Emília Bôto
Hoje ao passar numa rua vi uma moça com uma criança bem novinha nos braços. Eu disse a mim mesma que um dia eu também tive um filho assim em meus braços. Essa saudade mareou meus olhos.
Através do lúdico podemos perceber e extrair conteúdos importantes para o tratamento dos menores em psicologia. O brincar facilita a interação, a plasticidade, o contato interpessoal e a afirmação no grupo.
Feliz é a mulher que pode se dedicar a sua criança recém nascida. Passar por essa fase com tranquilidade e leveza. Podendo curtir esse momento singelo. Ora por ser cuidada e acolhida pelo marido ou familiares, ora porque ela mesma proporcionou esse amparo antecipadamente.
Quando não temos orientação, exemplo ou conhecimento de certas coisas, a gente acaba passando por muitas situações na vida, tomando decisões e direções erradas que de alguma forma nos prejudicam no futuro.
Quando perdemos a pessoa mais importante da nossa vida, ficamos paralisados num instante. Sem palavras. A imagem do nosso rosto não consegue refletir o desespero do coração.
Viver sob o mesmo teto de um narcisista é ter a certeza de que você nunca vale nada e que a culpa de qualquer coisa é sua.
É incrível como a pessoa é julgada e condenada por aqueles que não tem a mínima ideia das coisas que tem que suportar dentro da própria casa.
A única coisa que te livra de um narcisista (tirando Deus), é se manter o mais longe possível dele. Tudo que ele faz é em benefício de si mesmo.
Hoje termina o ano de 2024. Amanhã veremos as postagens das festas em família, nas praias, clubes, festas, no Rio e outros tantos lugares escolhidos pelas pessoas. Fico imaginando eu aqui, práticamente sozinha. Não que eu não possa me proporcionar algo ou que não tenha amigos. Mas faço uma reflexão de todas as imagens que verei. Das alegrias vividas, das emoções sentidas. Da felicidade, dos lampejos, das diversões. Quanta gente reunida. Quanta energia! Minha reflexão faz meus pensamentos flutuarem. Vem a minha mente a lembrança daquela música: "Naquela mesa está faltando ele e a saudade dele está doendo em mim."
É ruim perceber que falamos demais ou escrevemos algo que pode magoar outra pessoa. Sempre me arrependo dos rompantes, da impulsividade, em ser reativa. Não que eu esteja errada. Mas já estou errada por achar que a verdade que digo ou escrevo seja a validação que necessito para me dispor com as pessoas ou feri-las.
Não gosto de sentir raiva, porque esse sentimento permite que de alguma forma o meu organismo libere toxinas que o faz adoecer.
Apesar de gostar do silêncio, aprecio estar em companhia da família, irmãos, amigos, conhecidos e comunidade, seja numa pequena reunião ou numa grande festa.
Não lido bem com ameaças, isso desperta sentimentos diversos que resulta em combatividade e enfrentamento, me fazendo endurecer a tal ponto que as pessoas não tem ideia de onde posso chegar. Isso faz elas perderem o melhor de mim.
Vivi com um narcisista por trinta e cinco anos. E todos (inclusive a família dele) o tinham como um santo. Ele mesmo se achava a melhor das pessoas.
Descobri que a morte do ator Cristhofer Plummer quando assisti a série Departure. As notícias de morte me são impactantes. E aí me volta aquela falta de ar, a respiração cansada e difícil, a tristeza e as lágrimas nos olhos.
O pobre te perdoa várias vezes porque ele sabe a dor de cair e de se levantar. O rico não te responde e sequer considera suas palavras.
Isso não é sobre rico ou pobre.
Um dia Deus tirou de mim quem eu mais amava e eu que sempre fui resiliente, não consegui fazer daquele limão uma limonada.
É dura a realidade de conviver com um narcisista. Seu emocional fica abalado. Pode acontecer de engordar muito ou emagrecer demais. Ele mexe não só com seu apetite e emoções. Ele vai até o profundo da sua alma para se certificar que não resta nada de você.
Que vontade de ir a um aeroporto para uma magnífica viagem e não ter nenhuma bagagem. Vôo de ida. Com dinheiro no banco suficiente para adquirir um belo guarda-roupa e voltar quando tiver vontade. Se voltar.
