Isabel Morais Ribeiro Fonseca

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⁠Tu és
Mulher, menina
Flor, sereia
Fada, bruxa
Uma linda princesa

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠Sabes amor quantas vezes
senti o coração a rebentar
e tremi calada dos beijos que demos

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⁠SIM AMOR

Amor
No teu corpo
Eu puxo
Repuxo
Amo
Envolvo
Abnego
Desejo
Abraço
Contesto
Embrulho
Enrolo
Escondo
Implico
Intrometo
Invado
Revolto
Deito
Deleito
Revolvo
Acorrento
Amarrado
Embriago
Viro
Reviro
Sinto
Choro
Sorrio
Rascunho
A minha vida
Mas nunca ressaco.

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⁠A dor não tem nada a ver com amargura
É uma forma natural de cada um
De nós, para seguir em frente.

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⁠Às vezes Deus tira-me a poesia
Olho as letras sem conseguir
Formar uma simples palavra.

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⁠ABRAÇO-TE NUM AMOR ONDE

As palavras que hoje escrevo
São as mesmas que eu senti ontem
Que elas naveguem entre as sílabas
De um mar de amor repleto de carícias
Que te acordam nas ondas de felicidade
E te sorriam como um belo jardim
Abraçando-te nas palavras escritas.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠ESTÁ A MORRER A GERAÇÃO DOS NOSSOS PAIS

Está a morrer a geração dos nossos pais
Que com sentimento matava a fome que a vida lhe ia dando
Já a nova geração é tudo fútil sem sentimento
Quanto mais têm, mais querem, sem dar valor a nada
Está a morrer a geração dos meus, dos teus pais
Aquela que sem estudos educou os filhos como sabia
Com firmeza, respeito, fé, humildade e perdão
Apesar de terem muito pouco, nunca deixou de faltar o pão na mesa
Que nunca faltasse o mínimo em casa ou o indispensável
Que nos ensinou valores que hoje ninguém dá valor
Como o respeito pela vida humana, o amor pelos outros
A geração que ensinava os rapazes sobre o respeito e valor das mulheres
E as raparigas o respeito e valor dos homens em casa
Que deviam respeitar com amor cada indivíduo cada decisão
Estão a morrer aquela geração que podiam viver com pouca ostentação
Sem ficarem tristes pela pouca riqueza que tinham, mesmo assim eram felizes
Aquela geração que começou a trabalhar em crianças sem tempo para brincar
Pois tinham que ajudar em casa, ajudar a criar os irmãos, sem se queixarem
Aquela geração que mesmos em tenra idade tinha já valores como responsabilidade
Morrem aqueles que nos ajudaram a crescer, em muitos casos ajudaram a criar
Os netos , eles que passaram por tantas dificuldades para criar os seus
Sem nunca desistir, aquela geração que nos ensinou a viver com dignidade
Com fé, com amor, com lealdade, com humildade, com perdão, com sabedoria
Com esperança, sem amargura no coração, morrem aqueles que depois
De uma vida feita de tantos sacrifícios, de tantas dificuldades
Que fizeram durante toda a sua vida, hoje têm as mãos enrugadas
A testa franzida, a cara cheia de rugas e de tantas mazelas
Que a vida lhes foi dando e mesmo assim com um lindo sorriso
E sempre com a cabeça erguida e com o coração em pedacinhos
É essa geração que nos ensinou tantas coisas durante a nossa vida e fomos felizes
Que nos deram a vida está a morrer, a morrer sem que nada passamos fazer
A geração que tanto lutaram pequenas crianças que tiveram que crescer rápido
Bendita, bendita seja a geração que nos amou tanto e que tanto nos ensinou

A geração dos nossos queridos pais

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⁠OUVE OS MEUS GRITOS

Ouve os meus gritos calados
Mudos de outros dias
Nas palavras silenciosas
Arranca com as tuas mãos
Todos os meus desejos
Todas as minhas dores presas
A minha própria ansiedade
Escritas no livro desassossego
Faz trovar os sons do amor
Que são ensurdecedores
Nos desejos sentidos no corpo
Dentro da minha alma presa
De uma prisão sem portas, sem grades
Os olhos choram pensamentos
Molham as dúvidas dos dias
Das mágoas, das mãos frias
Na fogueira que arde em carícias
Na solidão escondidas de mim
Da solidão que arde comigo
Palavras que embalam a dúvida
Do teu ou do meu amargo feliz coração.

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⁠Ninguém é feliz sozinho
Há sempre um amor
E um copo de vinho
Ou ainda umas uvas doces
Para amar sem medida ou pudor
Nesta arte de amar loucamente.

