Evermondo Guimarães
A águia não precisa fingir ser galinha para inspirar as galinhas; basta que ela seja plenamente águia. Sua grandeza não se adapta, apenas se manifesta, e é essa autenticidade que eleva todos ao seu redor.
O maior sonho das árvores não é caminhar, como imaginamos em nossa limitação humana. Estando aqui há milhões de anos, elas anseiam por algo mais elevado. Invejam as aves, pois em seus nomes carregam o 'ar', o sopro de liberdade que as raízes não podem alcançar. Suas folhas sussurram ao vento, sonhando com o voo que lhes foi negado, mas que já vivem em essência.
Postar nas redes sociais é uma expressão de sonhos em miniatura, fragmentos de desejos que ganham vida em cada publicação.
Não é irônico que alguém que faz o mal espere se dar bem no final? Porque o bem nunca floresce em solo envenenado.
Ouça tudo com respeito, mas guarde no coração apenas o que realmente vale. A verdade é clara: o que é do outro, é do outro. Mantenha a sua própria leveza.
Acostume-se a pensar assim: ontem já passou, hoje é sempre o melhor dia para ser feliz, porque eu sou o milagre da minha felicidade. Amanhã, repita com ainda mais convicção.
Todos os dias pagamos com o tempo de vida; alguns trocam por alegria, outros por peso. Como é cansativo brigar! Custa tão pouco sorrir e vale tanto a pena.
Sorrir todos os dias — será que isso é um traço de avatar?
Deus nunca fica doente; nós, em nossa ingenuidade, é que projetamos nossas próprias limitações nas lições do divino, esquecendo que Ele é a fonte inesgotável de vida, bem-estar e perfeição.
Ao lembrarmos disso e sintonizarmos com essa essência, recuperamos nossa própria integridade, pois toda cura é, na verdade, um retorno à memória original — de que jamais estávamos realmente afastados da perfeição.
A luz da lua nos engana com seu brilho emprestado, assim como o que chamamos de bonito é apenas um reflexo. A verdadeira beleza está oculta, repousando dentro de nós mesmos.
Sintoma da dissonância pós-moderna: síndrome do bilionário bonzinho. A pessoa quer ser bilionária e também quer acabar com a desigualdade no mundo.
Antigamente, as pessoas buscavam orientação nos sinais externos e internos; hoje, dependem das mídias e dos médiuns para encontrar respostas.
O apego mais traiçoeiro é do tempo. Todo dia nasce com a promessa de um novo começo, mas seguimos repetindo o mesmo dia.
Eu costumo brincar que, mais assustador que um OVNI hoje, seria identificar um POVNI: uma Pessoa Viva de Verdade Não Identificada. Algo cada vez mais raro e surpreendente nos dias de hoje.
Eu me entristecia ao ver pessoas buscando sustento em lixeiras, até perceber que todos passamos o dia vasculhando nossos próprios lixos emocionais. Mas é na clareira da alma, longe das lixeiras, que os verdadeiros tesouros se revelam.
Pai amado, quantas vezes me vi revirando as sombras da alma, sem perceber que os verdadeiros tesouros estão além, esperando pelo meu olhar desperto.
Consideramos estranhas as dádivas que descem do céu, mas talvez seja de lá que os milagres sussurrem sua origem. No entanto, estamos acostumados a rejeitar tudo o que é estranho e incomum.
