muito bonita. Como de costume, Sara ficou olhando para o céu e resolveu conversar com uma estrela:

-Você que mora aí em cima, estrela, conta pra mim o que viu de mais bonito aqui na terra?

- É o mar, nosso espelho e há noites em que ele está tão deslumbrante, que nós, estrelas, ficamos tontas e caímos. A lua acende todas as velas, ilumina as ondas no seu doce vaivém. É emocionante vê-lo se espreguiçando na areia, esperando o pisca-pisca da estrela dalva, a madrinha.
- Você que observa tudo poderia dizer qual foi a noite mais linda de toda a história?
- Claro, nós fomos convidadas. Naquela noite, o céu estava em festa. Tudo aconteceu como previram os profetas. Fomos alertadas para expor todo o nosso brilho, em constelações, ninguém poderia nem piscar, porque algo extraordinário ia acontecer. Ficamos aguardando os sinais, A rainha das estrelas se colocou esplêndida no firmamento. Um coro de anjos chegou cantando. Anjos, muitos anjos sob as nuvens. Os pastores de Belém extasiados, se curvaram, em oração. Os animaizinhos se encolheram na estrebaria, dando espaço à Maria e José; nós estrelas e galáxias, ali brilhando, brilhando...O luar estava lindo. Ouvimos quando anjo Gabriel chegou numa apoteose celestial, nunca vista.
Sara notou que a estrela estava fluorescente, emocionada e feliz!
- Por que você está assim tão diferente, estrela, parece que você chorou ?
E a estrela concluiu:
-A noite em que nasceu Jesus Cristo, foi o dia mais bonito do Universo. A paz tão prometida chegou! É por isto que ficamos de prontidão aqui, observando para avaliar o que fazem os homens na terra na linda noite de Natal! Esperamos que pelo menos orem agradecendo e se abracem.

(Escola, doce escola 1ª.edição-Unigranrio-1983-RJ)

Ivone Boechat
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Natal, sempre Natal

Ivone Boechat

Você está começando a sentir um cheiro de saudade no ar? No imaginário da geração mais antiga, o cipreste começou a exalar o perfume de muitas recordações. Outrora, nas casas e igrejas, as árvores eram plantadas numa lata de banha de 20 quilos, cheia de terra. As mães, tias e avós faziam os enfeites: saquinhos de bala, bonequinhos, estrelas de pano colorido e a iluminação pisca-pisca que não podia faltar! A árvore conseguia sobreviver até o Dia de Reis, 6 de janeiro, festa popular.
Tudo mudou pra melhor! As árvores são verdadeiras obras de arte! Lindas, variadas, de todos os preços. A maioria das crianças não ganhava presentes como hoje, não! Algumas conseguiam ganhar roupa e sapatos novos. Uma coisa deixou saudade: a alegria. Havia alegria!Por que à medida que os recursos financeiros abastecem a sociedade e quando se pode comprar tudo sofisticado, automático e barato, ao alcance de muito mais pessoas, a alegria vai ficando pra segundo plano.
Precisa-se de pais e mães afetuosos! Precisa-se de educadores que gostem de educar! Há urgência! É importante educar para aprender a valorizar a vida, as coisas pequenas, mas grandiosas, as conquistas, a luta! As pessoas vão entulhando a casa de enfeites de Natal, presentes, comidas, passam por cima dos clamores e necessidades individuais do grupo familiar, tropeçam na dor e na angústia dos que nem sabem mais chorar e saem lá na frente, erguendo a bandeira do Ano Novo!
O Natal é, sim, uma data importante no calendário. Ela pontua e sublinha um espaço para as pessoas se abraçarem, conversarem, se alegrarem, se amarem. Esse regozijo contagia as gerações! Não precisa ter muito dinheiro...Imagina uma família que tem todo bem material, mas indiferente, uma Escola com Internet e computadores pra todo lado, sem comunicação, ou então uma Igreja toda moderna e morna ?
Foi para ensinar uma lição eterna aos moradores do Planeta Terra que o Rei do Universo chegou, silenciosamente, e se instalou com a família numa hospedaria diferenciada, mas muito, muito feliz! Sem ar condicionado, porque a brisa do amor deu-lhes o conforto necessário. Sem camas confortáveis, porque o verdadeiro conforto que o homem precisa para dormir bem é o conforto espiritual de uma consciência reta. Sem um farto café da manhã, porque o que alimenta mesmo o homem é a fé, o “pão da vida”. Não havia garçons, a família foi assistida por anjos!
O Natal é uma excelente oportunidade para a reflexão! Não é só para servir um banquete regado à raiva, rancores, remorso, self-service de tristezas e mágoas. Ou fazer uma festa de amigo oculto no meio de inimigos declarados! Não! É um espaço para servir-se à vontade a sobremesa do prazer da comunhão, do perdão, da paz, do propósito de recomeço. Não precisa de presentes, é preciso, sim, acabar com a teimosia dos ausentes.

