Fiódor Dostoiévski

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O objetivo de todo movimento do povo, de qualquer povo e em qualquer período da sua existência,
é apenas e unicamente a procura de Deus (...) e a fé nele como o único verdadeiro. Deus é a personalidade sintética de todo um povo tomado do início ao fim. (...) O povo é o corpo de
Deus.

Fiódor Dostoiévski
Os demônios. São Paulo: Editora 34, 2004.
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Eu estou sozinho, e eles são todos.

Fiódor Dostoiévski
Memórias do subsolo. São Paulo: Hedra, 2022.
Inserida por estudos_pae

De fato, não existe nada mais deplorável do que, por exemplo, ser rico, de boa família, de boa aparência, de instrução regular, não tolo, até bom, e ao mesmo tempo não ter nenhum talento, nenhuma peculiaridade, inclusive nenhuma esquisitice, nenhuma ideia própria, ser terminantemente “como todo mundo”.

Fiódor Dostoiévski
O idiota. São Paulo: Editora 34, 2015.

⁠O sofrimento e a dor são sempre inevitáveis para uma consciência ampla e um coração profundo.

Fiódor Dostoiévski
Crime e castigo (1866).

⁠Sou mestre na arte de falar em silêncio. Passei a minha vida toda conversando em silêncio, e em silêncio acabei vivendo tragédias inteiras comigo mesmo.

Fiódor Dostoiévski
A dócil (1876).

⁠Acima de tudo, não minta para si mesmo. O homem que mente para si mesmo e escuta sua própria mentira chega a um ponto em que não pode distinguir a verdade dentro de si.

Fiódor Dostoiévski
Os Irmãos Karamazov (1879).

Para mim basta que tu existas em algum lugar, e não perderei a vontade de viver.

Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamázov. São Paulo: Editora 34, 2019.

⁠Dar um novo passo, dizer uma nova palavra, é o que as pessoas mais temem.

Fiódor Dostoiévski
Crime e castigo (1866).

Não há nada de mais sedutor para o homem do que o livre-arbítrio, mas também nada de mais doloroso.

Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamázov (1880).

Para proceder com inteligência, a inteligência não basta.

Fiódor Dostoiévski
Crime e castigo (1866).

⁠Este planeta parece-me um purgatório para espíritos divinais que foram assaltados por pensamentos pecaminosos. Sinto que nosso mundo tornou-se uma imensa Negação, e que tudo que é nobre, belo e divino transformou-se em sátira.

Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski: correspondências 1838-1880. Porto Alegre: 8Inverso, 2011.

Nota: Trecho de carta para o irmão, Mikhail, em 9 de agosto de 1838.

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⁠Eu tenho um novo plano: enlouquecer. É assim: as pessoas perdem o juízo, e depois são curadas e trazidas de volta à razão!

Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski: correspondências 1838-1880. Porto Alegre: 8Inverso, 2011.

Nota: Trecho de carta para o irmão, Mikhail, em 9 de agosto de 1838.

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⁠Que me importa a fama, quando escrevo em troca do pão de cada dia?

Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski: correspondências 1838-1880. Porto Alegre: 8Inverso, 2011.

Nota: Trecho de carta para o irmão, Mikhail, em 24 de março de 1845.

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⁠Se alguém se lembrar de mim com rancor, alguém com quem eu tenha brigado ou em quem tenha deixado uma má impressão – diga-lhes que deixei tudo isso para trás se acaso estiver com eles. Não tenho amargor ou raiva em minha alma, adoraria poder abraçar e reconciliar-me com qualquer um de meu passado neste instante.

Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski: correspondências 1838-1880. Porto Alegre: 8Inverso, 2011.

Nota: Trecho de carta para o irmão, Mikhail, em 22 de dezembro de 1849.

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⁠Quando olhar para o passado, sei que pensarei no tempo que perdi para nada, em erros, erros e ociosidade, desperdiçando minha vida; por desprezar o tempo, quantas vezes pequei contra meu coração e meu espírito – por isso, meu coração sangra. A vida – um dom, a vida –, a felicidade, cada minuto podia ter sido um século de felicidade.

Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski: correspondências 1838-1880. Porto Alegre: 8Inverso, 2011.

Nota: Trecho de carta para o irmão, Mikhail, em 22 de dezembro de 1849.

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⁠Não mude, continue a me amar, não deixe minha memória apagar-se em você, e essa certeza em seu amor será para mim o que me manterá vivo.

Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski: correspondências 1838-1880. Porto Alegre: 8Inverso, 2011.

Nota: Trecho de carta para o irmão, Mikhail, em 22 de dezembro de 1849.

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⁠Quando eu olho para o meu passado e penso quanto tempo perdi em nada, quanto tempo foi perdido em futilidades, erros, preguiça, incapacidade de viver; quão pouco apreciei, quantas vezes pequei contra meu coração e alma – então meu coração sangra. A vida é uma dádiva, a vida é felicidade, cada minuto pode ser uma eternidade de felicidade.

Fiódor Dostoiévski

Nota: Trecho de carta para o irmão, Mikhail, em 22 de dezembro de 1849.

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