Faca de Dois Gumes?
Mal viver
Com a mulher
É meter a colher?
À Deriva...
Posso ancorar
Meu barco furado
No teu mar de rosas?
Pirata?
Não quero ser
Um navio fantasma
No teu oceano...
Irresponsável?
Vou assumir
Os meus erros.
Afinal, são meus...
Imposto, Sim...
Sem escravidão?
Guardaram a chibata,
Soltaram o leão...
Midríase?
Na hora da morte,
As pupilas dilatam.
Em busca de luz?
É Melhor...
De coração,
Que eu te peço:
Assuma os tropeços...
So, So?
Você, tão
Certo, correto.
Eu tão, tão...
Vaso-vagal?
Noite, pesada.
E tudo meio vago
Por onde vago.
Forçado?
Que sorriso!
Não, não é izo!
É o dente do sizo!
Fantasia?
Medo, eu?
Bem capaz!
Bem... Capa.
Lado Alado...
Um lugar sagrado?
Qualquer lugar,
Ao teu lado.
Vai Orar, Diz o Pai...
Pra curar
Angústia?
Tó, óstia.
Não Sou Pinguim...
Parecia
Graciosa.
Era glacial.
Súplica?
Quero você.
Assim eu peço,
Que Deus dê.
No Berço...
A fada
De pelúcia,
Inda mais lúcida?
Bateria...
Samba.
E o passista
Na corda bamba.
Toca, Cutuca, Cotoca...
E tudo é
Interpretação.
Até o toque da mão.
Meio Frio?
No meio-fio,
No teu cabelo,
Frio por fio...
Ictus?
Minha mão
Em teu tórax,
Pulsando...
Água Salgada...
Tua lágrima,
Uma lástima,
Quero última.
Mais Forte!
Teu abraço,
Tão grande,
Me expande...
Dorme Com Os Anjos, Filho.
Incrível...
Eu, amando-
Me tanto.
Tá Turvo, Agora...
Céu nublado?
Chuva de areia,
No oásis, deserto...
Retorno à Inocência?
Às vezes, eu viajo no tempo.
Não há máquinas ou naves:
Apenas o meu pensamento.
E estas viagens são suaves.
Sigo as ruas da lembrança.
Basta uma brisa, um sopro,
E, súbito, o ido me alcança.
Então, não sou eu, sou outro.
Muito mais doce, puro e leve.
Exemplo: lembro de um celeiro.
E sinto uma paz quente, breve,
Além da carícia do vento-norte.
Ouço cantigas, até candeeiros.
E percebo: que minha, a sorte...