Francismar Prestes Leal
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Tão diferentes, tão iguais.
Nunca mais seremos o que fomos, mas seremos outros tantos...
Mãe Teresa.
Quando faltava luz,
Eu buscava tuas pernas,
Agarrando-me com força
Às tuas coxas grossas.
Com as velas acesas,
Deitava em teu colo,
Olhando estrelas e lua
Pela janela aberta.
Enquanto acariciava
Minhas sobrancelhas,
Cantava músicas antigas.
O breu clareava aos poucos,
Aceitando o momento.
Poucas vezes fui tão feliz,
Mesmo sob luz imensa.
Salva?
O coração na boca,
Batendo palmas,
Batendo pálpebras.
Patas?
Pintava unhas e carne,
Esperando um homem,
Travestido de cavalheiro.
Amada?
Amor de amante,
Amor diamante,
Porém, falso.
Inversos.
Sobreviver à morte?
Não seria melhor
Viver a vida?
Tá?
Veritá.
Ver e tá.
Ver e crer?
Pensão.
Ex.
Mola?
Esmola?
Backspace.
Shift?
Ctrl?
Shit.
Sin embargo?
Mentiras?
Tiras da mente?
Mientras...
Nadada.
Nada...
Danada,
Dá nada.
Já sei!
Eu sei,
Já entendi,
Que nada sei.
Sem conchavos.
Pasmem, ou não,
Dormir de conchinha,
Faz ouvir o mar.
Dormir de conchinha faz ouvir o mar.
Noite de Domingo.
Sala de estar?
Eu quero uma
Sala de ser.
Arrepio.
Lençol de seda,
Tua pele de seda
E a minha sede.
Beira.
Mar quebrando,
Areia gelada,
Pé quente.
Folheando.
A noite não dormia,
Vasculhando o passado
Com a sua brisa fria.
Apagão...
Noite quase infinita,
Buscando réstias de luz
Em persianas entreabertas.
Da mão?
Verdades?
Ver dedos...
Pouco(a)s.
Estaremos transferindo?
Quando dei conta
Que eu era eu mesmo,
Já não havia tempo.
Anjo?
Não temo fantasmas.
Adoro assombrar-me.
Sombra também ama.
Seca?
Olhos caídos,
Fitando o chão,
Sob os pés sujos.
Manhã, ser.
Escadinha de madeira.
E na soleira da porta, o sol,
Querendo subir degraus.
Pondo-se.
Sol a meio-sol,
Olhando, escondido,
O acender dos lampiões.