Giulio Cesare
Ter a necessidade de um decreto para dizer o que é um homem e o que é uma mulher simplesmente surreal. Não só para a turma da terceira idade estadunidense, que achava já ter visto de tudo, mas para todo o mundo.
Simples assim: para se fazer ouvir, gerar atenção, curiosidade, preocupação e até desconforto, é ficar em silêncio.
Já veterano, ter sonhos e a vontade de realizá-los é o que dá sentido e metas ao futuro. Pode ser até para um o futuro tão próximo quanto o dia de amanhã. Não tê-los é perder seu comprovante de vida.
Bobão é pejorativo. Por definição, pessoa tola, ingênua e fácil de enganar. Porém, quando alguém se define como tal, todo cuidado é pouco.
As quatro estações do ano correspondem, também, à existência do ser humano. A primavera, a infância; o verão, a juventude; outono a meia-idade; e o inverno, a velhice. Bacana é chegar ao inverno feliz por ter passado pelas outras três, e possuidor de um grande acervo de memórias, que deve ser compartilhado com a turma que está principalmente na primavera.
Se no insucesso, perda ou derrota você não buscar ensinamentos, então jamais te encontrará no espelho.
Para aqueles que se escondem de si, agora felizes: o Carnaval está chegando, e é o grande momento de tirar a máscara que usam o ano inteiro.
Coisas do passado, hoje distantes: era o encontro dos blocos de rua das Petequinhas e dos Piu-Piu, das meninas com os meninos. Um momento de alegria geral, lúdico, com todos a caráter e, no final, o bônus do amor espontâneo, com cheiro de cerveja e licor de anis.
Ver é apenas captar a imagem com os olhos e enxergar é processar a imagem, dar sentido e compreensão do que está sendo visto.
Se todos tivessem capacidade de ver e enxergar ao mesmo tempo, o mundo seria muito diferente.
A vida é engraçada: começamos a dar os primeiros passos num cercadinho; depois, ir e voltar sozinhos pro colégio; fazer excursões com os amigos; viajar a trabalho; peregrinar em férias pelo país; pelo mundo, para os afortunados; passa o tempo, vai passando e, no final, você se flagra feliz por uma simples caminhada de invejáveis, extraordinários e olímpicos 5 Km.
Exercício de fé, proatividade e otimismo: nasce mais um dia, uma renovação da vida, que nos habilita para outros dias e muitos mais dias com saúde, paz, amor e alegria.
Nascente e poente são a existência, simples como a trajetória diária do sol no céu. A noite é a dimensão originária, mas a aparente escuridão pode ser mais brilhante que o sol do meio-dia.
Amar é amar; não existe amar por amar, nem amar mais ou menos. Amar tem que ser pleno e absoluto, até superar os boletos a pagar. Aliás, nesse ponto, de fato, saberá ou não o que é amar.
Existir não é uma questão física, mas atemporal. Ser lembrado com respeito, amor e carinho nunca deixará de existir.
Frases são escritas curtas, sucintas, para rápido consumo e sem perda de tempo, mas, se for captada a essência mensagem do autor e tocarem o leitor, valerão por um livro.
Estimular o bom humor, sorriso, alegria, harmonia, amor e a esperança nos outros, enquanto você, o estimulador, está exatamente na contramão do que estimula, é ser um grande ator, digno de um Oscar e de pontos com o Criador pela nobreza de espírito.
Deixar os trilhos dos fatos, entrar no desvio das narrativas e continuar, é assumir a alienação ou covardia.
Uma das coisas mais confortantes que um ser humano pode receber é a solidariedade. Aquela espontânea desprovida de interesse que brota de coração para coração. Aquela como uma mão que te segura no exato momento da uma iminente queda. Aquela que vem como uma simples palavra; contudo a palavra-chave, salvadora e divina; a solução ou amparo que tanto procurava, mas não sabia da sua existência.
Rever, lembrar e reprisar a linha do tempo da sua existência na plenitude da maturidade e ter convicção, no geral, que foi positiva, eis um felizardo. Se o presente é difícil pela fadiga física da idade e, por consequência, também social, a positividade do ‘valeu a pena’ é o amortecedor, suavizando o crepúsculo. Assim, o sorriso não deixará de frequentar seu rosto.
Acordar com a vontade de falar, de escrever tantas coisas de um sonho feliz - tão feliz que embaralha e enrosca, sem saber por onde começar, tamanha felicidade. Parece que a mente dá um nó, com o objetivo de guardar só para si, com absoluta exclusividade, um momento tão mágico e iluminado. Mas, pelo privilégio, com digno registro.
Para o deleite das causídicas e dos causídicos, relembramos duas citações no Senado Romano antológicas do legado do grande Cícero: “Habemus reum confessum — non in verbis, sed in facto, in timore, in oculis tuis (Temos o réu confesso — não em palavras, mas nos atos, no medo, nos teus olhos)”. E outra: “Nox testis fuit, sed aurora veritatem revelavit (A noite foi testemunha, mas a aurora revelou a verdade).”
Para os ermitões ou eremitas, distantes em cavernas remotas, ou aqueles nas megalópoles, não distantes, mas equidistantes, ou seja, dentro, perto e colado, muitas vezes são os mais solitários.
Amor real, sincero, do espírito, dimensão e essência só existe quando não há ‘olho espichado’ ou preocupação com a ‘grana’ do outro. É difícil, raro, como ficar rico jogando no ‘Tigrinho’, mas existe.
Exemplos de fábulas, como ‘A Cigarra e a Formiga’ ou ‘O Lobo e o Cordeiro’ ou ainda ‘ A Raposa e o Pavão’, são o meio didático da metáfora dizer e convencer da verdade.