(Educação-a força mágica)

Ivone Boechat
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O fofoqueiro



O fofoqueiro é um tecelão juramentado in delivery à procura de meias verdades ou mentiras escancaradas que possa sair anunciando por aí pra derrubar alguém. Fofoqueiro que se preze mesmo não gosta de ver nenhuma vítima de pé, fazendo sucesso.
O fofoqueiro é invejoso, mas tem outros antipredicados bem mais inexpressivos no currículo. Para cumprir a meta diária de fofoca, ele é capaz de fazer o sacrifício de parecer bonzinho. E há quem acredite e se dispõe a fazer um pacto de paz, até a decepção dar-lhe uma rasteira.
O fofoqueiro não tem pressa: fofoca hoje, fofoca amanhã, ele sabe que o importante é não perder a oportunidade. Assim sequestra a vítima com as redes da dúvida e a faz refém do disse me disse.
O fofoqueiro tem duas grandes vantagens a seu favor: a vítima não tem defesa porque ele se esconde e rói as cordas pelas costas, na penumbra. O fofoqueiro finge-se simpático, por isso é bem aceito por um bom tempo.
O fofoqueiro se faz de vítima, de ingênuo, vive travestido de coitado e consegue enganar porque é persistente: Água mole em pedra dura...
O fofoqueiro vive de plantão à procura das brechas e ninguém, como ele, sabe aproveitar as oportunidades para desestabilizar a vítima; é mascarado, logo, pode passar despercebido por algum tempo no meio das pessoas corretas.
O fofoqueiro não suporta as palavras união, paz, harmonia. Se pudesse riscaria do dicionário dos outros, porque no dele não existem. Ele não tem luz própria e usa óculos escuros para se proteger do brilho dos outros...
Toda família tem o fofoqueiro que merece. É nela que ele engorda e tem prestígio; alguns são promovidos a conselheiros; outros recebem o troféu da confiabilidade: conseguem enganar até que a verdade e a justiça cheguem de mãos dadas e acabem com a farra.

Ivone Boechat
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Teu olhar


Gosto do teu jeito
de me olhar,
perturba,
desequilibra,
põe dúvidas no ar,
tem o efeito
de um grande temporal:
vibra,
derruba armadilhas
de todo não.
Faz bem,
faz mal,
produz maravilhas,
faz sonhar,
tem os raios do pecado
e do perdão.

Ivone Boechat
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Gratidão à mãe


O vazio deixado
no coração
pela ausência da mãe
é vento impetuoso
que devasta a emoção;
abrace a sua,
hoje é o Dia,
seja afetuoso,
não seja o filho
que se diz saudoso,
eternamente,
alegando correria,
vá de braços abertos
pelo meio da rua,
declare publicamente
a sua gratidão.

Ivone Boechat
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Um amigo

Você quer um amigo:

Para andar na linha? Compre um trem.
Para guardar segredo? Alugue um cofre.
Para socorrer 24 horas? Constrói um hospital.
Para ir com você pra todo lado? Que tal um carro, uma bicicleta ou moto?
Para escutar você sem parar? Ligue o gravador...
Para dizer sim o tempo todo? Grave o seu próprio sim, na frente do espelho.
Para sustentá-lo nos fracassos financeiros? Compre um banco.
Para lhe dar a mão na hora do medo? Contrate uma babá.
Para carregá-lo nas horas difíceis? Chame um táxi.
Para massagear suas dores? Ligue para o massagista!
Para transportar suas reclamações? Chame o carro de mudanças...

E, por falar em mudanças, você realmente precisa mudar. Mude para o mundo da possibilidade. Não transfira para o amigo todas as suas ansiedades. Sim, o amigo existe, somos nós. O amigo faz tudo isto que foi descrito acima. E faz mais ainda. Além de ser trem, cofre, hospital, carro, gravador, espelho, banco, babá, táxi, massagista, carro de mudanças, o amigo tem a capacidade de discernir quem é amigo ou quem necessita desta relação de coisas e profissionais para usufruir, economizar, explorar.

Mude! Seja compreensivo, bondoso e todos vão querer ter um amigo assim, como você, como nós.
Ser amigo de si mesmo não é egoísmo. Seja bom para com você também.