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Malditos são os que pregam a conciliação
Mas agem com deslealdade
Neste mundo de tanta maldade.

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⁠Escrevemos para juntar todos
Os pedaços que se quebram de nós
Entre as vinhas de videiras secas
No vinho que bebemos com amor


Escrevemos para juntar todos
Os pedaços que se quebram de nós
Entre as vinhas de uva doces
No vinho que bebemos com amor

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⁠AMOR

Amor
Sente-me
Como um doce suspiro
Beija-me
Como se o mundo acabasse
Enlouquece-me
Como se tu fosses louco
Ama-me
Como se me fosses perder
Procura-me
Como se nunca me tivesses tido
Agarra-me
Como se eu fosse desaparecer
Deseja-me
Como se não existisse mais ninguém
Ama-me hoje, amanhã, eu só existo contigo.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠ Veste a tua boca com a minha
Que eu te darei o meu silêncio

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⁠AMO TUDO EM TI

Amo o castanho dos teus olhos
Amo o mar que tu tens por dentro
Amo a profundidade dos teus abismos
Amo a complexidade do teu ser
Amo a loucura que vejo em ti
Amo todos os teus pensamentos
Amo tudo em ti, em ti meu amor
Veste a tua boca com a minha
Que eu te darei o meu silêncio

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⁠A minha pele é um livro aberto
Uma página escrita da minha vida
Leio-me pelos caminhos que em cada ruga
Percorre a minha pele, como uma nascente
Que se torna num rio que vive correndo para o mar
Revelando a todos que me acompanham tudo que vivi.

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⁠A minha pele é um livro aberto
Uma página escrita da minha vida
Leio-me pelos caminhos das minhas rugas
Revelando a todos que me acompanham
Tudo que vivi.

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⁠As minhas rugas são o livro
Mais bonito do meu rosto

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⁠Mesmo quando eu
Não estiver aqui
Eu sei que vou
Andar por aqui

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⁠DURANTE MUITO TEMPO


Durante muito tempo
Perdi a esperança
Mesmo quando chorava
Esperava ver o sol


Mesmo longe de casa
Esperava sempre voltar
A ver a tua presença


Mesmo quando chovia
No meu coração
Ficava com esperança
De poder ver o sol


Encontrei nas palavras
A forma de expor todos
Os meus sentimentos
E pensamentos
Acerca do amor e da dor
De tudo que me rodeia.

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⁠⁠O MEU MAR

O mar da minha alma, do meu coração
Que enamorada de ti me encontro
Olhar-te me causa espanto

O mar que é uma sepultura aberta
Que as saudades deixam tristeza
No peito como uma ferida aberta

Mesmo o mar sendo traiçoeiro
Nunca será ignorante, malcriado
Incompetente e tão insignificante.

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⁠⁠VIDA DE DESENCANTO

Não há mais sepulcros
Não há mais sonhos
Não há mais encanto
Não há mais rosas
Não há mais pétalas
Não há mais amor
Não há mais desejo
Só há sombras
Só há lágrimas
Só há vácuos
Não há manhãs
Não há noites
Não há mel
Nesta vida curta
De tantos desencantos.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠Os figos são suculentos
doces nos braços da figueira
e quando comidos são sedução
um pecado na boca feito delícia
como um doce pingo de mel.

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⁠HOJE MORRI NUM BOTÃO DE ROSA

Morri num botão de uma bela rosa
Morri e sei como ou talvez não saiba
Uma coisa eu sei que vou morrer
Morrer sozinha sem ti
Só não sei o dia nem a hora
Apenas sei que morri, morri triste, alegre
As minhas irmãs no jardim
Choram de tanta tristeza
A chuva em soluços profundos
Morri pela ausência da primavera
Quando era um botão em flor
Mas vivi pelo amor de alguém
Alguém que ama muito as rosas
De várias cores, perfumadas de amor
Hoje não morri sobrevivi as agruras
Do tempo esquecido no coração de alguém.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠Sou uma rosa que se esqueceu
que a Primavera volta todos os anos
e morreu entre a solidão para voltar
a florir no teu coração

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⁠AMOR DA MINHA VIDA

Encontrei-te, desejei-te
Amei- te, hoje és dono
Do meu coração
És só meu e amar-te
É a melhor sensação
Que existe neste mundo
Morri mil anos à tua espera
Esperarei mais mil para te ama
Escreve-me e lê-me pelo mar
que me banha a alma
ou, se quiseres,
ama-me loucamente
pelas searas bordadas de tanto desejo
que eu, te amarei pelas papoilas
entre o trigo plantado ao vento
e se desejares a lua, eu te darei as estrelas.

Inserida por Sentimentos-Poeticos