“O homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere”.
Provérbios 11:17

Ivone Boechat
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Viva de tal maneira que ao morrer deixe saudades e não vítimas.

Ivone Boechat
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Oração da natureza

Ivone Boechat

Senhor, no silêncio da alvorada,
venho pedir-te um favor:
que os homens,
respeitem meu ninho,
minha eterna morada,
dá-lhes um pouco mais de amor,
só um pouquinho,
Senhor,
quase nada.

Amanhecer 4ª.edição 2014 RJ

Ivone Boechat
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Amor perfeito


O amor tem o lenço
do carinho,
molhado em lágrimas,
que ele usa para regar
o canteiro
de amores-perfeitos,
semeados
no caminho
de quem sofreu
por amar.

Ivone Boechat
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A música deve ser usada inteligentemente


O cérebro humano está cansado e agredido pelo excesso de informações. A tv se encarregou de saturar, incessantemente, com sons irritantes; nas ruas, os motoristas buzinam estridentemente, e aceleram forte, produzindo barulho excessivo; os ruídos internos empurram o ser humano para o universo interior das cobranças sociais, e assim estressado pelo trabalho, ele se dirige aos templos para buscar a Palavra, a quietude, a reflexão. Quem não gostaria de orar silenciosamente ao entrar no santuário, ao som de uma musica suave? Quem não gostaria de ouvir um coral, ou cantar com a congregação um hino inspirativo, sem necessidade de tentar superar o barulho do que mais parece um “trio elétrico” de 90 decibéis, prejudicando a audição e a saúde?

Ainda há tempo de reverter o horror que se instalou nos templos durante o culto. Autoridades especializadas no estudo dos efeitos do som indicam que ruídos em níveis elevados alteram o comportamento humano e não preparam o cérebro para ouvir a mensagem, pelo contrário, interferem na química cerebral, que fica muito alterada. Com toda essa adrenalina a pessoa torna-se incapaz de gravar a mensagem.

A música é um poderoso fixador da memória: sensibiliza; emotiza (cria entusiasmo); prepara o cérebro para arquivar as mensagens; consola; tranqüiliza; desperta a atenção; estimula a produção dos hormônios que formam o padrão químico das inteligências.
A música deve ser usada inteligentemente, como recomenda um dos maiores músicos da antiguidade, Rei David:

“ Pois Deus é o Rei de toda a Terra; cantai louvores com inteligência.” Sl 47:7 .

Ivone Boechat
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A influência da música na saúde mental


A música se destaca dentre as expressões artísticas, desde os primórdios da narrativa bíblica. No século VI a.C, Pitágoras afirmava: “A música e a dieta são os dois principais meios de limpar a alma e o corpo e manter a harmonia e a saúde de todo organismo”.
Nada no planeta escapa aos efeitos da música. Ela interfere em tudo: na digestão, na produção de secreções, na circulação sanguínea, nas batidas cardíacas, na respiração, na nutrição e nas inteligências.
O alemão Tartchanoff, especialista nos fenômenos cerebrais, provou que “A música exerce poderosa influência sobre a atividade muscular, que aumenta ou diminui, de acordo com o ritmo, o volume, o estilo”. Os sons são dinamogênicos, isto é, aumentam a energia muscular em função de sua intensidade e ritmo. Ou o inverso: a música pode paralisar. O uso errado da música encurta a vida e, corretamente usada, ajuda a preservá-la. As batidas cardíacas podem ser reguladas ou transtornadas pelos sons musicais. O rock, por exemplo, faz mal à saúde física e mental, e vicia tanto quanto qualquer droga química. Um rock-dependente submetido a um tratamento de desintoxicação mental demora muito para curar a desarmonia no seu metabolismo.
Já os ritmos harmoniosos são estimulantes, sedativos, ajudam a recuperar o sono e fixam a memória. A medicina usa a música na terapia de partos, cirurgias, tratamentos dentários etc. Empresas de saúde entretêm pacientes em sala de espera com música suave, neutralizando a ansiedade.
Médicos de Los Angeles, EUA, selecionam músicas para relaxar no tratamento de pacientes com dores. No Brasil a música é usada na assistência a doentes terminais.
Há muito se sabe que a música estimula a produção no trabalho. Em restaurantes, se inteligentemente usada, ela estimula o apetite, o romantismo, a confraternização, as comemorações. Nos quartéis, desperta o espírito cívico. A Bíblia conta, por exemplo, que o rei Jeosafá usou um grandioso coral e uma banda de música para intimidar o inimigo (II Cr 20). Ganhou a batalha!
Shakespeare dizia que a música: “Presta auxílio a mentes enfermas, arranca da memória uma tristeza arraigada, arrasa as ansiedades escritas no cérebro e, com seu doce e esquecedor antídoto, limpa o seio de todas as matérias perigosas que pesam sobre o coração”.
Para cada ambiente há ritmos, sons e volumes apropriados. Porém, o volume acima de 60 decibéis, segundo órgãos internacionais de saúde, pode causar espasmos e lesões cerebrais irreversíveis. Mais de 90 decibéis, e o excesso sonoro e rítmico calcificam parcialmente o cérebro, bloqueando a memória. A mensagem externa não pode ser gravada, porque a química está alterada pelo excesso de adrenalina.
A epilepsia musicogênica resulta do excesso de ruídos musicais, incluindo convulsões. A lesão produzida pelo mau uso do som pode até matar, se a vítima não for adequadamente tratada. Desde o quarto mês de gestação, os bebês já podem perceber a agressão externa pela inteligência corporal. A ansiedade de uma grávida onde o som ultrapassa os limites humanos de segurança é percebida e registrada pelo feto.
Hoje, muitos jovens têm problemas de audição comuns em idosos, o que explica o volume exagerado de músicas em festas e cultos. Isso leva a sons cada vez mais altos. Outros efeitos negativos são irritabilidade, memória confusa, baixa aprendizagem, baixa autoestima, insônia, cefaleia, vômitos, impotência, morte etc.
Na Alemanha, um estudo revelou que 70 decibéis sistemáticos de “música” causam constrição vascular – mortal, se as artérias coronárias já estiverem estreitadas pela arteriosclerose. Quem usa marca-passo deve fugir desses ambientes! É comum o mal-estar súbito em pessoas durante festas em que a música, ao invés de ser um bem passou a ser arma. É uma questão de saúde pública!
Se usada com equilíbrio, a música sensibiliza, entusiasma, fortalece a memória, consola, tranqüiliza, desperta a atenção, mobiliza inteligências...
A música deve ser usada inteligentemente, como recomenda um dos maiores músicos da antiguidade, Rei David: “ Pois Deus é o Rei de toda a Terra; cantai louvores com inteligência.” Sl 47:7 .
Nos céus de Belém, anjos cantaram naquela noite em que a Internet de Deus se abriu à humanidade, em sons harmoniosos e o data-show celestial revelou “... novas de grande alegria...” Lc 2:10


Extraído do livro A família no século XXI 1ª edição Reproarte 2001 RJ

Ivone Boechat
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Pessoa boazinha


A pessoa boa é justa, muitas vezes, assusta porque é transparente e sincera.
A pessoa boazinha agrada à primeira vista. Prefere fazer comentários e críticas no camarim. Ela quer sair bem na foto com todo mundo.
A pessoa boa tem poucos amigos, mas gosta de ajudar o próximo. Não representa um papel, é ela mesmo.
A pessoa boazinha é popular, defendida por todos, “porque é boazinha, não pode ser aborrecida em nada”! Ela faz a política da boa vizinhança.
A pessoa boa vive refém da boazinha e faz um esforço enorme para agradar à boazinha, porque ela gosta de show, principalmente se tiver platéia, porque é aí que a boazinha deita e rola. Fica simpaticíssima, mas tristinha se tocam num milímetro do seu território.
A família tem sempre pessoas “boazinhas” apertando as rédeas de todo mundo.A pessoa boa se equilibra num fio esticado para agradar, porque senão a boazinha pode se vingar in off, fazer chantagens e desequilibrar o ambiente, mas aparenta não saber o que está acontecendo.
A pessoa boazinha parece ser uma pessoa de bom humor e é, se tudo estiver nos trinques, como ela quer. Todo mundo faz tudo para agradar, “afinal, ela merece, porque é boazinha”. No mínimo aborrecimento, a boazinha fica irreconhecível, não tem pressa de dar o troco, mas dá e como dá. Como ela é boazinha, se tiver testemunhas, na hora, consegue duzentas assinaturas de adesão. É oportunista. Deita e rola em cima do sucesso.
A pessoa boa é franca, direta, sempre se dispõe a ajudar em tudo, mas experimenta fazer um apelo para a boazinha dar um real a alguém. Ela dá, mas faz uma tragédia grega, debaixo dos panos.
A pessoa boa é consensual. A boazinha é teimosa, faz como quer, na hora que ela quer, do jeito que ela quer. E quando faz é elogiadíssima, porque faz tanto charme, tanta propaganda que os inúmeros fãs vêem e acham linda a sua “generosidade”.
A pessoa boazinha se faz de fraca, mas de fraca não tem nada. Vira um gigante, quanto tira satisfações com a pessoa boa.
Ser bom é o certo, é virtude! Vale a pena pagar o preço de querer ser bom.

Ivone Boechat
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SOS – misericórdia para as crianças


A sociedade vive sobressaltada, de cabelo em pé, com o resultado do seu próprio estilo de vida. É muito barulho pra todo lado. Aí, a própria família, essa que reclama tanto do incômodo, basta alguém comemorar o aniversário e o barulho é o primeiro convidado a chegar. Nas festas de casamento então, o barulho chega de fraque e cartola. Os convidados, coitados, que imaginavam rever amigos e botar o assunto em dia, nem pensar. Ninguém consegue falar, só se gritar para saber, pelo menos, como o outro vai. Aliás, na primeira chance as pessoas vão saindo, estressadas e frustradas. É para economizar o consumo? É chic? É moda? É claro que um fundo musical na festa é maravilhoso! Mas, por que tanto volume? E não adianta pedir para baixar o som, o profissional contratado, o dj, tem poder; manda na festa e você pode morrer fuzilado com uma guitarra apontada para o seu ouvido que ninguém socorre ninguém.

Por onde anda a educação?

As crianças não escapam dessa maluquice de botar o som em último volume nas comemorações, pasmem, a partir de um ano de vida! Mas reparem como os pimpolhos homenageados se comportam na festa: desesperados, choram, querem tirar a roupa, os sapatos, os penduricalhos do cabelo, e geralmente os avós ou algum voluntário bom samaritano sai com a vítima aos farrapos, para dar uma volta lá fora, onde o aniversariante acaba dormindo, aliviado, longe dessa zoeira horrorosa! É um caos! Enquanto isso, uma nuvem de sofredores de tenra idade se esforçam para ficar na festa, anestesiados pela esperança de ganhar os brindes. Ufa! Que sacrifício! A maioria chega a casa e haja mecanismos para baixar a overdose de adrenalina.


A Escola não pode de maneira nenhuma se omitir na educação sobre o uso inteligente do som.

Os profissionais têm também que baixar o volume dos equipamentos utilizados nas aulas. É um horror! Os professores devem reduzir o volume da voz. Por que gritar tanto assim? Numa conversa normal, com pessoas educadas falando, o decibelímetro marca 30, 35 decibeis! Imagina o incomodo de quem é obrigado a participar de uma aula com 60 decibéis ou mais dos professores que só gritam? O resultado é este que se registra: de cada cinco crianças, nas três primeiras séries do ensino fundamental, somente uma é capaz de ler e entender uma frase escrita! É só porque o professor grita? Não! Claro que não, mas que a gritaria interfere, ah! Interfere, sim.

“O excesso de ruído causa na massa cinzenta um estímulo desnecessário, que a deixa acelerada, sem motivo. Ficamos em alerta, como se estivéssemos em perigo", explica Fernando Pimentel de Souza, neurofisiologista da Universidade Federal de Minas Gerais. Isso significa produção em excesso de cortisol, o hormônio do estresse, em picos estratosféricos, no organismo. "É uma estratégia de defesa, que o próprio cérebro, agredido, articula", justifica o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo. Faz sentido, por se tratar de uma reação que prepara o corpo para se proteger de um possível problema”.

“O ouvido é o único sentido que jamais descansa, sequer durante o sono. Com isso, os ruídos urbanos são motivos a que, durante o sono, o cérebro não descanse como as leis da natureza exigem. Desta forma, o problema dos ruídos excessivos não é apenas de gostar ou não, é, nos dias que correm, uma questão de saúde, a que o Direito não pode ficar indiferente”.
Leia mais: http://jus.com.br/artigos/5261/poluicao-sonora-como-crime-ambiental#ixzz3niGlnwid
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Excesso de som altera a química cerebral: barulho excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, recreio da escola, festas, reuniões, etc. “A Escola localizada no centro nervoso das cidades tem o ensino prejudicado. Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, ao avaliar os efeitos do som do trânsito diurno em alunos do 7º ano, chegaram à conclusão que alunos que estudam em escolas localizadas em áreas de tráfego intenso tiveram pior resultado nos testes de leitura - uma defasagem de sete meses - em relação às turmas de instituições situadas em áreas mais silenciosas”.

Então, mãos à obra: família, escola, igrejas, amigos, todo mundo; baixem o volume do som! Use-o, com inteligência!

Ivone Boechat
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A bateria foi criada como instrumento para dar ritmo, não foi para ninguém se vingar.

Ivone Boechat
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